O mundo esnoba as melhores idéias.

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Foi publicada na revista Época Negócios, deste mês de Janeiro de 2008, um matéria bastante interessante sobre criatividade. Ao contrário do que a gente poderia pensar, não se trata de uma matéria que elucida os pontos mais importantes de alguém ou de algum processo criativo, o quanto ganharam por serem criativos, onde estão, etc.

Ao contrário, Scott Berkun, de 34 anos, e que já trabalhou na Microsoft como gerente de projetos, é autor do elogiado The Myths of Innovation (“Os mitos da inovação”). Em tese, segundo o autor, a grande maioria dos processos criativos são árduos, penosos e repletos de ondas pessimistas, sendo a capacidade social e psicológica da pessoa um grande trunfo para a conquista de um lugar ao sol entre tantos projetos “inovadores”.

Entre outras coisas, Berkun diz que para um projeto inovador sair das pranchetas e chegar ao consumidor faz-se necessário “um realismo nu e cru e uma persistência feroz”, ou seja, o tal momento mágico da criação pode estar mais para filmes de ficção científica do que para a nossa realidade.

Aproveito o tema e deixo aqui uma dica de leitura bastante interessante. Trata-se da biografia Albert Einstein – Sua Vida, Seu Universo (Companhia das Letras, 2007 – R$64,00 em média); escrito por Walter Isaacson.

Este livro foi escrito a partir da liberação, em 2006, de cartas escritas por Einstein. Estas cartas só foram liberadas 20 anos após a morte de sua enteada, que era quem detinha os direitos deste material.

São mais de 600 páginas, onde o leitor poderá ter acesso a um pensamento único, a um espírito livre e uma mente extremamente curiosa, que tinha nos “mistérios do universo” sua base de trabalho.

Contestador, rebelde, avesso a autoridades e apaixonado por música, Einstein pode ser visto aqui não apenas como o cientista genial que revolucionou a física e todo o mundo, mas como um ser – humano que teve grandes dificuldades para conseguir o primeiro emprego, momentos de vagabundagem, problemas com a academia e que ao mesmo tempo era apaixonado pela vida, pela arte, pela ciência e pela humanidade.

Minha noção de gênio mudou um pouco, ou seja, quem sabe você não é um?

Um abraço e boa leitura, Antonio Rossa

Matéria completa Época Negócios: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Epocanegocios/0,,EDG80922-8376-11,00.html 

 

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