Posted in Uncategorized on 03:08:10 by transitoriamente
Um dos mais recentes trabalhos que fiz e que muito me honrou foi o projeto de design gráfico, fotografia e audiovisual para o músico catarinense Felipe Coelho.
“Violonista virtuoso que não deixa a melodia de lado”, assim eu definiria brevemente o músico.
Coelho traz em sua bagagem musical-instrumental o Choro, o Jazz, o Flamenco e a MPB, sem por isso cair em meandros meramente óbvios de instrumentistas virtuosos. Aliás, são nas misturas e nos equilíbrios que o músico parece criar uma obra com frescor e tom renovados, o que ao meu ver contribui e muito para a relevância da música instrumental “além da Academia e de suas portas fechadas”.
Neste ensaio fotográfico tentei jogar no próprio olhar do músico e nos seus particulares trejeitos o ar cosmopolita da sua música, sem recorrer a elementos óbvios de representatividade, como uma castanhola para a música Flamenca ou um bar para o Choro. Não que a “cidade” não queira mostrar e dizer “cidade”, por exemplo. O ponto central foi não dizer nem mostrar exatamente onde se está, nem para onde se vai.
Posted in Uncategorized on 03:02:10 by transitoriamente
Para quem vai a um evento, o foco da percepção quase sempre se estende ao divertimento e a contemplação.
Já os que produzem eventos, sabem que por trás desse espetáculo existe muito trabalho, pedras e mais pedras para se quebrar e fazer aquilo acontecer.
O Rural Rock Fest, a exemplo de outros Festivais em SC, é um desses catalisadores de arte que propulsionam encontros musicais que só acontecem ali, e que são fundamentais para a criação de diálogos “interestilos” e além-fronteiras.
Essas conversas geram novas oportunidades de continuidade da própria ideia do ofício, pois ali o ato de se fazer música se consagra em sua razão. É uma catarse, uma espécie de “adrenalina da conservação”. Gente, música e vida!
Marcela e eu estivemos no Rural de 2008. Durante os dois dias do evento fizemos imagens, fotos, amigos e muitas conversas.
O resultado disso você poderá ver logo abaixo, nos três vídeos que completam nossa estadia no evento, e que pela primeira vez está sendo divulgada. Fica o convite para vocês viajarem conosco nesses quase 30 minutos de imagens, músicas e entrevistas.
Que venha o próximo Rural Rock Fest. Que venham os Festivais, todos, em qualquer lugar.
Posted in Uncategorized on 02:27:10 by transitoriamente
Já faz alguns meses que Rodrigo Daca lançou o seu Mundo Novo, um EP com cinco canções. Porém, foi somente ontem (uma deliciosa sexta-feira de bom clima) que o compositor nos deu a graça de poder ouvir essas canções ao vivo.
Em formato acústico, minimalista, Daca conseguiu mostrar a sutileza e a beleza que as suas canções entoam. Um trabalho respeitável que leva Daca a um patamar de destaque entre os compositores catarinenses. Aliás, na música de Daca ainda é possível ouvir silêncio e respiração, algo quase raro no pop atual.
O show aconteceu no belo espaço “Escola de Música Rafael Bastos”, no centro da capital catarinense. Um bom número de pessoas lá estavam, muitos amigos, um público eclético entre bermudas, saias, sapatos e gravatas.
Entre as canções autorais do Mundo Novo, como a linda balada ”O Remédio” e a urgente “Toma Impulso”, Daca ainda destilou belas versões de Beatles, The Band, Black Crowes e Otis Redding. Tudo muito bem casado. Memorável.
O guitarrista Hudson Cabala (Ex-Aerocirco) atacou de violão de 12 cordas e conseguiu passar muito bem o seu recado, com solos inspirados e timbres arrasadores, além de backing vocals certeiros. Fez a diferença. O trio foi completado pelo baixista Anderson.
Uma particular noite em Florianópolis, num belíssimo espaço e com música de qualidade ímpar.
Eu sempre costumo dizer que eu gosto da moda, mas não necessariamente eu e a moda entramos em acordo em nossas temporalidades.
Bom, às vezes eu gosto da moda depois que ela já não é mais moda, e então a moda vira particular, a favor do meu tempo.
