No outro lado do Planeta… Atlântida.

Cassiano Ferraz 

Se você pretende saber como foi o Planeta Atlântida, de um modo geral aqui você não irá conseguir muitas informações. Pra mim, pelo menos, a festa só existiu no primeiro palco, o Kzuka, a poucos metros da entrada do evento. Lá estiveram algumas das bandas mais interessantes – eu disse algumas – de SC.

Teve som para todos os gostos, mostrando que a cena atual aqui no Estado está afinada com inúmeras tendências, deixando qualquer “palco mainstream” insonso, ao ser comparado com este. Gubas & Os Possíveis Budas, Aerocirco, Maltines, Nós na Aldeia, Samambaia Sound Club, Tijuquera, Andrey e a Baba do Dragão de Komôdo, Jucaboom e Pedra do Urubu mostraram competência e muita energia, que conduziu o palco Kzuka por intensas 7 horas de muita música, animação e suor. 

Beto Lee estava lá, cobrindo para o canal pago Multishow, e ficou estupefato com a qualidade e a diversidade das bandas que lá estavam, isso que ainda poderíamos colocar no mesmo palco Lenzi Brothers, Variantes, Coletivo Operante, Pipodélica, Tribuzana, Stuart, Ilha de Nós, Rodrigo Daca, Verano, Rufus, Da Caverna, Odes&Sodas, Kronix, Killing Ana e muitas outras bandas competentes aqui do estado. 

O grupo Nós na Aldeia ainda levou ao palco alguns convidados ilustres, como Daniel Lucena (Expresso Rural), Gazú (Dazaranha) e o “mestre-mané” Valdir Agostinho.  A Maltines foi um pouco mais além fazendo subir no palco, no final de sua apresentação, boa parte do pessoal das bandas presentes. Momento ímpar!

Falar de um único show seria descuido e insensatez, pois cada espetáculo teve uma emoção e um clima muito particular.  

É fato, nosso Estado vive um fervor cultural profundo e necessário, não sei em qual escala, mas é uma mudança no presente, e precisamos nos focar nela.  Com trabalhos expressivos, mostrados também ao longo de 2007, as bandas catarinenses estão ganhando um merecido espaço, criando novos trabalhos, seja com o Psicodália, Rural Rock Fest, Célula Cultural Mané Paulo, Clube da Luta ou Lenzi Brothers Convida, enfim. 

Indo mais além, tem ainda o Teatro de Quinta, o grupo Expressão Sarcástica, o Skadrão da Rima – liderado por Kinzak, o DJ Zé Pereira, as fotografias muito bacanas do Cassiano Ferraz, o técnico de som Ronei Basso ou a guitarra fantástica de Márzio Lenzi, enfim, tem muita coisa legal acontecendo.   Isso sem contar nas inúmeras bandas e grupos artísticos que não foram aqui citados, em parte porque eu não estou lembrado, em parte porque ainda não as conheço.

Certamente têm muitas coisas acontecendo neste exato momento onde a gente menos espera e que poderão levar ainda mais adiante este processo de democratização da nossa arte. Na verdade tento me convencer em abolir qualquer tipo de comparação com outros tempos, pois verdadeiramente a hora é agora e o melhor de tudo está acontecendo hoje. 

Vamos em frente! 

Grande abraço, Antonio Rossa 

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