Transitoriamente 2012: Existimos para quê? (Uma retrô-expectativa)

Posted in Feliz Natal with tags , , , , , , on 29/12/2012 by transitoriamente

Espassando...

Mais um ano em que eu paro para escrever a retrospectiva da Transitoriamente e uma saborosa sensação de vitória aparece por aqui.

Não que o caminho tenha sido apenas de vitórias, a labuta é árdua, porém o saldo no final das contas é o que aparece e a alegria de trabalhar com música, audiovisual e fotografia deixou o ar muito mais leve e preparado para o novo “mundo” ano.

 
Nesse final de 2012 uma questão me veio em mente e ficou por aqui martelando: Se a Transitoriamente não existisse, o que não existiria?

Afinal, o que estamos fazendo de diferente e relevante? Quanto vale aquilo que não se conta em cédulas e saldos bancários?

Foi um momento para repensar as coisas, os caminhos, as formas de se fazer, os erros e acertos, as pessoas…

Por mais que o final de ano carregue certos simbolismos que a gente pode, por livre vontade, ficar distante, é possível também se utilizar desse “período” para fazer os balanços necessários. Uma boa oportunidade para mexer nas nossas “gavetas imaginárias”.

Um simples momento de consciência e você passa a enxergar nitidamente o que realmente vale a pena, por quais causas lutar, por quais motivos continuar ou não seguir.

Acima do reconhecimento e da grana, existe em mim uma verdadeira vontade de realizar algo novo, deixar algo para amanhã, emocionar as pessoas, fazer a vida e sua jornada um pouco mais divertida. Alegria que pode vir até de lágrimas…

Quem sabe seja um daqueles surtos semanais de vaidade. Se for, farei dessa vaidade um dos pontos da minha caminhada. Não existem vícios elegantes? Pois, bem…

Fui tomado por uma alegria de continuar, de fazer mais e melhor, de reafirmar a minha gratidão àqueles parceiros de jornada. A vida vale a pena no detalhe…

Para mim e para a Transitoriamente foi um ano particular, em grande parte pela diversidade de trabalhos e experiências que tivemos, pelas pessoas que conhecemos e as novas parcerias que surgiram. Semeamos e continuamos a semear…Colhendo…

A resposta para a questão-base desse post está nos trabalhos a seguir.

Que 2013 seja o que você quiser.

Um grande abraço,

Antonio Rossa

Clássicos com Energia por Juliano Baby

Começamos o ano com o lançamento do DVD Clássicos com Energia, da Camerata Florianópolis. Um união inédita de uma Camerata e uma banda de rock – regida por Jeferson Della Rocca – tocando clássicos de Beethoven, Mozart, Rossini, Vivaldi, etc. O lado rock’n’roll veio da banda Brasil Papaya, e em grande estilo.

Na sequência foi a vez do DVD “Brasil Papaya: Emancipation”, trabalho em comemoração aos 18 anos dessa que é uma das mais importantes bandas da história de SC. Multiculturalidade em alto e bom som.

Brasil Papaya: Emancipation

Para quem conhece a Brasil Papaya, sabe o quanto esse material era necessário. Antes de mais nada, considero o DVD um presente a todos os catarinenses, e também aos fãs da boa música.

Recentemente lancei duas músicas do meu ep “Espassia”, que mais uma vez contou com a banda Sociedade Soul (arranjos), com as participações especiais de Marcelo Mudera, Rodrigo Daca e Bruno Jacomel, além dos arranjos de metais do mestre Jean Carlos.  A capa do Espassia foi feita pelo artista catarinense Thomas Hernandez. As duas músicas restantes serão lançadas em fevereiro.

Logo após lançamos o videoclipe do cantor catarinense Airon. Foi um dos trabalhos mais divertidos do ano. Produção afinadíssima, equipe talentosa e muito divertida.

Airon - Gravação Videoclipe - Foto: Juliano Baby

Para fechar 2012 com estilo e apontando para o futuro, voltamos aos anos 60 com o vídeo de José e uma homenagem à grande banda brasileiraOs Mutantes. Dirigido pelo norte-americano Jeff McCarty e por mim, e estrelando Francieli Tramontini na pele de Rita Lee, esse videoclipe, além de um presente de Natal para todos os fãs, é também o ponto de partida para um projeto de longa sobre a história da banda.

FRAN1 CREDIT

“Social Good Brasil” começa amanhã em Floripa.