Uma das coisas que eu gostei bastante, e que estava no auge da moda há pouco tempo atrás, foi o grupo Superpose.
Não basta fazer parte da moda, é preciso ter qualidade e acima de tudo soar verdadeiro, e incrivelmente único. Para mim o Superpose consegue juntar tudo isso, e ainda criar canções simples, originais e muito bacanas.
Eles lançaram há poucos dias o clipe para a canção “Sometimes”, que teve a direção de Ju Baratieri e a direção de fotografia de Marx Vamerlatti, e que você confere logo abaixo.
Não irei entrar aqui em delongas para tentar explicar minha admiração pelo artista Jean Mafra, nem será agora que tentarei listar suas contribuições para a cena musical catarinense.
O fato é que Mafra anunciou há pouco, em seu blog (e via twitter), sua saída da Samambaia Sound Club, a sua banda por sete anos.
Há alguns meses o guitarrista Marco Jaguarito também havia deixado a banda, nesse caso por mudança de cidade. Tanto Mafra quanto Jaguarito gravaram aquele que será o próximo disco da SSC, o ainda inédito Sim/Não.
Resta aguardar o novo trabalho da agora “antiga banda” de Mafra. Só pelas duas canções que já ouvi dá para esperar um disco – no mínimo – “pop e diferente”.
Sem Mafra e Jaguarito no grupo fica a questão: Sim ou Não?
A informação eu tirei do texto que está no youtube, junto ao vídeo. Lá diz o seguinte:
“Este vídeo ganhou em 1996 o prêmio Le Film Fantastique de Melhor Clipe e foi indicado ao Grammy de Melhor Clipe de 1997, portanto NÃO FOI CENSURADO NOS EUA nem em qualquer lugar como estão divulgando.
Comentários moderados! Serão aprovados somente os que forem referentes ao vídeo, a Michael Jackson e sua mensagem.
Earth Song, ou Canção da Terra, foi escrita e composta por Michael Jackson e lançada em seu álbum “HIStory: Past, Present and Future – Book I”, de 1995.
Nenhum integrante do clipe é profissional, todos são residentes de suas específicas regiões, como as tribos Masai da Tanzânia e os índios brasileiros da Amazônia.
As cenas do incêndio florestal (fictício) que Michael se encontra no vídeo foram recriadas em um terreno de aproximadamente seis acres de tamanho, em Nova York”.
Para quem gosta de música e quer ver/ouvir boas bandas ao vivo, fica essa ótima dica.
Amanhã tem Grito Rock em Floripa, na Célula, a partir das 22h.
O mais legal desse evento, além das bandas, é que ele ocorre em mais de 70 cidades Brasil afora.
Nessa edição “Floripa” as bandas Cassim & Barbária e Balanço Bruxólico (Florianópolis), Sabonetes e Monaco Beach (Curitiba) e Rinoceronte (Santa Maria), farão as honras.
Ingressos à venda na Guitarland (Ten. Silveira, 111) – R$ 10,00.
Quando ouvimos um bela canção é natural que ela passe a fazer parte da gente, como se de alguma forma ela sempre tivesse existido dentro de nós. Então eu reafirmo essa natureza lúdica, que nos inclui, nos toca e nos universaliza. A música é também o nosso elo, um reflexo da nossa alma, um espelho.
Fora de argumentos clássicos e formais, como eu poderia descrever uma boa canção? Por sua estrutura? Por sua letra e/ou melodia? Quem sabe pelo número de pessoas que ela alcançou? Talvez por sua simplicidade? Por que não pela sua complexidade?
Já que estou falando de COMPOSIÇÃO MUSICAL, convido vocês a ler o comunicado a seguir:
O Projeto Motivo é uma espécie de laboratório de composição de canções cujo objetivo é oferecer formação técnica (já que não existe aula de canção nas escolas livre de música nem nas Universidades) e catalizar a energia do pessoal em torno das discussões estéticas sobre o rumo da canção no Brasil. As incrições começarão em 17.02 e irão até 01.03, e basta o artista enviar uma amostra das suas composições e um breve currículo artístico para o e-mail abaixo.
