Transitoriamente: 2011 passado a limpo

Posted in musica with tags , , , , , , , on 26/12/2011 by transitoriamente

O ano de 2011 foi de muito trabalho e importantes projetos para a Transitoriamente.

Fazer uma retrospectiva não é simplesmente “mostrar aquilo que fizemos ou por onde andamos”, mas também colocar em perspectiva – mesmo que internamente – os erros e acertos de cada etapa do caminho, suas memórias e seus aprendizados. Compreender até onde o nosso trabalho de fato foi positivo e necessário para a comunidade.

A cada trabalho uma experiência inédita, uma nova vida que se abriu e que muito contribuiu para o nosso crescimento pessoal e profissional.

Mesmo diante de pixels, dígitos e softwares, são as pessoas e suas emoções aquilo que nos motiva a continuar batalhando e evoluindo.

A cultura do nosso estado (e suas ligações com outras culturas) permanece sendo o principal combustível criativo da Transitoriamente. Mostrar a nossa gente, os nossos artistas, isso é uma honra e um sonho que realizamos dia após dia.

Alguns projetos ficaram para ser lançados em 2012. Ao longo desse post vocês saberão do que se trata.

Agora é viver para ver.

Um grande abraço a todos e um 2012 pleno de conquistas,

Antonio Rossa

WEBSITE OFICIAL E O NOVO LOGOTIPO.

Começamos o ano com o lançamento do nosso website oficial e do nosso novo logotipo “A Chave”.

Eu desenhei o site, Rodrigo Dutra projetou o logotipo comigo e o webmaster Isaac Alves programou.

Ainda em 2012 deverá ser lançada a versão HTML5 do site.

OUTRAS PESSOAS

Tive o imenso prazer de dirigir e filmar o vídeo-release do projeto “Outras Pessoas”, de Silvio Mansani, e que ainda contou com as ilustres presenças de André Mehmari, Luiz Gustavo Zago e do Quinteto de Cordas Catarinense.

“Outras Pessoas” foi gravado no The Magic Place Estúdios, em Florianópolis, por Renato Pimentel e Doug Herd.

Ainda dentro do mesmo projeto criamos o blog e o site oficial do Mansani.

LEANDRO CHAVES E SUA ALDEIA

Em abril tive a alegria de ser convidado para fotografar a estréia de “Aldeia”, a primeira exposição do artista plástico catarinense e premiado diretor de arte publicitária Leandro Chaves.

Na época escrevi um post sobre. Leia aqui.

LUIZ GUSTAVO ZAGO

Fiz também uma emocionante sessão de fotos com Luiz Gustavo Zago, em pleno Teatro Álvaro de Carvalho, o TAC, em Florianópolis.

Esse material está sendo utilizado em veiculações de mídia e fará parte do novo website do músico.

MUSADIVERSA

Fizemos a capa e o encarte do projeto Musadiversa, um belíssimo trabalho musical que reuniu um timasso de músicos catarinenses.

Felipe Coelho, Luiz Gustavo Zago, Mauro Borghezan, Rafael Calegari e Maycon de Souza criaram um trabalho ímpar para a música instrumental mundial.

A capa foi criada e pintada por Marcela Machado.

NUVEM AO VIVO

Completados dois anos do lançamento do NUVEM, meu primeiro disco, tive a honra de ser convidado para participar da 1° Maratona Cultural de Florianópolis. Alegria imensa em poder subir ao palco com os músicos da Sociedade Soul, ou seja, a mesma banda que gravou e arranjou o NUVEM.

A cantora Bruna Gargioni fez umas participação especial e deu o ar da sua graça em “Quem de Nós?”.

Quem esteve presente na Célula sabe que foi um momento muito especial, poder subir ao palco com tanta gente talentosa.

INDISCIPLINA

Pra fechar o ano com alegria e novidade a Carbono 12, sob direção de Juliano Malinverni, lançou o projeto Indisciplina.  Uma pá de gente legal participou dessa aventura.

Vocês podem conferir um texto meu sobre o projeto (clique aqui)  e abaixo uma das minhas participações.

NOVOS LANÇAMENTOS – 2012

Para o primeiro semestre de 2012 teremos o lançamento de dois DVDs musicais.

Brasil Papaya Emancipation está em vias de finalização e o Camerata Florianópolis – Clássicos com Energia já está na timeline. O primeiro foi gravado no histórico Teatro Álvaro de Carvalho, o TAC. Já o material da Camerata foi captado no novíssimo estúdio Ba-o-Bah.

Que venha 2012 e o fim de alguns mundos!

Transitoriamente 2011

Indisciplinado por opção

Posted in musica with tags , , , , , , on 23/12/2011 by transitoriamente

Juliano Malinverni coordenou a trupe e junto com a sua Carbono12 produziu uma série de programas “webaudiovisuais” que já começaram a dar as caras na rede e em outras redes por aí.