Posted in Uncategorized with tags , , , , , on 05/11/2012 by transitoriamente

De amanhã até o dia 08.11 acontecerá o Social Good Brasil em Florianópolis, evento este que será palco de discussões sobre como as tecnologias, as novas mídias e o pensamento inovador podem ter grande impacto social.

O blog Transitoriamente estará no Centro Integrado de Cultura (CIC), local do evento,  durante os três dias acompanhando a movimentação e postando informações e novidades.

O evento contará com palestrantes nacionais e internacionais, referências nas áreas sociais e de tecnologia.

Acesse www.socialgoodbrasil.org.br e saiba como fazer parte desse grande evento. Está chegando a grande hora!

Se você está lendo esse post agora é porque de alguma maneira você já está inserido nessa nova forma de comunicação e relacionamento.

Um grande abraço,

Antonio Rossa

Sete Questões para Humberto Gessinger

Posted in musica, sete questoes with tags , , , , , , , , , on 26/09/2012 by transitoriamente

 

Mesmo que o sucesso seja algo subjetivo e fugaz e a música pop promova celebridades que amanhã simplesmente se apagarão, alguns artistas conseguem imprimir uma diferente versão para este fato e prolongar os seus 15 minutos de fama.

O gaúcho Humberto Gessinger vem há mais de 25 anos escrevendo a sua história dentro da música brasileira, ora com o seu Engenheiros do Hawaii, ora no power-duo Pouca Vogal ou até mesmo na literatura, onde o compositor já está na sua quarta publicação. Também se tornou blogueiro e atualiza todas as semanas, na virada de segunda para terça feira, o seu BloGessinger (Acesse aqui).

Sucesso nacional na virada dos anos 80 para os 90, Gessinger conseguiu a proeza de sobreviver ao onipresente “furacão pós-mainstream” – aquele que leva celebridades ao chão com a força de um tsunami – com novos trabalhos e a agenda cheia ao longo da década e meia que se seguiu, mesmo após a ruptura do clássico power-trio Gessinger, Licks e Maltz (GLM).

Quem viveu o momento sabe que o Engenheiros do Hawaii foi uma das bandas mais “achincalhadas” pela crítica nos anos 90, o que em parte ajudou o trio a contar um séquito de fãs fiés e defensores. Eram tempos pré-internet e o mundo da comunicação era montado numa espécie de pirâmide imóvel, com caminhos estreitamente inacessíveis.

Transcendeu formatos – o próprio Gessinger diz ter sobrevivido ao LP, K7, VHS, DVD, DAT, CD e mp3 – e mantém-se na ativa e na estrada. Atualmente encarna o Pouca Vogal junto de Duca Leindecker (Cidadão Quem) e o Trio Grande do Sul, com os músicos Esteban Tavares (Ex-Fresno) e Paulinho Goulart, além de mensalmente promover uma twitcam tocando seus clássicos e novidades.

A volta do Engenheiros parece adentrar o horizonte, apesar de Humberto não confirmar datas e nomes. O alfabeto que formará o “novo-velho” Engenheiros ainda é incerto. Apostas? 

Com vocês Humberto Gessinger no Sete Questões da Transitoriamente.

Um abraço,

Antonio Rossa

Antonio Rossa – Depois de mais de 25 anos de estrada, 19 discos lançados, mainstream em algum ponto da carreira, hoje as suas inquietudes estão mais estáveis? Existe um lugar chamado “lá” onde tantos querem chegar? Você sente que chegou “lá”?

Humberto Gessinger – Não há um objetivo alcançável. Sem bússola nem norte, a caminhada é tudo que há: estar em movimento, na direção que o coração manda. Depois de anos de arte/ofício, as linhas entre passado, presente e futuro ficam imprecisas.

AR – Num ambiente “transmidiático”, onde todas as formas de mídia interagem entre si, você acha que a canção corre o risco de se transformar em um mero pano de fundo? A sua escrita, seus livros, hoje lhe são uma espécie de “continuidade musical” ou uma necessidade?

HG – Desde sempre, pra muita gente, a canção é só um pano de fundo. Não faz sentido exigir que todos se relacionem com ela de forma mais intensa. Até para alguns colegas músicos sinto que a canção não parece ter muita transcendência. Quanto à literatura, ela ocupa algumas frequências no meu espectro sensorial. Assim como  o baixo ocupa as frequências mais graves e a guitarra as frequências médias do espectro sonoro.

AR – Em termos de impacto sonoro, um DJ solitário pode alcançar certos “volumes” que antigamente somente uma grande orquestra alcançaria. Uma banda hoje em dia é um formato datado? Veremos um dia o Humberto DJ (risos)?