ANDARES – RESIDÊNCIA ARTÍSTICA EM EXPLORAÇÃO URBANA
Serão 4 dias de workshops e intervenções no Edifício das Diretorias e no centro de Florianópolis de 16 a 19 de março.
Coordenação e direção: Bianca Scliar e Loli Menezes
INSCRIÇÕES ABERTAS ATÉ 21 DE FEVEREIRO.
Andares é um projeto de Residência Artística que privilegia processos coletivos de pesquisa e criação, onde os participantes experimentarão ferramentas inspiradas em diversas mídias para o aprimoramento de técnicas de engajamento com o espaço urbano
A rotina diária incluirá trabalho em estúdio, discussões teóricas, ações na cidade e intervenções no Edifício das Diretorias.
O projeto será concluído com a produção de um vídeo, resultado do processo criativo do grupo.
Encorajamos inscrições de artistas visuais, performers, vídeomakers, bailarinos, arquitetos, músicos, professores e estudantes de artes, bem como curadores, residentes no estado de Santa Catarina há pelo menos um ano.
Os selecionados receberão bolsa de participação que cobrirá custos de viagem e estadia no período da residência.
O critério de seleção considerará a diversidade das mídias, relevância do tema em trabalhos prévios e proveniência dos inscritos, visando compor um grupo heterogêneo de participantes.
Envie a ficha de inscrição (download na barra lateral do blog) junto a uma carta de intenção e imagens de trabalhos prévios para projetoandares@gmail.com
Em tempos de materialismo como regra, onde a sensação de posse nos acorrenta a um ideal de pertencimento e felicidade, será que estamos preparados para as pequenas mortes do nosso dia-a-dia?
“Vida após a morte”, “Início e Fim”, “Separação”, “Destino”, “O melhor caminho a seguir”, “Razão ou Intuição” são temas de questionamentos que quase todas as pessoas acabam por se fazer em algum momento de suas vidas.
A morte das ideias e dos sonhos, o nascimento das ideias e dos sonhos, as coisas e as pessoas que deixamos para trás e que encontramos ao longo da vida, as dificuldades que temos para nos guiar em tempos de destruição física e moral, o amanhã, o ontem, o agora.
Caso eu fosse me basear diretamente em um filósofo da história, neste momento este seria Heráclito de Éfeso, que há 25 séculos dizia coisas como:
“Os homens são deuses mortais e os deuses, homens imortais; viver é-lhes morte e morrer é-lhes vida”.
Assista agora “Into The Light”, da banda Holiness, produzido pela Transitoriamente.
Caso fóssemos pensar no eterno retorno das coisas, não seria pedir demais que lá também estivessem John Entwistle e Keith Moon. Sim, eu estou falando do The Who.
Pensando apenas como as coisas são, Pete Townshend e Roger Daltrey reviveram a sua eterna banda, no Super Bowl (transmitido ontem), com força, estilo e pegada. Tudo aquilo que o rock´n´roll precisa para ser ele mesmo.
Acho normal que as pessoas fiquem com um certo pé atrás quando se trata desses reencontros, porém ontem as coisas pareceram quentes o suficiente para que o melhor do rock´n´roll fosse revivido. Se a voz de Daltrey já não é a mesma é porque o mundo também já não é o mesmo, então as mudanças passam a ser aquilo que será: o futuro, inevitável.
A partir de agora certamente você ouvirá e verá com mais frequência a expressão Transmídia ou Transmedia Storytelling por aí.
Não que a expressão seja, na prática, nova. Ela é na teoria, sim.
Eu não preciso dizer que a internet redefiniu a forma como as pessoas se comunicam e se relacionam, gerando ferramentas que, em termos simples, simulam ou favorecem ações que nós quase sempre realizamos em nossa história como sociedade.
Uma amizade, por exemplo. Ferramentas como MSN, Orkut e Facebook são como as “antigas” praças, onde as pessoas iam para se ver, conversar, fofocar; trocar informações, idéias e pontos de vista. Essas ferramentas não inventaram a roda, apenas usaram o que já existia, obviamente com o empurrão fantástico de códigos computacionais.