Música e poesia embalados numa roupagem  transmidiática, algo que pode ser entendido como uma história que começa a fazer parte de outras histórias em diversas mídias e assim por diante.

Até o momento já foram lançados três vídeos, e vocês poderão assisti-los logo abaixo.

Em verdade, só poderei aqui me ater a minha própria visão da coisa, já que em nenhum momento me foi esclarecido ou determinado coisa alguma. Ponto positivo, e lúcido, para um projeto chamado Indisciplina.

Somos fisgados por inúmeras coisas, propagandas televisivas fazem isso de forma magistral. Pois bem, indisciplina me pegou feito mel num formigueiro.

Depois de um exaustivo, mas muito produtivo ano de trabalho com a Transitoriamente, o que eu mais desejava era não entrar em mais nenhum projeto até a virada do ano. Indisciplina me pegou, eu já disse, mas repito. Indiscplina me soou desafiador, antes mesmo de eu ter qualquer noção do que viria. Disciplina possivelmente não me atrairia naquele momento.

A escalação das pessoas foi um bom indício de que algumas coisas seriam diferentes. Sim, as cercas pareciam menos cercadas, e as obviedades dos grupos teriam nesse projeto uma cara nova. Novos ventos, sem aquele ranço de cartas marcadas.

Jean Mafra, Vina da Caverna, Gabriel Jacomel, Juniores Rodrigues, François Muleka, Beni Menezes, Caio Lopez, Guilherme Malinverni, Felipe Melo, Jordane Camara e Kim Knoche. Foi um prazer trabalhar com algumas pessoas que eu ainda não conhecia, e outros velhos de guerra, num clima mais aberto, sem pré-definições.

Poesia musicada? Hmmm. Eu precisa fazer isso, mesmo sem ter a clareza de que precisava. Creio que eu já sabia, mas ninguém havia me confirmado isso. Juliano fez o convite e a partir dali foquei na indisciplina minha maneira de contribuir com o projeto.

Hmmm. Poesia musicada? Interessante, e logo após pensei se não haveria alguma poesia que se encaixaria nessa proposta. Espera aí, não havia proposta, ou pelo menos a proposta era simplesmente propôr formatos iniciais, e o que viria em seguida seria um próximo e inédito passo.

Chegamos ao dia da primeira gravação. Foi uma música de autoria do Juliano, que eu ouvi algumas vezes e arrisquei ir ao estúdio sem ensaios. Não sei se foi uma boa idéia, e só saberei que não ficou legal caso a música não venha a ser lançada. Tenho certeza de que a rapaziada não será tão irresponsável quanto eu.

O efeito colateral beirou uma ressaca, um porre. Acho que levei a sério demais esse lance de indisciplina.

Mas como um apostador que arrisca um quinhão maior logo após uma arrasadora derrota, e por acreditar que a poesia sendo minha a cama estaria montada para mim, fui mais uma vez sem nenhuma decisão tomada, apenas com o meu livro Eu Também - que lancei junto com Filipe Polese em 2008 – nas mãos.

A poesia apareceu, entre consultas com o pessoal que estava no estúdio e mais algumas folhadas no livro. Sem nenhuma base musical, apenas declamei aquelas palavras. Naquele vão entre a minha voz e o retorno dela pelo fone as palavras pareciam ainda mais vivas, muito mais cheias de sentido e intenção.

Por um instante achei que o livro não seria o lugar ideal para poesias, e que elas estavam ali por circunstâncias históricas e evolutivas. Se não uma prisão, uma estrada esburacada.

Divagações libertárias a parte, o resultado me pareceu honesto, e não que eu ache que honestidade é o maior valor de uma arte, há muitas coisas para serem equilibradas.  Pelo menos não me esquivei diante da única premissa que me pareceu clara nesse projeto, a indisciplina.

Um abraço,

Antonio Rossa

Utopia: Uma realidade ultrapassada?

Posted in Curiosidades with tags , , , , , , on 24/10/2011 by transitoriamente

Como é prazeroso compartilhar o bom conhecimento, conteúdos com peso e forma capazes de levar adiante ideias e ideais que hoje são de certa maneira sufocados pela mídia de massa, onipresente e fundamentalmente comercial e restrita.

Abaixo você confere alguns episódios da mini-série “Era das Utopias ” de Silvio Tendler, transmitida pela TV Brasil, em 2009.

Um primoroso material que analisa, através de entrevistas com diversas personalidades, o surgimento da utopia socialista e seus desdobramentos até os dias de hoje.

Aproveite e reflita.

Antonio Rossa

A semente da destruição

Posted in Curiosidades with tags , , , on 24/10/2011 by transitoriamente

A gente fala sobre os direitos autorais referente à música, a literatura, as imagens, enquanto outros sobre os diretos que mega-corporações possuem de criar sementes estéreis que impossibilitam a sua futura reutilização.