HG – Pra mim, a questão não é o volume, é a performance. A música sendo feita de forma “irredutível”. Se for assim, o formato é secundário, instrumentos serão só ferramentas.

AR – O Engenheiros do Hawaii será reinventado? A cobra já mordeu o próprio rabo?

HG – A cobra ainda não fechou a boca… os dentes do cachorro ainda não separaram o rabo do corpo.

AR – Com HDs cada vez mais poderosos, quem sabe chegue o dia do “fim da memória” pessoal ou cerebral. Você arriscaria supor o impacto disso?

HG – É possível que aconteça, mas qualquer projeção feita por analogias está fadada ao fracasso. Não dá pra imaginar como seremos.

AR – O que mudou no Humberto compositor de 1986 e o de 2012? Com o passar do tempo a gente passa a entender, a aceitar ou a esquecer?

HG – O compositor aprendeu alguns atalhos que se nega a usar. Então: mudou ou não mudou? Se aprendeu, mudou. Mas se não usa, não mudou.

AR – Uma ideia para o futuro…

HG – Hoje li que um museu disponibilizou para www todo seu acervo de Goya. Quero deixar uma idéia de esperança na boa utilização da nossa tecnologia. É preciso acreditar, estamos naquele ponto do vôo onde já não há combustível para voltar. Muita gente propagandeia um passado mítico que, além de não existir agora, nunca existiu.

 

 

Espassia em dois teasers

Posted in musica with tags , , , , , , , , , on 11/09/2012 by transitoriamente

Demorei mais de uma década para colocar algumas de minhas composições em um disco. Acho que desde que eu peguei pela primeira vez um violão nas mãos havia um plano que ficava martelando meus sonhos. Eu precisava registrar algumas dessas canções.

Em 2009 lancei NUVEM, um EP com cinco canções. Durante o processo de gravação, apesar de não ser uma verdade evidente, algo me dizia que eu faria esse trabalho e o sonho estaria realizado e ponto final. Não foi assim. Meses depois voltei ao estúdio The Magic Place para gravar o single “As Ruas”, em parte para matar aquela larica danada, em parte para simplesmente manter a coisa viva e pulsante.

Alguns meses se passaram e as novas canções foram surgindo. Elas sempre nascem sem pretensões ou sentidos, eu apenas preciso jogá-las para fora e faço isso com um tom quase religioso. Quem sabe isso seja o meu esporte preferido, talvez a única dança que eu realmente posso dizer que sei dançar de alguma forma.

Muitas vezes acho que estou compondo para ninguém, porém esse “ninguém” vai ganhando rostos e alguns sorrisos sinceros, e em outros momentos acabo encontrando algumas pessoas cantando as canções de cabo a rabo (e até mesmo o disco), e isso cria uma certa motivação extra que me faz sair do casulo da minha auto-satisfação.

Tudo bem, inicialmente não tenho muita saída, a canção precisa antes de tudo me agradar e me fazer o mínimo de sentido. Mas depois eu quero ar, quero que elas voem. Provavelmente a minha única pretensão real na vida seja com a música, o resto, bom o resto vamos seguindo na maior leveza possível.

Pois bem, não quero me estender demais ou mais. Um novo EP está a caminho e dois teasers das gravações já estão na rede.

Mais uma vez venho acompanhado da banda Sociedade Soul e de novos convidados. Em relação aos “novos convidados” , futuramente eu farei um post especial sobre eles.

Muito provavalmente “Espassia” será lançado em novembro desse ano.

Um abraço,

Antonio Rossa

Sete Questões para Tom Custódio da Luz

Posted in musica, sete questoes with tags , , , , , , , on 20/06/2012 by transitoriamente

Evitar a comparação é tão incrivelmente complexo quanto imaginar andar sem chão. Somos inevitavelmente compelidos a comparar qualquer sinal de estímulo, tudo com todos, e salvo a nossa aparente limitação de cruzamento de dados, sempre precisamos encontrar o par de algo.

Estou com o CD promocional de Tom Custódio da Luz em minhas mãos (Produzido por Oliver Dezidério e Direção Artística de Raul Albornoz), e confesso que ainda me agrada a ideia do CD, da ordem das músicas propostas, da foto da capa e por quais motivos ela nao está na contracapa. Esse senso se perdeu no mundo virtual, mas aí o papo é outro.

Catarinense de Blumenau, o jovem compositor reúne Tom e Luz em seu nome, um quase presságio, ou talvez apenas uma responsabilidade prévia.

