“Outro Doce” de Eduardo Xuxu – Som para qualquer tempo.

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É mais fácil pegar opiniões emprestadas ou pensar as suas? 

Na história recente da música catarinense nomes como Pipodélica e Eduardo Xuxu já fazem parte tanto de opiniões sensatas quanto de outras pré-concebidas e viciadas.  

Gostando ou não, fala-se! Sabendo-se ou não, ninguém diz “não sei”. Exatamente aí que mora o perigoso risco da superficialidade da análise, ou por acaso você costuma degustar um copo de Nescau buscando a sutileza da última safra de cacau? 

Acostumamos-nos com datas e nomes, e aí então se busca o primeiro e mais fácil sinal a fim de se rotular: isso é assim, aquilo é assado! É o risco do produto e sua rotineira obsolescência programada.  

Despeça-se do ontem, você acordou e apesar da xícara continuar ali, no mesmo lugar, existe algo novo em você, independente das horas.  

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Em “Outro Doce”, o primeiro trabalho-solo de Eduardo Xuxu, não há ninguém ali, parece que existe uma “ante-sala em trânsito”, uma música inacabada, um eco detectado por antenas de um cientista que busca o som do passado, ou de amanhã. 

As antenas de Eduardo Xuxu e Suzuki Bata, do Duo experimental ABesta  (responsável pelo “noise” do disco), parecem estar apontadas para o não-tempo, o não-lugar, o inverso da lógica itinerante comum.   

Por outro lado, e muito espertos diga-se de passagem, os figurões do MySpace Brasil já sondam Eduardo Xuxu, como quem analisa um fragmento caído do espaço.  

Analisando friamente e ouvindo com o coração, as três primeiras canções de “Outro Doce” já são capazes de orquestrar o mundo idílico de qualquer sonhador, e melhor, com os dois pés no chão. 

Faz bem andar em direção a lugar nenhum e, acredito eu, Eduardo Xuxu caminha rumo ao não estar. 

“Outro Doce” não é! Simplesmente porque não foi um dia. 

Fundamental. 

Bom som e um abraço, Antonio Rossa 

Maiores informações: www.myspace.com/eduardoxuxu

Ficha Técnica:

Eduardo Xuxu – Todos os instrumentos, voz, letras e músicas / Suzuki Bata – Samplers / Amexa – Engenharia de gravação / Maurício Peixoto – Arte de capa / Gravado no Estúdio 3958 – Fpolis-SC

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