Em resumo, alguém impõe sobre a vida de uma semente um não-direito à sua continuidade. Um plantio e basta! Compre outras ou não plante.

Então você pode pensar: Trata-se de um grão, um simples grão, um quase-nada grão, um grão de milho boiando no vaso-sanitário. Como se não existisse um universo inteiro dentro de um grão de milho, incluindo eu e você.

A analogia acima seria mero exercício retórico se não houvesse dentro de um grão de milho milhares de famintos que dariam seu tudo em troca de um grão que germinasse.

O problema não seria tão grave caso esse processo não colocasse em risco a soberania alimentar de um País. Num primeiro momento parece algo inofensivo, mas em anos ou décadas dessa prática podemos simplesmente eliminar a natureza real de um simples grão e a capacidade de um povo de levar sua produção alimentar adiante, de forma independente. Ficaremos presos à uma indústria e impossibilitados de plantarmos um pé de milho sequer no quintal da nossa casa. Trata-se de um assunto extremamente sério.

Então eu não farei aqui uma crítica contraria a sementes geneticamente alteradas, nem a favor, mas sim irei propor um possível estudo, que nesse caso seria criar a “esterilidade da miséria humana”.

Não é possível que não haja dentro de nós sementes dispostas a tal experiência, levando-se em conta que nesses procedimentos não haveria seringas nem bisturis, já que o processo seria o inverso, uma anti-anestesia, que poderíamos simplesmente chamá-la de Consciência.

Então alguém lembra do grão, do milho, e dos próprios grãos. Já fomos muito menores do que um grão de milho, e nossa natureza sem a mão do homem nos transformou nesse milharão de gente.

Gente que continua a recriar, a ser fruto e semente.

Até quando?

Antonio Rossa

Estamos vivos!

Posted in Uncategorized with tags , , , on 19/10/2011 by transitoriamente

Olá pessoal,

Fiquei um bom tempo sem atualizar o nosso querido blog, muito por conta da carga de trabalho dos últimos meses e até mesmo para tentar entender melhor a validade de um blog hoje diante de tantas ferramentas mais rápidas que não param de acontecer.

Confesso que foi importante ter essa perspectiva. Às vezes se encostar na parede e deixar o fluxo de gente ir pela calçada é também uma maneira de andar com essas pessoas.

Ao mesmo tempo não é porque fast-food é mais rápido que passaremos a basear nossa dieta nisso. Justo?

Essa semana ainda teremos post novo por aqui.

Um abraço,

Antonio Rossa

A explosão hipercultural de Musadiversa

Posted in musica with tags , , , , , on 19/10/2011 by transitoriamente

É quase impossível dissociar a proximidade que temos de alguém e os atos parciais e tendenciosos que podemos cometer quando nos referimos a este, com a ressalva de que somente a verdade clara a respeito daquilo que se afirma pode nos fazer sair ilesos (ou quase) de qualquer comentário que diga: “Ah! Mas você conhece eles” ou “elogio de mãe não vale” ou…

Estamos em Florianópolis, em pleno sul do Brasil. O ano é 2011.

Apesar da proximidade que eu tenho com muitos desses músicos, e ainda pelo fato de eu ter trabalhado na arte gráfica do mais recente trabalho dessa turma, só vim a conhecer Musadiversa (as músicas) justamente no lançamento do disco, com o quinteto tocando ao vivo no palco do TAC, em Florianópolis, no último 16 de outubro.

Os artistas em questão são Felipe Coelho (Violão 7 cordas), Rafael Calegari (Contrabaixo), Maycon de Souza (Sax), Mauro Borghezan (Bateria) e Luiz Zago (Piano), alguns dos músicos mais expoentes de SC na atualidade (nessa ordem na foto).

Explico aqui que Musadiversa (ouça) é o resultado da união desses músicos, num encontro inédito de sons, ritmos e personalidades.  Um ousado projeto produzido pelo violonista Felipe Coelho e que tinha em sua premissa fundamental o tremendamente complexo objetivo de propor alguns novos caminhos para a música instrumental. Uma antropofagia ampla, de corpos sem fronteiras.

Ah! Todos nós sabemos que humildade é uma qualidade das grandes pessoas, algo tão difícil de se conseguir quanto o próprio entendimento do que vem a ser humildade. Pergunte para alguém e este logo lhe dirá: Humildemente falando…

Não! Não acredito que alguém verdadeiramente humilde começaria uma frase assim. Agora, alguém assumir a própria pretensão não seria um sinal claro de humildade? Pelo menos pontual?

Tom Jobim certa vez disse algo como “sucesso no Brasil é insulto pessoal”. Ora, até para jogar um simples bilhete de loteria faz-se necessário uma boa dose de pretensão (e não apenas sonho), caso contrário a sola gasta do seu sapato, alguns litros de combustível, mais o custo do bilhete já seria um desperdício imenso, haja vista que você aparentemente ainda não ganhou o grande prêmio e continua a tentar. Tudo bem, tem o prazer… Mas ele logo se esvai e então a realidade volta.