Fui pego mais uma vez pelo ato da comparação direta, o que se não bem dosado pode levar uma ideia ao desdém prematuro ou ao excesso de bajulação de quase todas as coisas.

Enquanto ouvia Luz, a conversa rolava na sala, e nas brechas das palavras conversadas algumas coisas me chamavam a atenção.

“Tudo bem”, pensei enquanto tentava encaixar os pares do jovem compositor. Mas espera aí, lá estavam João Gilberto, Chico, Caetano, Camelo e Jeneci, pra ser bem simplista e chegar logo a uma conclusão. Que nada, Luz conseguiu dar seu toque em poesias muito bem escritas, danadas no bom tom. espertas. Além da competente banda que conseguiu o belo feito de não soar acima do cantor.

Se nada mais me chamasse a atenção, eu ainda diria que Luz estava ali ajudando a levar alguns estilos consagrados adiante, o que já não seria pouca coisa.

Mas o compositor se destaca do óbvio, e mesmo quando óbvio alguma coisa soa particular. Mais do que aquilo que é, a vida se faz também na ideia daquilo que pode ser. Eu acredito que Luz será.

Bom som e um abraço,

Antonio Rossa

Antonio Rossa: Tom, você se lembra do seu despertar para a música? Como foi esse processo?

Tom Custódio: Mais ou menos. Eu sempre gostei de música, e gostava de cantar quando criança. Esse gosto sumiu em algum ponto da minha infância e retornou aos meus 14 anos, quando conheci uma banda chamada Oasis, de que gostei muito, que me incitou a compor. Acho que dá pra dizer que eu comecei a viver música mais ou menos dessa maneira que vivo agora quando conheci essa banda.

AR: Sendo bem simplista, senti na sua música influências de João Gilberto, Chico, Marcelo Camelo. Quais as infuências que a gente não consegue enxergar nitidamente no seu som. mas que lá estão? Poesia, pintura, literatura?

TC: Eu não sei bem como funciona esse negócio da influência. Não sei se todas as coisas de que gosto acabam aparecendo no que eu faço e é isso que se chama de influência. Não sei. Eu não tomo absolutamente nada por modelo, realmente. É claro que conhecendo certos tipos de música e descobrindo beleza nelas eu acabo, mais tarde, quando quero fazer algo bonito, quem sabe “mencionando” essas músicas, mas não faço por querer.

Então o que eu costumo dizer que é influência pra mim é o que eu tô gostando mais de ouvir no momento. Nesses últimos tempos ouvi um pouco de Queen, de Strokes, Beatles, Novos Baianos. Gosto muito desses todos, quem sabe isso fique mais ou menos aparente nas composições.

AR: A arte muda o mundo ou apenas o ameniza?

TC: Que pergunta danada. Eu acho que muda horrores. Nesse momento eu vejo a arte como uma organização muitíssimo estética do vivido e acho que qualquer tipo de organização tem implicações na maneira como se lida com aquilo que se vive.

Não fosse o rock e eu teria uma dificuldade muito maior em lidar com a minha agressividade, por exemplo, e se nunca tivesse havido o samba o significado de alegria seria completamente diferente pra mim.

Acho que a arte dá conta de certas coisas que a comunicação verbal deixa um pouco de lado e eu não consigo imaginar uma sociedade coesa sem arte. Toda experiência é sensível e alguma coisa tem que permitir uma expressão mais ou menos fiel desse aspecto da experiência.

AR: Pode-se entender um artista como alguém inquieto, e de certa forma insatisfeito, que tenta remodelar as coisas a sua volta e a sua maneira. Você tem alguma pretensão de remodelar algo e o que seria isso?

TC: Eu gostaria que muitas coisas fossem diferentes, mas isso não faz parte do meu trabalho como artista. A minha arte tem que ser inútil nesse sentido. Eu não escrevo nem desenvolvo as músicas por causa de alguma coisa, pra gerar algum resultado, senão o poema vira uma petição, um abaixo-assinado, sei lá o quê.

Quando a arte deixa de ser brincadeira, quando ela é um meio e não um fim em si ela não é mais arte e ela vira um absurdo total, pra mim. Se eu toco violão não porque eu tô com vontade, mas porque é importante pra isso e pra aquilo, tocar fica tão chato quanto ir no banco pagar uma conta. Às vezes é importante tocar violão pra estudar um dedilhado novo ou alguma coisa assim, mas aí não é arte, aí é um treino de coordenação motora, de memória visual, tátil e que serve ao propósito de tornar mais fluida e natural a brincadeira que se quer brincar.

