
A fotografia é uma espécie de espiã do passado no futuro. É o ontem do depois de amanhã.
Um bom registro fotográfico é tão sutil quanto a dificuldade de se obtê-lo.
Não adianta sair por aí disparando cliques compulsivamente, isto é, não necessariamente será o suficiente para se encontrar “a sua fotografia”.
Como fotógrafo, a busca pela “minha fotografia” somada ao simples prazer de registrar um tempo já me deixam pleno de motivação. Nenhuma certeza a não ser a busca e a contemplação.
A possibilidade da “sua foto” está aberta para todos aqueles que empunham uma máquina e desafiam as auto-imposições, pessoas que não possuem medo de suas próprias teimosias. É também um ótimo exercício de auto-conhecimento.
Essas fotos do post de hoje estão neste link (clique aqui) e mostram uma Nova Iorque do início do século passado. Um deleite para os amantes da fotografia, da arquitetura e do tempo.
Então, deleite-se.
Um abraço, Antonio Rossa