O CONCEITO

Musadiversa não é apenas um dos mais avançados trabalhos musicais lançados em SC no ano de 2011, mas muito provavelmente um lastro para a “nova” música instrumental brasileira, que conta nos últimos dez anos com as enormes contribuições do gaúcho Yamandú Costa, dos cariocas André Mehmari e Hamilton de Holanda, e do paulista Chico Pinheiro.

Universal, hipercultural e por vezes até mesmo assoviável. Um disco que não teme misturas improváveis e nem parece querer responder a sua própria pretensão. Aliás, querer algo pode ser uma mera desculpa para simplesmente ir, continuar, não se deixar à toa. O resultado em si não pode ser mais importante do que o processo, o realizar.

Num mundo onde quase tudo parece já ter sido feito, é até mesmo saudável e necessário acreditar que podemos transformar as coisas. Então Musadiversa também pode ser visto como um trabalho de transformação, começando pelos músicos que dedicaram 12 meses e iniciaram tal desafio praticamente do zero.

Um time de estrelas é garantia de vitória? Sabemos que não, ainda mais em se tratando de música onde não existe placar ou fórmulas decisivamente prontas.

Talvez o trabalho peque no sentido de não explorar outros timbres menos orgânicos, o que poderia trazer um público diferente ao grupo e até mesmo apontar para outras direções. Quem sabe isso seria óbvio demais e não seria Musadiversa. Por outro lado, a ideia do faltar pode ser uma ponte ao próximo passo. Nada está completo e é melhor que seja assim.

Por outro lado, a falta de intimidade com essa música mais “cool” poderá fazer alguns desavisados caírem num lugar muito comum. “Isso é apenas Jazz”. Calma! Vá adiante, a montanha pode ser longa, mas o prazer da vista vale a pena.

O DISCO

O acesso das pessoas às modernidades digitais acabou por gerar a idéia falha de que tudo na arte parece ser fácil ou que apertando dois ou três botões temos ela em nossa frente, em Full HD ou instagram. A estética final vem levando vantagem sobre o ofício, o fazer. Musadiversa é labor, são cinco músicos ” quebrando pedras, serrando portas e janelas”.

Lembro-me de ouvir  Coelho admitindo a dificuldade de manter um grupo em sintonia e focado apenas na arte, ainda mais diante dos compromissos cotidianos, daquela vida que nos leva à paralisia criativa e ao marasmo. Vez por outra a TV nos chama e ali pairamos, perigosamente.

Algo me diz que até mesmo os bons DJ´s sabem que o resultado do seu trabalho é mais complexo do que apenas “mexer em alguns botões”, mas eis que tudo acaba em generalismos ou ecos uníssonos na capa da revista, e então colocamos no mesmo balaio reis e rãs. Cuidado!

Assim Musadiversa começa por propôr um rompimento com aquela idéia de que músicos “eruditos” ou “estudados” não engolem a música eletrônica e seus botões. Certamente (quase) uma bobagem, mas os estigmas nos perseguem, inclusive aqueles que trazem a palavra humildade antes do próprio ato de sê-lo.

AS FAIXAS

Então nos veio DJazza Nova, composição de Felipe Coelho. Inusitada, com a pegada do eletrônico e do rock´n´roll, e um respiro textural puramente orgânico. Melódica e contrastada, um misto da pressa e da suavidade que muito bem representa os tempos atuais.

Qualquer preconceito cai por terra quando o assunto é diversidade e novas possibilidades sonoras. A música imprime o tom, o resto é especulação social.

Na seqüência Mantrânsica, composição do grupo, traz no título a esperta junção das palavras mantra e transe, que muito bem definem a música. Uma viagem onírica entre uma mantra oriental e o sabor do transe do maracatu nordestino. Sem dúvidas um cardápio idiossincrático.

Impressões Digitais parece trazer a sagacidade de um investigador norte-americano dos anos 40. Lupa, luvas e mistérios. Segundo Coelho, a música traz a influência do mestre Pat Metheny e uma forte ligação com o jazz clássico. Isso parece dizer tudo, mas a música em si segue seu próprio caminho, uma particular “impressão digital”.

Linhas Curvas é de autoria do baixista Rafael Calegari. Uma levada solta, leve, com um certo toque mineiro e até mesmo rural, e nem por isso menos sofisticado. Algo que muito me surpreendeu na primeira audição.

Musadiversa, de Felipe Coelho, é talvez a mais colorida do disco. Não correrei o risco de rotulá-la em respeito a tudo aquilo que eu acabaria deixando de lado. Em tese, uma música com toques femininos, curvilínea e sensual.

Salsete, de Luiz Zago, é quase uma “salsa-gaudéria”. Mas não se engane, La Cuba libre e o Rio Grande do Sul são pêndulos entre mundos bastante distintos. Salsete também é assim.

