SETE QUESTÕES para a AEROCIRCO.

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Foto: Carlos Kilian

A banda catarinense Aerocirco lançou em 2007 o seu terceiro disco, intitulado “Liquidificador”. Com uma nova formação, Fabio Della (Vocal e Guitarra) e Henrique Monteiro (Bateria) se juntaram a dois novos integrantes, Maurício Peixoto (Guitarra) e Rafael Lange (Baixo). O ano foi quente para a Aerocirco, a banda pegou a estrada, fez dezenas de shows, gravou programas televisivos de abrangência nacional e um videoclipe (do single “Ser quem sou”, você confere mais abaixo), além de terem tocado em festivais Brasil afora. Abaixo você confere a Aerocirco no SETE QUESTÕES.

 

1 – Em 2007 a Aerocirco lançou o seu terceiro CD, viajou mais frequentemente para fora de SC, teve a oportunidade de tocar em lugares “maiores” do ponto de vista “mainstream independente”. O nosso Estado vive um momento especial, ou as novas tecnologias, por estarem mais disponíveis, estão inflando uma realidade?

Fábio Della: Os dois  pontos estão ajudando e nós estamos tentando aproveitar esse momento e investir na tecnologia, criando nosso estúdio, investindo na internet e por ai vai. O que mais nos ajudou de fato foi o intercâmbio entre as bandas de Florianópolis e agora cada vez mais com as bandas de outros Estados, ou seja, o intercâmbio foi nosso caminho pra chegar a outras capitais e mostrar nosso trabalho – como exemplo sito a Terminal Guadalupe que nos receberá agora em março em Curitiba assim como nós os recebemos em fevereiro em Florianópolis. 

2 – O “Liquidificador” trouxe novidades em relação aos trabalhos anteriores, da sonoridade à formação. O que mudou na estética sonora da banda e como os novos integrantes estão contribuindo para os novos caminhos da Aerocirco?

FD: Liquidificador foi um trabalho novo que aconteceu porque as pessoas mudaram suas cabeças, porque nós mudamos e tudo que acontece ao nosso redor contribui de alguma forma na composição e produção. A entrada do Lange e do Maurício enjetaram muita energia na banda e vitalidade para vencermos os novos desafios, mas a entrada deles  fez com que a Aerocirco vivesse um momento diferente e isso por si só já fez a mídia tecer suas críticas e elogios, o que de  alguma forma sempre ajuda. 

3 – Estando nós na era digital, como a Aerocirco está trabalhando a questão do “CD-físico” para os próximos lançamentos? Onde vale a pena e onde não? 

FD: Estamos programando o relançamento do primeiro cd somente em formato mp3 pela internet, sendo vendido via cartão de crédito, mas teremos também a possibilidade de downloads gratuitos para aqueles que  forem nos shows, pegando códigos de downloads. É uma forma de estimular a ida da galera ao show e ter o trabalho em mp3 de graça! Teremos novas formas de distribuirmos nossos mp3, mas não temos previsões de lançarmos mais cds físicos.

4 – Este ano de 2008 tem sido apontado como um “ano-chave” para a nossa música independente em SC, com uma série de lançamentos previstos e ao mesmo tempo uma aparente energia de renovação no ar. O que a Aerocirco está preparando para 2008?

FD: Estamos participando do  tributo ao “White Album” pelo aniversário de 40 anos do lançamento do mesmo, que terá a participação também de Pato Fú, Zé Ramalho, etc…Iremos também investir nos festivais independentes, além disso vamos começar a produção de uma novo trabalho que divulgaremos no momento apropriado e é claro muitos shows pelo Brasil.  

5 – Eu particularmente sinto falta das bandas aqui da Ilha adentrarem o interior do Estado com mais força, ao mesmo tempo me parece que há uma preocupação maior em alcançar as grandes capitais antes do “próprio quintal”, como aconteceu no caso em que o Clube da Luta foi ao RJ, mas ao mesmo tempo não tocou nem em Joinville ainda. Não há aí um “sutil” ou “inconsciente” menosprezo pela força que o nosso Estado pode produzir em termos de público?

FD: A música sempre tem um ritmo e uma melodia, mas que surge como relances. Acredito que o Clube segue da mesma forma, os shows foram marcados pelas oportunidades que surgiram. Agora teremos um clube em Concórdia, mas acontecerá porque o bar Tulipa de Concórdia resolveu fazer, assim foi e assim será, no momento que houver oportunidades e gente pra investir na ida das bandas para o interior nós iremos com prazer. 

6 – As novas tecnologias possibilitam que qualquer pessoa grave seu disco, produza um bom material de divulgação, além da internet levar a música a qualquer canto do mundo. A fatia do bolo inevitavelmente está sendo repartida e é bem provável que daqui a poucos anos nossa noção de sucesso passe por uma reformulação nunca antes vista, ou seja, sem o impacto da novidade, mas sim com a capacidade de velocidade e renovação das bandas. Como a Aerocirco vem pensando a evolução da tecnologia com a evolução da sua própria música?  

FD: A gente entende que o rumo das coisas nem sempre é tão previsível, porque ao mesmo tempo em que tudo está acessível, nem todo mundo consegue absorver tudo o que se coloca na net.  Continuará sendo o principal filtro a própria qualidade dos trabalhos produzidos e o gosto do público pela música. O que vejo de vantagem  nesse modelo, é que nunca se ouviu tanta música no mundo e isso todos têm a ganhar! 

7 – Uma idéia para o futuro?

FD: Fazer música sempre e seguir com a Aerocirco!

Maiores informações: www.aerocirco.com.br

 

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