Foo Fighters e sua escola de sucesso

Por mais que se fale e se analise a ideia de preconceito, é quase comum esbarrarmos em análises superficiais diante de muitas coisas que estão ao nosso redor. De fato, é praticamente impossível nos aprofundarmos em toda e qualquer coisa que nos é oferecido, pelo menos não com nosso Q.I médio.
Quero dizer que quando olhamos para uma bela jovem modelo ou um rock-star, um empresário bem-sucedido ou um ator de renome, é comum julgarmos aquilo baseado em algumas poucas premissas. 
Ah! Ele é feliz! – Nossa, que sucesso! – Que sorte desses rapazes!
Olhar a ponta do iceberg é o normal, o quanto estamos dispostos a ir mais a fundo é uma possibilidade. Se vamos ou não, cada um com suas decisões.
Assistindo ao indispensável Back and Forth, o recém-lançado documentário (o filme estreou nos cinemas em abril nos EUA) sobre a banda norte-americana Foo Fighters, é possível fazer um bela reflexão à respeito da real condição de uma grande banda, seus caminhos e seus percalços.
Aliás, é importante entender que mesmo depois de consagrado como baterista de uma das maiores bandas do planeta (leia-se Nirvana), Dave Grohl à época do início do FF não teve tapetes vermelhos e garantias de consagração a seus pés. Creio ser esse o ponto-chave do filme.
A partir dessa constatação e de uma fita demo gravada sozinho pelo próprio Grohl há 16 anos, é possível iniciar essa viagem pelo documentário dirigido por James Moll (premiado com um Oscar pelo documentário The Last Days - 1998 ).
Um material indispensável (com filme + 35min de extras) não apenas para músicos, mas para aqueles que acreditam que a perseverança precisa dar as cartas em qualquer empreendimento de qualquer natureza. Imagine então em relação à própria vida.
Antonio Rossa
Obs.: Vale lembrar que o DVD está com um preço bem bacana em diversas lojas e sites.