Mosaico é a mesma música do trabalho-solo de Felipe Coelho – Catavento – porém agora em nova roupagem. Clara junção de influências orientais com a música sul-brasileira, fechando com um explosivo jazz.

Fora do Jogo fecha o disco e é a segunda composição solo de Luiz Zago no trabalho. Um classic-jazz baladeiro e direto ao ponto. Aliás, a única balada do disco, colocando-a de certa forma “fora do jogo”.

A CAPA

Recebi o enorme desafio de criar uma capa a partir apenas de algumas ideias que Felipe Coelho me explanou, e de uma música inacabada.

Era tanto e tão pouco, um daqueles momentos em que você precisa revirar as suas “gavetas internas” em busca de luz. E a luz estava mais próxima do que eu poderia imaginar.

Chamei a minha mulher, Marcela Machado, para testar algumas possibilidades. Se eu tinha as ideias do Coelho e uma música inacabada, Marcela agora tinha esse somatório aparentemente confuso, o que poderia levar a um grande trabalho ou a um triste fracasso.

Marcela juntou folhas, tintas e pincéis e adentrou quatro ou cinco noites. Nossas conversas foram calorosas, por vezes difíceis, mas ao mesmo tempo a arte nos foi revelando beleza, novidade e doçura. Não se trata de simplesmente de apagar e começar tudo de novo, as artes plásticas requerem uma certa entrega muito particular. Não há muitas chances de tropeço.

Era uma manhã cinza e Musadiversa apareceu, fez-se, deu-nos um belo bom dia e disse: Prazer, sou eu!

Com seus olhos profundamente negros, capazes de absorver diferentes culturas, formas e sons. Veio então a ideia de uma capa que enxerga, mas que também proporciona ao espectador um mergulho em seus olhos.

AVANTE

Eu diria que Musadiversa é um trabalho musical amplo, ousado e fundamental para entendermos parte da música catarinense e brasileira desse início de século, bem como a ideia de hipercultura que hoje permeia diversas expressões mundo afora.

Bom som e um abraço,

Antonio Rossa

Um novo espírito de um tempo?

Posted in audiovisual, Curiosidades with tags , , , , , , , , on 01/08/2011 by transitoriamente

Devemos simplesmente tentar destruir o Sistema, o Capitalismo? Não, não creio. É preciso ao menos repensarmos o mundo em que vivemos, su condição, a nossa comunidade, buscarmos novas alternativas.

Aqui no Brasil, por exemplo, temos ainda sérias questões a serem discutidas. Fome, miséria, saúde, corrupção, meio-ambiente, são alguns dos temas que necessitam um mais amplo diálogo.

O mundo necessita da nossa consciência, com urgência. Não somos algo “fora” do planeta, somos parte.

Acredito que vale a pena você tirar duas horinhas da sua vida para assistir ao Zeitgeist – Moving Forward, o terceiro filme da série que começou com Zeitgeist – O Filme (2007) Zeitgeist Addendum (2008), todos dirigidos pelo ativista norte-americano Peter Joseph.

Abaixo você pode assistir à versão completa.

Há ali esquemas de um grande projeto de novo mundo. Um mundo que se auto-analisa um sistema ideal.

Bom para pensar e refletir sobre certos aspectos da natureza humana, uma espécie de auto-revelação dos nossos próprios vícios, vícios estes que no mercado são lascivamente chamados de “sonhos de consumo“.

Até onde estaremos dispostos a abrir mão do direito de posse e propriedade? E de todo o aparato de poder que isso envolve?

Vale uma reflexão sobre até onde as nossas atitudes pessoais e a nossa participação dentro da comunidade estão conseguindo criar uma voz política-engajada, capaz de pressionar o sistema em direção ao aprimoramento de si mesmo, para longe do ideário do individualismo ganancioso e excludente.

Aproveite para pensar.

Antonio Rossa

Zago@TAC

Posted in musica with tags , , , , , , , on 31/07/2011 by transitoriamente

Como reproduzir a personalidade de alguém em uma fotografia?

Não nego a existência de “pilotos automáticos” em qualquer profissão, porém a utilização ou não desses artifícios terão influências marcantes no resultado de seu ofício.

O auto-conhecimento não parece lá tarefa muito simples, então o que dizer à respeito do conhecer outra pessoa? A fotografia guarda esse encanto do ” tentar achar”, encontrar nuances que na velocidade da “câmera-vida-real” passam desapercebidas.

Minha grande meta nos ensaios fotográficos é captar um certo “espírito” onde o próprio fotografado se surpreenda com aquilo que ele vê. Ele se reconhece ali, sim, apesar de sentir que existe uma certa distância onírica nessa “nova realidade” fotografada. Isso me encanta e me faz querer continuar.