AR: A cultura catarinense até o momento não produziu “baluartes” nacionalmente reconhecidos. O renomado escritor Cristovão Tezza, por exemplo, apesar de catarinense reconhece-se na prática como paranaense. Como você avalia essa “não-projeção” dos nossos artistas?

TC: Não sei o que acontece, nunca problematizei isso. Quem sabe haja pouco incentivo.

Eu morei em Piçarras e Balneário Camboriú antes de me mudar pra Florianópolis, e essas duas primeiras cidades não têm teatros, então qualquer peça, qualquer musicista não pára ali. Em Floripa tem, mas é incrível como os artistas parecem pular Santa Catarina nas suas turnês. Parece-me bastante entranhado no saber popular que essas coisas só vão pra frente lá em São Paulo. Eu mesmo tô louco de vontade de ver minha música tocando lá pra ter o conforto de saber que tá tudo dando certo. Mas não sei, nunca pensei bem a respeito.

AR: Você está mais para “jovem novo” ou um “jovem-velho? Por quê?

TC: Haha, como assim?
Quem sabe novo no sentido de que é novidade, velho no sentido de que algumas coisas que aparecem nas minhas composições fazem um pouco de referência a coisas mais antigas de que eu gosto. Mas se for pra ver assim, isso serve pra tudo no mundo. Cada coisa tal qual é novidade, porque é a única desse jeito, mas ao mesmo tempo faz uma referência a uma coisa que precedeu ela, então esse negócio de novo/velho aí não serve pra muita coisa. É coisa de sentir o gosto mesmo, tem que ouvir a música pra saber o gosto que tem.

Pra mim o meu trabalho não é nada disso, afinal ele é meu projeto de vida. Tudo de mais verdadeiro que eu tô vivendo acaba aparecendo nas minhas músicas e não é novo ou velho, ou mpb ou pop ou rock, é aquilo que é.

AR: Uma ideia para o futuro…

TC: O próximo cd, se tudo der certo.

Transitoriamente em “Clássicos com Energia”

Posted in musica with tags , , , , , , , , on 12/06/2012 by transitoriamente

Todos aqueles que trabalham ou são aprecidores da música de alguma forma conhecem a célebre mistura de uma banda acompanhada por uma orquestra, uma camerata ou até mesmo um “simples” naipe de violino, cello e contrabaixo.

O projeto “Clássicos com Energia” tem algumas particularidades em relação a esse clássico formato.

Regido e concebido pelo Maestro Jeferson Della Rocca, temos então a Camerata Florianópolis acompanhada pela banda Brasil Papaya, tocando clássicos de Beethoven, Mozart, Vivaldi entre outros grandes nomes.

A própria Camerata Florianópolis já havia tocado com o Brasil Papaya no bem-sucedido “Rock’n’Camerata”. E como o nome bem diz foram tocados clássicos do rock nessas ocasiões. Dessa vez foram invertidos os papéis criando-se uma nova roupagem.

Com patrocínio das empresas Baesa e Enercan, a produção audiovisual ficou a cargo da Transitoriamente, e contou com a minha direção. Trabalho desafiador, cheio de nuances, mas muito gratificante.

Foram nada menos do que 16 músicas em cerca de 15 horas de gravação. Trabalho que somente uma equipe muito competente seria capaz de dar conta. E deu!

Gravado no belo e aconchegante “Baobah Estúdios de Autocriação”, o espectador poderá viajar junto, como se estivesse muito próximo aos músicos. Em certos momentos terá até mesmo a sensação de estar no mesmo lugar do maestro.

Mais uma vez ficou claro que os clássicos nunca se esgotam.

Ficam aqui os meus agradecimentos a todos que participaram direta ou indiretamente desse projeto.

Bom som e um abraço,

Antonio Rossa

 

Transmutação e Mudança

Posted in idéias simples e inovadoras, Novos projetos with tags , , , , , on 07/05/2012 by transitoriamente

Não é sempre que acontece, porém algumas vezes o trabalho e a vida se misturam em belos encontros cheios de significados e profundamente modificadores.

Foi o que aconteceu na vivência “Embarque em sua Natureza”, promovido pela Transmutar Vivência.

Foram dois belos dias na exuberante Reserva Passarim, em Paulo Lopes (SC), com práticas de automassagem, yoga e alimentação vitalizada.

Tive o imenso prazer de produzir o vídeo dessa especial vivência.

Se a mudança é algo difícil de ser realizado na prática, algumas experiências podem nos ajudar a descobrir caminhos dentro de nós mesmos, que facilitem essa busca.

Um abraço,

Antonio Rossa

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