O conceito Transmídia parece não fugir disso, ele apenas precisa ser compreendido como “a melhor e mais eficaz interação entre conteúdo e dispositivos de mídia, a fim de fazer com que uma informação ganhe a atenção e o coração de um determinado público-alvo”.
Vamos lembrar um pouco da nossa infância? Nossos pais tentavam nos fazer entender determinadas coisas, geralmente, por meio de histórias e metáforas. Lembro-me bem de realmente viajar em certas histórias, com variadas interpretações, como lembro-me muito bem do trauma em descobrir que o boneco Fofão não era de verdade, por exemplo.
Havia um enredo, uma imaginação, toda uma criação afetiva e emocional naquela história do bonceo falante, e que para mim fazia um sentido enorme. Nunca dei tanta bola para o Papai Noel quanto dei para o Fofão.
Estórias e História, muitas estórias, causos e lendas. Tente nesse momento voltar sua mente para a época em que você tinha entre 5 e 7 anos de idade. O que você lembra? O que lhe marcou de fato? O que ainda hoje é reflexo daquelas memórias e que você ainda gosta de contar e relembrar?
É estranho falar: EU SEREI ISSO OU AQUILO! É aparentemnte mais honesto lembrar o que se foi, não? Eu particularmente descobri o meu “futuro” olhando lá atrás. Foi das memórias da minha auto-psicanálise que vieram respostas importantes para questionamentos-chave da minha vida. Espera aí! Então o futuro é ontem? Não? E é uma estória, certo?
Quero dizer que as histórias nos abrem inúmeras possibilidades de compreensão e criação da nossa própria realidade, é nítida a catarse mental que fazemos em nossa cabeça quando somos colocados diante de uma narrativa que nos intriga, nos desafia, nos auto-reflete e nos emociona.
Deve ser pelo simples fato de que somos, além de 70% água, uma série de estórias contadas sobre estórias que montam a nossa história. Somos esse emaranhado de informações que necessita de outras “chaves” para fazer sentido.
Qual amor é racional afinal de contas?
Por mais rústica que uma pessoa seja em sua idea de viver sozinha, é no reflexo do outro que nós temos a chance de nos enxergar. Meu espelho conta geralmente as estórias que eu quero, ou penso, os outros contam as perspectivas deles. Tente falar para ninguém, o que isso significa afinal de contas?
Por mais fria que uma tecnologia possa parecer, ainda esperamos alguém do outro lado, um ponto de vista humano em contra-partida. Você já viu aqueles jogos de xadrez contra a máquina? É de certa forma triste, não? Porém, esse mesmo jogo solitário visto por milhares de pessoas já é outra coisa.
Eu ainda acredito no poder daquela frase, sendo o mais laico possível: “Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estarei”.
Transmídia, pelo que eu entendo, é essa superfície de integração de mídias onde estórias são contadas. Mais do que um comercial lépido, as propagandas passarão a não ser mais contadas em segundos, quinze, trinta, sessenta.
As propagandas passarão a ser contadas em dias, meses e anos. Talvez ela nunca mais acabe de fato. A Coca-Cola vem fazendo isso há bastante tempo, e de forma genial. A diferença é que ela agora estará em multiplataformas, cada vez mais específica e direcionada.
O lendário filme Matrix também contou sua saga além dos filmes, em games, quadrinhos, curtas e websites. Os extras em vídeo também foram bastante trabalhados mundo afora. Em qual desses Matrix você esteve?
Não vejo o Transmídia apenas como um isolado mecanismo de transmissão multimídia. Quero dizer, por exemplo, que as novelas passarão a ser comerciais, ainda mais declarados, e os comerciais passarão a ser novelas, ainda mais declarados também, com a diferença que para cada dispositivo existirá uma específica versão, ou quem sabe, a continuidade daquilo que começou na TV, passou para o Celular e terminará numa banca de revistas. Por que não?
Fundamentalmente todo esse conteúdo precisará de estórias, boas estórias.