Não é tarefa fácil, porém essa dificuldade acaba sendo a força-motriz do meu trabalho. É importante não se deixar abalar pelas frustrações da “foto sem sal”, já que elas frequentemente aparecem. Aliás, a boa foto é quase sempre exceção.

LUIZ GUSTAVO ZAGO 

Luiz Gustavo Zago (ouça aqui) é um pianista talentoso, jovem e reconhecido. A sua personalidade, nesse trabalho, precisava estar registrada nas imagens, da mesma maneira que a sua música está registrada na mente dos apreciadores da boa música.

Para este trabalho juntei-me ao estudante de cinema e iluminador Felipe Tonin.

Já vi o TAC (Teatro Álvaro de Carvalho) das mais diversas formas, e acredito que de muitas outras ainda o verei.

Um belo dia, imagens, sons e vida.

Antonio Rossa

Tendências 2012-2013. O futuro dirá!

Posted in Curiosidades with tags , , , , , , , , , on 29/07/2011 by transitoriamente

O mundo gira e então o futuro se apresenta em novos comportamentos, formas e cores, gerando uma linha invisível que se une ao passado criando um novo tempo.

Imagine que existem infinitas possibilidades a sua frente, e que ao mesmo tempo essas infinitas possibilidades vão tendendo para determinados pontos. Vontades coletivas e subconscientes, uma espécie de campo magnético criado pela soma de todas as forças que movem o “espírito do nosso tempo”. 

Temos então uma tendência a…

Esses três vídeos abaixo, da conceituada agência de tendências WGSN, mostram o que vem pela frente em termos de vestuário, estilo, design e varejo para o outono e inverno 2012-2013.

Pelo fato do mundo então olhar mais para a África, quem sabe as pessoas se tornem menos complacentes diante da miséria, seja ela da escassez ou do excesso.

O futuro dirá!

Antonio Rossa

 

Foo Fighters e sua escola de sucesso

Posted in musica with tags , , , , , , , on 28/07/2011 by transitoriamente

Por mais que se fale e se analise a ideia de preconceito, é quase comum esbarrarmos em análises superficiais diante de muitas coisas que estão ao nosso redor. De fato, é praticamente impossível nos aprofundarmos em toda e qualquer coisa que nos é oferecido, pelo menos não com nosso Q.I médio.

Quero dizer que quando olhamos para uma bela jovem modelo ou um rock-star, um empresário bem-sucedido ou um ator de renome, é comum julgarmos aquilo baseado em algumas poucas premissas. 

Ah! Ele é feliz! – Nossa, que sucesso! – Que sorte desses rapazes!

Olhar a ponta do iceberg é o normal, o quanto estamos dispostos a ir mais a fundo é uma possibilidade. Se vamos ou não, cada um com suas decisões.

Assistindo ao indispensável Back and Forth, o recém-lançado documentário (o filme estreou nos cinemas em abril nos EUA) sobre a banda norte-americana Foo Fighters, é possível fazer um bela reflexão à respeito da real condição de uma grande banda, seus caminhos e seus percalços.

Aliás, é importante entender que mesmo depois de consagrado como baterista de uma das maiores bandas do planeta (leia-se Nirvana), Dave Grohl à época do início do FF não teve tapetes vermelhos e garantias de consagração a seus pés. Creio ser esse o ponto-chave do filme.

A partir dessa constatação e de uma fita demo gravada sozinho pelo próprio Grohl há 16 anos, é possível iniciar essa viagem pelo documentário dirigido por James Moll (premiado com um Oscar pelo documentário The Last Days - 1998 ).

Um material indispensável (com filme + 35min de extras) não apenas para músicos, mas para aqueles que acreditam que a perseverança precisa dar as cartas em qualquer empreendimento de qualquer natureza. Imagine então em relação à própria vida.

Antonio Rossa

Obs.: Vale lembrar que o DVD está com um preço bem bacana em diversas lojas e sites. 

Jean Mafra dançando no bonde

Posted in musica with tags , , , , , , , , , , on 27/07/2011 by transitoriamente

A “sem-vergonhice” deveria ser condição padrão para o exercício da arte!

Quando profiro tal expressão não me refiro a nenhum descalabro moral. Rebolado meu povo, jogo de cintura, nem que seja mental.

Jean Mafra quase sempre reiterou minha fé na continuidade do processo artístico, seja na dureza do dia-a-dia, seja na gozada da pós-alegria.

Ex-vocalista da Samambaia Sound Club, Mafra juntou-se a Ulysses Dutra (ex-Phunky Buddah, ex-Coletivo Operante) na guitarra; Cisso Fernando Bordignon (ex-Maltines e atualmente no projeto eletrônico Muniques) no baixo e sintetizador e Marcill Estevão (também Ex-Maltines e atual Muniques) na bateria; e então surgiu o BONDE VERTIGEM.

Não conheço, nunca ouvi, mas guardo lá minhas boas expectativas.

