Vacine-se contra o imbecilismo!

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Você abre o jornal e lê, e vê, e não entende.  É cada vez mais difícil separar a verdade da mentira, mesmo porque qualquer tom de extremismo em relação a uma destas gera desconforto tanto na favela quanto no high society. Apesar do desconforto, é muito mais desconfortante pender para o lado da verdade. No fundo mentir é preciso, caso contrário o ostracismo cínico pode fazer parte de sua vida daqui em diante.

Essa situação dá o tom ao medíocre, aliás nossa sociedade é, de um modo geral, liderada por medíocres. Sendo assim, a mediocridade dá o compasso a ser seguido, o ineficiente ganha um emprego, é “aceito” e o gênio corre na contramão do fluxo imbecilóide.

O tom questionador, reflexivo, gerador de idéias e progressista não parece agradar as escalas dominantes, mesmo porque estas escalas temem o disparate entre seus conhecimentos e o espírito jovem e renovador do novo gênio moderno.

Não estou aqui falando de gênios dos testes de Q.I, muito pelo contrário, falo do gênio do dia-a-dia, aquela pessoa capaz de achar graça no caos, que tem o espírito leve, um humor inteligente, o ar curioso, a questão como meta e a verdade como lema. Cadê o jovem empreendedor, de idéias avançadas e soluções práticas e simples? Cadê a universidade livre, aberta e democrática? Cadê o respeito à experiência? Não, não me venham dizer agora que o mundo de repente acordou para o ambientalismo. Não, isso não faz sentido! Alguém está ganhando muito com isso e muito provavelmente grande parte dessas ações não estão de fato preocupadas com a mãe-natureza.

A comunicação tem o lado vital, necessário, lúdico e lúcido. Mas tem também o lado falso, manipulador e tocante aos interesses onde a maioria irá se sensibilizar, como o tema “natureza” hoje em dia.

Mas e a natureza humana? Alguém tem algum plano ou projeto coerente? O meio-ambiente se auto-destrói ou a natureza humana destrói isso tudo? Parece-me que o mundo quer sanar a consequência e não a causa.

Mas de qualquer forma o vento sopra e o barco a vela ganha motor, o imbecilismo apesar de dominante, pouco a pouco vai cedendo lugar ao esmagamento universal da hipocrisia. A não-guerra declarada, fez do Brasil um país de guerras, guerras urbanas, guerras morais, guerras pobres. Não se sabe a razão pelo qual se luta, então também não se sabe onde se quer chegar, pois não há ponto de partida.

Há uma guerra cega, planejamentos que não saem do papel, discursos irracionais em tons de auto-ajuda. Há fome, há miséria e há injustiça, mas há máscaras bonitas, e estas estão na moda. Ontem mesmo, enquanto eu conversava com a “mulher da mercearia”, cheguei a soltar a pérola: “O mundo é realmente injusto!”

A tal jovem senhora, como num salto imponente, dotada de extrema razão me disse: “O mundo não é injusto, as pessoas é que são injustas”.

É, acho que a mediocridade é transmitida pelo ar, e talvez eu já esteja contaminado.  

Um abraço, Antonio Rossa  

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