Um combustível chamado blog.

Os blogs realmente têm sido o novo combustível da informação. Se você ainda baseia sua cesta de informações diárias nos quatro canais principais (digo a sopa do mainstream da TV+Web+Rádio+Jornal) o tédio pode fazer você pensar seriamente em comprar um passarinho ou fazer um curso de jardim japonês. Sabemos que as programações nem sempre suprem nossas necessidades de auto-conhecimento e principalmente diálogo.

Nestes tempos de guerras declaradas, do shopping center à Bagdá, as distorções e a falta de uma massa crítica forte contribuem enormemente para a ausência de discussões elaboradas e coesas, que redefinam o nosso país  e também a nossa posição como cidadãos.

A TV aberta pouco, mas muito pouco, contribui para a geração de um diálogo aberto. Aliás, não existe diálogo propriamente dito, existe uma tentativa de colocar o telespectador como um agente passivo, ruminante e incapacitado de reagir. Na TV a cabo (para poucos) a coisa muda de figura, mas aí ela alcança “pouca gente” e assim a tentativa da democratização da cultura e da informação no Brasil continuam estáticas, excludentes, apenas formidáveis nas campanhas publicitárias (estas sim muito “democráticas”) .

Com os blogs, as possibilidades ganharam espaço, e as idéias força. 

É certo, a informação ainda é dominada por poucos, porém agora pelo menos a sensação de domínio é muito mais em relação à capacidade financeira do que o conteúdo propriamente dito. Aliás, até mesmo os casos hollywoodianos do besteirol, aqueles especializados em mostrar o peitinho da fulana, a briga pela guarda do filho da cicrana, estão com sérias deficiências de enredo, há um estilo demasiado fake de dar azia.

Por outro lado, a democracia crescente da informação – mesmo que ainda para poucos – de fato deixou o rei nu. As diferenças estão se tornando cada vez menos diferentes, a criatividade tem encontrado bons representantes nas esferas periféricas da corrente óbvia do sucesso comercial, e isso é bom e no mínimo necessário.

O que antes era fofoca de revista, agora virou “fofoca de blog”.  Eu discordo que toda fofoca seja “maléfica”. Há aquela boa fofoca, aquela dica esperta, aquela música que lhe passam com a sugestão para você não gostar e que você acaba gostando, e muito. 

Agora só falta a informação ser ainda mais acessível, a educação ser mais incentivada e valorizada. Claro, e que a hipocrisia fique do lado de fora da sala. Cada dia mais. 

Aproveito e deixo duas dicas, primeiro uma super banda inglesa, Manic Street Preachers. Depois o genial Belchior, com “Hora do Almoço”. Confiram!

Um abraço e aproveitem, Antonio Rossa

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