Archive for November, 2007

TransBlog no +D1

Posted in TransBlog no +D1 on 29/11/2007 by transitoriamente

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A informação nos fornece uma chave importante na construção de idéias, na unificação de objetivos comuns e no vislumbre de novos projetos e perspectivas para nossa sociedade e para o mundo.

Unir pessoas com interesses diversos, mas que acreditam e sentem o poder da comunicação, não é apenas fazer uma sopa com o objetivo de saborear o produto final, mas sim dar atenção especial a cada parte do processo, à importância de cada ingrediente contido nela.

Ouvir o que todos têm a dizer é também plurificar a identidade de cada indivíduo, dando acesso a uma cadeia de
elementos que em algum lugar irão se encontrar, gerando novas conexões para um futuro melhor.

Pelo menos esta é a minha visão sobre o +D1 e os blogs, e ainda arrisco a dizer que esta iniciativa contempla uma importante soma de vozes frente a panacéia e às inverdades – e falta de comprometimento – que certos setores da nossa sociedade imprimem em suas realidades.

Se nossa população deixou de ir às ruas, ora por motivos de falta de segurança, ora pela ausência de espaços públicos conservados e reservados ao exercício da cidadania – tais como as próprias ruas, praças, centros de formação comunitária – é profundamente necessário repensar novas maneiras de unir estas idéias, e isso a tecnologia da informação – quando bem usada e democratizada – pode ajudar a se concretizar.

Quero acreditar que os espaços cibernéticos não ousarão a repensar o mundo a partir de uma óptica individualista e “enclausurada”, mas que estes serão também a mola propulsora do novo pensamento moderno que trará de volta a cidade, e todas as suas oportunidades, para as mãos de quem de fato é dona dela: A POPULAÇÃO.  

Obrigado pela atenção de todos.

Um grande abraço a todos os colaboradores,

 Antonio Rossa

+D1 – http://maisdeum.com.br/

SETE QUESTÕES – Terceira Edição.

Posted in Uncategorized with tags , , on 27/11/2007 by transitoriamente

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O singular Jean Mafra está se lançando (ou voltando) em carreira-solo, nome que o próprio artista diz não fazer muito sentido, pelo menos nesse novo projeto. Ainda nos primeiro meses de 2008 lançará videoclipe junto com a Samambaia Sound Club, e claro, estará por aí requebrando e dançando entres grooves e palavras, . Nestas 7 questões será possível entrar um pouco no mundo particular de Mafra, mundo este que ele parece fazer questão de não impor limites nem leis. É arte em estado bruto.

1 – Jean Mafra é o vocalista da Samambaia, é o escritor da coluna “em minúsculas”, é o roteirista do último clipe do Aerocirco. O Jean já descobriu quem é Jean Mafra? 

 To tentando. O que eu sei é que antes de compositor e/ou cantor/performer, sou um artista preocupado em desenvolver uma linguagem particular, e isso eu tento através da palavra, cantada e escrita. Sou também um contador de histórias e escrevo as ficções que conto, e acabei de terminar uma peça de teatro que, espero, em breve deve chegar aos palcos… Ou seja, me interessa a palavra. 

2 – Com as novas tecnologias o mundo ficou “mais próximo” e os artistas ficaram mais expostos. A qualidade ainda importa, ou a quantidade irá dominar o mundo do entretenimento gerando os tais 15 minutos de fama e só? 

Ih, Antonio, essa pergunta é pra ser respondida aqui ou através de um artigo de 20 laudas?!? Pois agora… Penso que, na verdade, esses 15 minutos de fama a que Andy Warhol se referiu já estão dominando o mundo em que vivemos há muito tempo. É óbvio, para a gente, aqui no “terceiro mundo”, só agora certas complicações da pós-modernidade tem afetado nossa realidade…  Não me incomodo com e nem vejo como algo tão saudável uma aproximação, ainda que artificial, entre artistas e público por meio da internet, por exemplo. Mas fico profundamente irritado e preocupado com certas coisas da mídia brasileira hoje…  como a indústria das celebridades com seus meninos e meninas, lindos e lindas, que nunca fizeram nada além de aparecer num reality show cretino e de repente viram o “ó do borogodó”, enquanto muitos artistas que desenvolvem trabalhos legais passam ao largo da mídia e do público… Essa é uma questão super complexa, né?!? Mas não acho que qualidade seja menos importante que quantidade, só que isso interessa a alguns… É para poucos… 

3 – A cultura catarinense parece ainda sofrer de uma estranha falta de identidade. O que falta para apontarmos o dedo e falarmos: isso é cultura catarinense?  

