SETE QUESTÕES – Daca

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Agora você tem mais um canal dentro do TransBlog, o SETE QUESTÕES. A cada entrevista uma nova idéia, uma percepção diferente sobre assuntos semelhantes, enfim, um canal pra você falar.

Aproveitando o lançamento do EP Daca Volume I (Resenha e clipe no post anterior) entrevistei Rodrigo Daca, que contou um pouco sobre esse novo projeto, a cena catarinense e claro, sobre ele mesmo.

1 – Daca, tu já tens um bom tempo de estrada, já teve uma série de bandas e projetos, o que te leva seguir adiante na estrada da música?
 

O gosto pela música e a crença no meu trabalho me fazem perseverar. Claro que pessoas são difíceis e não me eximo disso. Mas como compositor, me sinto melhor só.
 

2 – Esse novo trabalho (Volume 1) é o teu primeiro disco solo, não é mesmo? Conta pra nós um pouco desse novo projeto?

Na verdade, é o segundo. No ano de 2000, saiu pelo selo Migué Records aqui de Florianópolis (o mesmo que lançou Pipodélica, Ambervisions e Os Jerusos) o disco “Canções de amor ao pé do ouvido”, com 12 faixas autorais, das quais 9 minhas. Para época, foi considerado um grande feito, já que naquele tempo as bandas covers dominavam a “cena”. O Volume 1, é diferente. Conta com 7 faixas autorais sendo 6 totalmente minhas e uma em parceria com o Eduardo “Xuxu”, do Pipodélica, que também produziu o EP. Foi gravado em 2004 com músicas e letras feitas em anos anteriores. Coisas muito velhas até. Com a Produção do Xuxu, conseguimos com que ele ficasse com uma “cara” contemporânea, o que me agradou muito. Tentei lançá-lo antes, mas por razões diversas, não consegui. Acho que a hora é agora mesmo.
 
3 – No teu trabalho fica evidente a influência do rock britânico e de certas pitadas do new-british. Ao mesmo tempo há músicas que foram gravadas há alguns anos. É exagero dizer que de certa maneira tu te antecipastes aos modismos recentes?

Sinceramente? Não antecipei nada. Acho que há é uma falta de “lugar pra onde ir”. Nada hoje em dia soa novo. Tudo soa como há alguns anos, falo isso de melodias e letras. Talvez as músicas mais regionais como Mundo Livre ou o Chico Science, tenham sido as coisas que mais marcaram por terem uma mistura de rock com regionalismos. Ou bandas fora de quaisquer padrão, como Cansei de Ser Sexy ou Bonde do Rolê, chamam atenção, por serem “diferentes”. No meu caso, o que fiz foi juntar influências com as minhas músicas, mais o meu jeito de cantar.

4 – Tive a oportunidade de dirigir o videoclipe do single “Quem se Importa” e fazer a sessão de fotos desse teu novo trabalho. Como foi essa experiência na tua visão?


É o meu primeiro vídeo. Isso deve dizer bastante, sobre inexperiência e  a vontade de se fazer  algo pela primeira vez.  Sempre digo que nesse clipe o que prevalece é o balanço, entre  a  beleza da atriz  e a  minha, um tanto quanto exótica. Gostei de fazer, mas não sei atuar.

5 – O que tu achas da atual música catarinense? Existe uma cena ou não?


Acho que é o melhor momento, desde que comecei na música. Quando comecei, há alguns anos, era uma onda de quem sabia tocar melhor, quem sabia tocar igual o cover, uma competição tola… Como não sabia tocar nem melhor nem igual, comecei a compor. Foi difícil no começo, porque nada me agradava, tudo era ruim e ainda compor em português é muito difícil. Quanto a existência de cena ou não, acredito que a cena é o que cada um faz para si. Eu faço o meu disco com  minhas músicas, logo, se há várias bandas fazendo o mesmo…
 

6 – O nosso estado parece ainda viver uma certa letargia cultural, uma espécie de lentidão no sentido de inovação e ousadia. Por outro lado há um certo descaso por parte de “quem decide”. O que tu achas que falta para SC deslanchar culturalmente?


É difícil dizer o que falta, pois falta tanta coisa… Além do apoio à cultura (exaustivamente falado inclusive por quem NÃO corre atrás e fica esperando cair do céu), faltam espaços e é isso que impede de arte ser mostrada. Mas é fácil criticar e difícil fazer. O Clube da Luta é um belo exemplo de como se movimentar para fazer acontecer.


7 – Uma idéia para o futuro.

Acredite em você mesmo.

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