Esperto que é, Mafra inteligentemente sacou (há um bom tempo) aquilo que atualmente as maiores agências especializadas em tendências dizem a respeito do futuro próximo, isto é, a celebração da cultura e do espírito africano  nos mais diversos meios da cultura.

Segundo Release: “A proposta do grupo é a celebração e o groove, aplicados em um ritmo denominado “Tropical Beats”: um recorte de referencias que compartilham a música eletrônica aplicada em batidas provenientes da África e da América Latina. A banda relê algumas das canções gravadas por Mafra em trabalhos anteriores e preparam outras, novas, a serem lançadas no segundo semestre 2011″.

Bom som e um abraço,

Antonio Rossa

Além da banda de Jean Mafra, a Célula abrirá espaço para a participação de Emília Carmona, André FM e DJ sets de Isaac Varzim, Allen Rosa e os Muniques. Garanta seu ingresso antecipado na loja Varal, localizada no Centro de Florianópolis.

Informações adicionais

Data: 29 de julho

Horário: a partir das 23:00

Local: Célula – Rod. João Paulo, 75 / Bairro João Paulo, Florianópolis

Ingressos: R$ 15,00 antecipado (Loja Varal) / R$ 20,00 na hora

Eli Heil em “Óvulos de ELi”

Posted in O livro nosso de cada dia. with tags , , , , , , , , on 26/07/2011 by transitoriamente


Parece notório, mas nem sempre é: Toda arte merece uma contemplação acima das rápidas análises que tentam as confundi-las com meros produtos de uma vitrine de Shopping.

Corremos sempre o grande risco de olharmos para a arte com o mesmo descuido que escolhemos entre uma capa de celular verde ou amarela.

Produtos embalados possuem “garantias de satisfação”, arte não! Não se sabe onde vai dar, nem de onde vem, nem pra onde vai.

Ao abrir o livro ‘Óvulos de Eli” – organizado por Kátia Klock e Vanessa Schultz - tive a grata sensação de poder medir o indimensionável, como num gesto onde as minhas próprias mãos se distanciam no espaço e então conseguem comunicar o tamanho da idéia do meu coração, e que então não mais fica preso às suas canônicas medidas.

Adicione ao livro um belo média-metragem de 48 minutos, com depoimentos de críticos, artistas e familiares da artista.

Contemplar a genial obra de Eli Heil é não sucumbir aos meros maniqueísmos das vontades passageiras modernas e das medidas convencionais. Nem sim, nem não, algo por entre.

Num Olimpo imaginário, Eli dança com os grandes, e dali em diante não se tem notícias claras, a não ser sensações que desafiam nossos “comuns” sentidos.

Para que respostas?

Sua obra é exponencial, pulsante, algo que se locomove no tempo e no espaço da mesma forma que os faz parar numa dimensão de intensa e inteira contemplação.

Cores que excitam, olhos que enxergam novas lógicas.

Com o livro e o Doc,  temos em nossas mãos um registro histórico, indispensável e fundamental.

Antonio Rossa

LIVRO

Óvulos de Eli: a expulsão de seres de Eli Heil

Kátia Klock, Vanessa Schultz, organizadoras

Florianópolis: Contraponto, 2011. 2ª ed. 120p.

A publicação apresenta o trabalho de Eli Heil, sua história e seu Museu O Mundo Ovo, através de uma seleção com reproduções das obras e de textos jornalísticos e críticos.

Patrocínio Lei Municipal de Incentivo à Cultura, apoio da Fundação Cultural Franklin Cascaes e da Unimed Grande Florianópolis.

DOCUMENTÁRIOS EM DVD

Coração de Eli 

(de Kátia Klock, SC, 2011, 48min, livre)

Uma artista que “vomita criações”, dá vida a milhares de seres que pinta, desenha e esculpe através de técnicas inusitadas. Seus sentimentos revestem-se em cor, forma e verso. E a dor (ou sua ausência) é seu combustível. Críticos, artistas e familiares compartilham suas impressões sobre Eli Heil.

Patrocínio  Lei Rouanet, Fundação Cultural Badesc, BRDE e Duas Rodas

Realização • Ministério da Cultura e Contraponto

EXTRAS

Eli Heil, criadora e criatura

(de Kátia Klock, SC, 2010, 14min)

Eli por Eli. A artista recita, pinta e apresenta o Museu Mundo Ovo, com suas 3 mil obras.

Curta realizado para a série “SC em Cena”, da RBSTV (SC).

O Mundo Ovo de Eli Heil

(de Marco Aurélio Ramos e Maria Emília de Azevedo, SC, 1986, 33min)

Um registro realizado há 25 anos sobre o processo criativo e a obra da artista. Eli Heil fala de suas angústias, relembra sua iniciação artística e declama seus poemas.