Sinceramente?!? Essa questão não me interessa. Vivemos em um estado minúsculo que teve uma colonização sui generis e que não tem uma “cara própria”. Pergunto-me, isso é realmente importante?!? Não para mim. Sempre achei constrangedor essa mania local de alguns músicos gritarem no microfone “viva santa catarina!”. Não compartilho disso, mas sinto uma imensa vontade de fazer a cidade, e o povo dessa cidade (que não é só a ilha mas aquilo que a rodeia também), enxergarem seus artistas e terem orgulho deles (afinal eles são reflexo um do outro).  O que me incomoda é o provincianismo. Dia desses, quando gravávamos o clipe da Samambaia na beira mar, uma menina, chegou toda interessada para alguém da produção e perguntou “que banda é?”. Ao ouvir a reposta retrucou com ar de decepção “ah, é daqui…”. Isso mostra o quão besta é a visão da maioria das pessoas da cidade, e isso eu lamento e, ao meu modo, tento mudar.  

4 – Recentemente foi anunciado, inclusive aqui no TransBlog, o início de sua carreira-solo. Você consegue perceber com clareza qual a direção do seu trabalho, o rumo que ela está seguindo, ou o futuro é realmente uma pergunta sem resposta? 

“Carreira solo”?!? Bem, esse termo é um tanto impreciso para definir o que se passa comigo no momento. A questão é que antes da Samambaia Sound Club existir eu já tinha participado de alguns festivais e já tinha um projeto de show e disco. Aí, como a banda ganhou os holofotes, eu acabei deixando um pouco de lado estes outros projetos… Porém, neste momento, resolvi me agilizar e registrar um disco com algumas canções que não cabiam no repertório da banda, é isso, é um projeto muito pontual (são meta-canções). Além disso, eu tenho, como já havia afirmado acima, outros projetos para além da banda e isso sempre foi muito bem resolvido entre os integrantes da SSC – o Thiago tem a The Claudionors, o André e o Jaguarito a Lamaçau. Meu disco será uma coisa muito a parte, apresentará um compositor que não tem muito a haver com aquele da banda, é isso. 

5 – Na sua opinião, o que de melhor SC vem produzindo neste novo século em termos artísticos? 

Antes de qualquer coisa, penso que talvez eu não esteja inteirado de tanta coisa do estado assim. Sinto que conheço mais o que rola aqui, na capital… Mas me arrisco a citar algumas coisas que me interessam. por exemplo, os últmos trabalhos dos Irmãos Panarotto (com ou sem o repolho), “os deuses não são os homens” do Tijuquera, o último do Aerocirco, os discos de Tatiana Cobbet e Marcoliva e do Cravo da Terra são, sem dúvidas, trabalhos excepcionais – e que não devem nada a qualquer coisa feita em outros cantos por aí. E há também a Felixfônica, a cantora Ana Paula da Silva de Joinville e o Maltines“O filme matou o cinema e foi ao governador”, apesar de algumas coisas, é um retrato interessantíssimo (e muito bonito e pontual) dos artistas do estado. A peça “A parte doente” de Gregory Haertel, encenada pela Cia Carona de Blumenau. Os últimos três espetáculos do Cena 11. O penúltimo livro do Dennis Radünz, sei lá, isso é o que eu lembrei agora.  Ah, eu ia quase me esquecendo, tem um disco que ainda nem foi lançado mas que eu tive a oportunidade de ouvir, e que é fantástico: “No dorso do rinoceronte”, álbum infantil dos compositores Emílio Pagotto e Silvio Mansani

6 – A Samambaia Sound Club venceu o concurso de bandas “Paredão Brasil -Telecom” no ano passado. Até agora não foi visto nenhum resultado evidente desta vitória. O que de fato significou este concurso para a Samambaia?  

Pra falar a verdade, não significou nada além de uma grande decepção…  

7- Uma idéia para o futuro. 

Uma cena mais forte na cidade em que eu vivo, sem essa gente mesquinha e idiota que não consegue ver nada além dos seus narizes. Acho que é possível fazer essa coisa dar certo, e não estou falando de Clube da Luta, estou falando de mais espaços e mais público e mais música de qualidade aqui. Acho que a gente tem que entender que é preciso fazer bem feito, sempre, e cada vez melhor. Ainda falta muito, mas o momento de hoje, de agora, é muito melhor que o de ontem. Porra, Santa Catarina sempre teve um monte de grupos pop horrorosos, salvo aí algumas poucas exceções, e agora a coisa está muito melhor, o que falta é saber vender isso… Coisa que, a maioria, ainda não entendeu. Mas também tem outras questões, vivemos um momento muito estranho no país, né?!? Gravadoras falidas e um mercado independente perdido, às vezes dando as costas para a grande mídia, que num país como o nosso é poderosíssima. Sei lá, acho que cabe aos independentes tentar romper essa cerca…  Porém eu sou otimista, e aposto no meu trabalho e na cena que só não vê quem não quer, pois ela está aí, aqui e agora.   