Na música as bandas precisarão redefinir novas plataformas para a divulgação dos seus trabalhos. A música, ao meu ver, continuará tendo o seu devido valor e relevância, porém existirão outras formas de levá-la ao público, seja como trilha de uma loja de departamentos, inserida em quadrinhos, em videoclipes, documentários e ringtones. Das simples camisetas a um website moderno e bem feito, tudo isso ao mesmo e para diferentes públicos. Há um campo enorme para se trabalhar essa questão.
Em suma, todo futuro tem sua base no passado. Lá estaremos nós, novamente, a contar e ouvir mais e mais estórias, com a diferença que agora a sua Vó poderá estar no Japão, e você aqui, quase exatamente aqui, e muito provavelmente consumindo a mesma coisa, juntos e separados.
Um trans-abraço,
Antonio Rossa
Recomendo o livro “A Cultura da Convergência”, de Henry Jenkins, para quem quiser se ambientar melhor com o tema.
Abaixo você pode conferir um relato de Jeff Gomez, um dos maiores experts mundiais em Transmedia Storytelleing.
É engraçado e estranho, pelo menos para mim, que a música eletrônica tenha acontecido mundialmente e ainda permaneça ditando alguns rumos.
Na minha ingênua perspectiva, o futuro seria dominado por britadeiras ou violões de “10 cordas”, isto é, tudo aquilo que fosse extremamente difícil de ser tocado. Uma espécie de cavalo-xucro a ser domado e que por tal dificuldade traria ao público aquele tom desafiador, meio globo da morte, onde o medo gera a emoção.
Mas não, as pessoas passaram a se deliciar preferencialmente por tudo que cheira a fast-food, e eu não estou falando de simplicidade ou rapidez. É algo tipo “tome-isso-goela-abaixo-não-importa-como-eu-faço”. Amanhã um Engov haverá de salvar qualquer abuso.
Nesta última noite fiquei ouvindo Me, The Night & These Lights, do duo electro catarina Mottorama, formado por Ale Franco (D)
e Jean Gengnagel. A sensação foi de que existe uma separação muito clara, como em todas as coisas, entre o “fast-food-de-todas-as-coisas” e a “relevância gastronômica estética”.
Quero dizer que nem só de carnes nobres se faz um belo jantar, ou seja, muitas vezes um bom misto-quente pode salvar a sua vida.
Nesse novo EP o Mottorama (ouça aqui) me pareceu muito mais voltado e focado para o lado canção, as harmonias ganharam uma atenção diferente, onde os efeitos, mesmo que vivos e presentes, não encobriram a simplicidade estilosa dessas canções. Penso que seria possível tocá-las ao violão com muito êxito. Isso é muito bom.
AS QUATRO CANÇÕES
City Lights traz o embalo vigoroso das grandes noitadas. Pra gastar o tênis na pista.
You Need It, Yeah poderia estar em qualquer hit parade dos anos 80, portanto em qualquer hit parede da semana que vem.
Night Drive me pareceu a mais inovadora, com uma levada sacana e teclados espertamente bem colocados. Nesses momentos é que uma máquina se diferencia de um violão, por exemplo.
Disco Blondie traz certos “vazios” sonoros que promovem um espectro diferenciado e uma experiência musical muito bacana. Além disso, a canção me pareceu bastante resolvida.
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Mesmo que eu tenha errado nas minhas previsões estéticas em relação ao futuro da música, não posso deixar de afirmar e confirmar que Santa Catarina tem produzido trabalhos de música eletrônica com relevância mundial. Trabalhos bem-feitos, inovadores e que fogem das meras facilidades de samplers pré-programados.
Agora eu peço licença, pois preciso voltar para a minha britadeira. Quem sabe o futuro ainda não chegou.
O videoclipe de “Dreaming of Black Waves”, do Hangar, fará sua estréia na MTV no próximo Domingo (07.02), no programa MTV Lab BR, às 10 da manhã. Inclusive a partir dessa data ele fará parte da programação da emissora.
Vale lembrar que o clipe foi todo gravado em Florianópolis - em agosto do ano passado - e produzido pela Transitoriamente.
O Hangar começará sua turnê brasileira em março. Mais notícias e novidades em www.hangar.mus.br
A gravação e a edição do novo clipe da Sociedade Soul foi uma grande diversão, um necessário contraponto p/ as grandes tragédias recentes. 17 hours ago