Silvio Mansani e Outras Pessoas

Posted in musica with tags , , , , , , , , , on 21/07/2011 by transitoriamente

Trabalhar com arte, para mim, é uma possibilidade de experimentar outras dimensões da vida. Vida que não deixa de ser vida comum, cotidiana, porém com temperos bem colocados, aromas novos em pratos corriqueiros.

Meus mais recentes trabalhos foram  e estão envolvidos com a música erudita e a MPB. É saboroso transitar pela música em seus mais diversos cardápios.

SILVIO MANSANI e OUTRAS PESSOAS

Silvio Mansani, André Mehmari, Luiz Gustavo Zago e o Quinteto Catarinense de Cordas realizaram aquele que, na minha opinião, trata-se de uma verdadeira pérola da música brasileira, o EP Virtual “Outras Pessoas”.

Conceitual, profundo e diverso, uma obra musical que muito provavelmente encantará ouvidos e corações atentos à boa arte.

Dirigi, filmei e editei o vídeo-release, além de ter feito as fotos e a arte do site e blog do projeto.

Música que vale a pena.

Antonio Rossa

Hugo Rafael vence o Jovens Talentos 2011, do SBT

Posted in musica with tags , , , , , , , , , , on 10/07/2011 by transitoriamente

Uma das coisas boas da vida é apostarmos em algo que lá na frente se revela verdade, um acerto.

Mais do que um exercício de previsão, ou algo do gênero, é como se olhássemos no Homem hoje uma de suas reais e inevitáveis possibilidades futuras, da mesma maneira que uma semente de maçã será uma macieira e novamente uma semente e assim por diante.

O blog Transitoriamente, certa vez, há alguns anos, encantou-se com um (na época) quarteto chamado Fast Food Brazil.

Garotos espertos, músicos de primeira linha, composições sofisticadas, mas que quase sempre esbararram numa certa preguiça por parte dos ouvintes, que normalmente tendem a pegar os atalhos da arte.

Da mesma maneira que uma macieira é a maçã e é também a semente, o talento cedo ou tarde há de germinar, ou simplesmente ser reconhecido. Tudo a seu tempo.

Bom, o nosso amigo Hugo Rafael (vocalista da FFB) venceu nesse último final de semana o Jovens Talentos (SBT) apresentado pelo célebre Raul Gil.

Vitória justa, mais do que justa, comprovada ali no palco.  A prova de que o talento encontra seu espaço.

Hugo chegou literalmente aos 45 minutos do segundo-tempo. Prestes a estourar o limite de idade do programa (25 anos), e entrando no lugar de outro candidato. O caminho parecia trilhado. E deu certo. E tem tudo para ir ainda mais longe.

Abaixo você confere uma entrevista exclusiva com Hugo Rafael para o blog.

Um abraço,

Antonio Rossa

Antonio Rossa – Das guitarras distorcidas da Fast Food Brazil para uma espécie de “New Crooner”. A vitória no Jovens Talentos – Raul Gil (SBT) foi unânime e justa. Como você avalia essa experiência?

Hugo Rafael – A Fast Food Brazil sempre foi a maior academia de música e caráter para mim. Desde quando éramos cinco, quatro e agora três. Participar e super felizmente ganhar o Jovens Talentos foi como passar um filmezinho louco na cabeça: A extensão do aprendizado adquirido dentro da FFB (trabalho autoral), misturado com as várias outras experiências fora, como cantor de bares e bailes por aí cantando covers, por mais de 10 anos…

AR – Hugo Rafael agora é também mainstream?

HR – Pela primeira vez na televisão…Como o SBT mesmo diz! hahahah

AR – O prêmio do programa é um CD e DVD pela Sony Music. Você já tem ao menos uma noção de qual direção tomará seu repertório, a questão artística propriamente dita?

HR – Tive uma primeira reunião com o produtor do disco, Raul Gil Jr, e já pensamos em algumas possibilidades de mercado. Posso dizer que de repente estou entusiasmado com a idéia de lançar um disco principalmente focado no pop. Simples assim.

AR – Os projetos até então em andamento, FFB, disco-solo, permanecem?

HR – Esse álbum seria como um segundo da minha trajetória solo, ressaltando que muita gente ainda precisa ouvir o Raph Zero (http://www.myspace.com/hugorafael). A FFB lança material novo em breve, assim que os meus compromissos com a Sony derem uma folga.

AR – Uma idéia para o futuro…

HR – Quero os pés no chão, energia para a próxima fase, sabedoria e muita fé para conquistar os objetivos!

A arte dos cheques

Posted in Curiosidades with tags , , , , on 25/05/2011 by transitoriamente

Geralmente as propagandas de bancos são as mais inteligentes, sensíveis e bem produzidas do mercado publicitário, algo que não esconde a velha máxima que diz: “um banco empresta um guarda-chuva num dia sol e o toma num dia de chuva“.

A artes dos cheques desse post são no mínimo muito bem humoradas. Bom para contrabalancear os efeitos nocivos das possíveis contas vermelhas.

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