Vacine-se contra o imbecilismo!

Posted in Uncategorized on 26/11/2007 by transitoriamente

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Você abre o jornal e lê, e vê, e não entende.  É cada vez mais difícil separar a verdade da mentira, mesmo porque qualquer tom de extremismo em relação a uma destas gera desconforto tanto na favela quanto no high society. Apesar do desconforto, é muito mais desconfortante pender para o lado da verdade. No fundo mentir é preciso, caso contrário o ostracismo cínico pode fazer parte de sua vida daqui em diante.

Essa situação dá o tom ao medíocre, aliás nossa sociedade é, de um modo geral, liderada por medíocres. Sendo assim, a mediocridade dá o compasso a ser seguido, o ineficiente ganha um emprego, é “aceito” e o gênio corre na contramão do fluxo imbecilóide.

O tom questionador, reflexivo, gerador de idéias e progressista não parece agradar as escalas dominantes, mesmo porque estas escalas temem o disparate entre seus conhecimentos e o espírito jovem e renovador do novo gênio moderno.

Não estou aqui falando de gênios dos testes de Q.I, muito pelo contrário, falo do gênio do dia-a-dia, aquela pessoa capaz de achar graça no caos, que tem o espírito leve, um humor inteligente, o ar curioso, a questão como meta e a verdade como lema. Cadê o jovem empreendedor, de idéias avançadas e soluções práticas e simples? Cadê a universidade livre, aberta e democrática? Cadê o respeito à experiência? Não, não me venham dizer agora que o mundo de repente acordou para o ambientalismo. Não, isso não faz sentido! Alguém está ganhando muito com isso e muito provavelmente grande parte dessas ações não estão de fato preocupadas com a mãe-natureza.

A comunicação tem o lado vital, necessário, lúdico e lúcido. Mas tem também o lado falso, manipulador e tocante aos interesses onde a maioria irá se sensibilizar, como o tema “natureza” hoje em dia.

Mas e a natureza humana? Alguém tem algum plano ou projeto coerente? O meio-ambiente se auto-destrói ou a natureza humana destrói isso tudo? Parece-me que o mundo quer sanar a consequência e não a causa.

Mas de qualquer forma o vento sopra e o barco a vela ganha motor, o imbecilismo apesar de dominante, pouco a pouco vai cedendo lugar ao esmagamento universal da hipocrisia. A não-guerra declarada, fez do Brasil um país de guerras, guerras urbanas, guerras morais, guerras pobres. Não se sabe a razão pelo qual se luta, então também não se sabe onde se quer chegar, pois não há ponto de partida.

Há uma guerra cega, planejamentos que não saem do papel, discursos irracionais em tons de auto-ajuda. Há fome, há miséria e há injustiça, mas há máscaras bonitas, e estas estão na moda. Ontem mesmo, enquanto eu conversava com a “mulher da mercearia”, cheguei a soltar a pérola: “O mundo é realmente injusto!”

A tal jovem senhora, como num salto imponente, dotada de extrema razão me disse: “O mundo não é injusto, as pessoas é que são injustas”.

É, acho que a mediocridade é transmitida pelo ar, e talvez eu já esteja contaminado.  

Um abraço, Antonio Rossa  

Cult abrirá turnê do Led Zeppelin! Será?

Posted in Uncategorized with tags , , on 22/11/2007 by transitoriamente

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Se já não bastasse a reunião cultuada do Led Zeppelin, para inicalmente realizarem um único show neste próximo dia 10 de dezembro, a especulação agora toma dotes de Dow Jones e começa a esquentar “as apostas” de milhares de fãs pelo mundo afora.

Numa declaração dada por Ian Astbury, o líder do Cult, durante uma apresentação da banda nos EUA, fica cada vez mais evidente que o Led Zeppelin deve voltar a ativa para mais shows.

A performance irá homenagear Ahmet Ertegun, fundador da gravadora do Led Zeppelin, a Atlantic Records, que faleceu no ano passado. Será a primeira apresentação desta formação em 19 anos.

