“Não Esperem por Nós – Pipodélica” e o melhor disco catarinense em anos.
Os próprios “Pipodélicos” não sabiam do fim até ele chegar.
Apesar das dificuldades que envolveram o processo de gravação de “Não Esperem Por Nós”, que se estendeu por longos meses, o disco chegou ao fim junto com a própria banda.
Não é difícil entender a razão pela qual muitos fãs e críticos, apesar da nostalgia provável, estão elegendo o disco como o melhor trabalho do grupo em toda sua carreira e um dos grandes lançamentos nacionais do ano, o que fica claro apontar quando se ouve o disco na íntegra.
Aliás, um típico disco para se ouvir de cabo a rabo.
Não por menos o Myspace Brasil, atualmente o norte da música mundial, deu um destaque especial ao disco. Baixe o disco aqui!
“Não Esperem Por Nós” chegará às lojas em poucos meses, em edição caprichada, juntamente com um mini-documentário de bônus, e que será também transmitido pelo MySpaceTV.
Lisérgico, agressivo e lírico, tudo quase ao mesmo tempo. O melhor de Xuxu, M.Leonardo, Batata e Heron está ali condensado em 13 canções, que vão levar o ouvinte a uma seara de viagens e sensações. Uma clássica fotografia da nossa geração.
Influências? Pipodélica influenciou, por ou sem querer, um grande número de bandas dentro e fora do estado, participaram dos grandes festivais nacionais, excursionaram com Los Hermanos, lançaram um disco inteiramente virtual quando isso ainda parecia - para muitos - “ficção-científica”, além das emblemáticas canções que muito provavelmente estarão aqui por muitas décadas.
Voltando ao mais recente trabalho, apesar dos hits imediatos como “Hora H”, “Já Não Mais” e “Essa História”, contemplação é a palavra que norteia o disco, longe de meras colagens sonoras ao léu.
Muitas coisas já não são as mesmas, é fato, pórem se algo não mudou este foi o caráter experimental do grupo, um dedo progressivo presente em quase todas as faixas.
Considero “Não Esperem por Nós” o melhor disco catarinense desde “Nas Manhãs do Sul do Mundo”, do grupo Expresso Rural, lançado oficialmente em 1983.
Tudo bem, a gente quase sempre tenta achar referências que mostrem “o que era antes de ser”, a nossa tendência habitual ao “eu já sabia”. Pois é, não dá para negar que o disco exala um certo clima de despedida - quase uma charada – fortemente sentida nas belíssimas “Ela Foi” e “Dedos”.
“Crianças Velhas” é quase improvável, mixagem sacana desconstruída em multi-ambiências, somado a um final de uma estarrecedora sutileza. Um passo a frente no que até então se fez de música aqui no Estado.
Parafraseando um amigo: “O que não tem fim sempre acaba assim”.
Música para o mundo. Clássico!
Bom som e um abraço, Antonio Rossa