De acordo com a “Billboard”, o Led Zeppelin tocará uma música inédita neste primeiro e, até então, único show. O guitarrista Jimmy Page disse à “Reuters” que esta nova faixa é “muito intensa”.

O baterista Jason Bonham, o “filho do homem”, é quem estará por trás dos tambores nessa nova investida da banda. Agora é aguardar o veredicto final e torcer e rezar muito. Oportunidade igual a essa não é sempre que acontece, ainda mais com um Bonham na bateria.

Um abraço, Antonio Rossa  

TV Anos 90 – WWW não fazia sentido algum.

Posted in Uncategorized on 22/11/2007 by transitoriamente

Era meados dos anos 90, era pré-internet e início prático da nova onda imperialista sobre a nossa querida América do Sul (o meu único mundo até então). O impacto das novas tecnologias e da “nova globalização”começava a ser sentido, a “revolução www” seria degustada muito em breve. 

Nos novos pacotes, parabólicas e TV a cabo vinham junto com Nike e Reebok; a Liga NBA, por exemplo, vinha mostrar que o basquetebol era casa de alguns “semi-deuses” modernos e que não eram Tupiniquins. Na música um estouro improvável de uma banda esquisita, os norte-americanos do Nirvana vieram ao mundo para sacudir a lógica de um mercado previsível e terminar um capítulo importante do Rock´n´Roll, com um tiro silencioso que representava nitidamente os efeitos nocivos da fama escancarada sobre o ego e o eu.  Tempo este em que comprar um tênis importado era quase uma concepção ideológica, ainda mais se fosse na cor preta.

Ideologia funesta na cabeça de brasileiros que vestiam a bandeira dos Estados Unidos, as cores verde-amarelo estariam na cara de estudantes maquiados por uma revolução necessária e tardia, porém ainda incompleta na história recente da Democracia Brasileira.

Deste tempo as recordações burbulham, e alguns vídeos me fizeram voltar no tempo, tempo de dormir ouvindo rádio, aquele mesmo tempo onde www não fazia sentido algum. 

Abraços, Antonio Rossa

TV Digital vs. Internet – A Batalha da Década.

Posted in Novas tecnologias with tags , , on 21/11/2007 by transitoriamente

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Um dos assuntos mais quentes do momento – em se tratando de audiovisual – é a TV Digital e sua ALTA DEFINIÇÃO. Há uma forte especulação sobre as suas consequências na vida dos cidadãos comuns e sobre a realidade da TV como mídia. A data oficial de lançamento no Brasil será dia 02 de dezembro próximo, diga-se de passagem uma nova data histórica.

Pra ficar um pouco mais por dentro sobre as perspectivas e diferenças proporcionadas pela implementação da TV Digital, você pode acessar:

 http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL178732-6174,00TV+DIGITAL+VAI+SER+A+BATALHA+DA+DECADA.html 

Apesar das dezenas de explicações, ainda há uma série de incertezas sobre o real impacto dessa nova tecnologia sobre a população em geral, bem como onde essa tecnologia irá mudar os rumos da TV, como ela se apresenta hoje em dia. 

O que se diz por aí é que as mudanças só serão realmente sentidas por quem tem alguns trocados a mais para acessar esta nova tecnologia, a base de aparelhos de televisão modernos.

É a velha democracia, acessível ainda para poucos.

Um grande abraço, Antonio Rossa

JEAN MAFRA no SESC – 21.11 – 19h.

Posted in Jean Mafra - Show with tags , , on 20/11/2007 by transitoriamente

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O grande homem das “minúsculas”, um dos artistas catarinenses mais proeminentes da nova geração, Mr. Jean Mafra, apresenta-se no Sesc Prainha neste próximo dia 21 de novembro (quarta-feira), com início previsto para às 19 horas 

O vocalista (and performer) da Samambaia apresentará um show solo – dentro do Projeto Panorama de Música do SESC Santa Catarina – e terá convidados muito especiais, tais como André Guesser e Daniel Gomes (Samambaia Sound Club), Fernando “Zenk” Baasch (The Claudionors), Paula Braun, Lígia Estriga (Maltines), Marco Antonio Lourenço (Felixfônica) e Silvio Mansani. 

Mafra estará apresentando canções que estarão em seu primeiro álbum solo, em fase de pré-produção; ou seja, uma ótima oportunidade para ver e ouvir suas novas idéias e melodias, e seu balanço, é claro! 

IMPERDÍVEL!  Tá bem barato!

Obs.: Agora quem pergunta aqui sou eu: Onde estará a Zuleika?

Enquanto isso você pode conferir Jean Mafra, na Samambaia Sound Club: www.myspace.com/samambaiasoundclub