Imposto sobre downloads e o comércio moderno de música.

 

Prova de que o entretenimento, e nesse caso mais específico a música, entraram no rol das apostas dos grandes fundos de investimentos mundiais, é uma reportagem bastante interessante sobre as novas possibilidades de comércio musical, publicada na última edição da Revista Exame – Edição 917 de 07/05/2008 – intitulada “ O show tem que continuar”, por Denise Dweck.

 

Um dos pontos mais interessantes da matéria é a parte que trata de Música & Games. O mercado de Games vem crescendo e crescerá bastante nos próximos anos. Certamente as bandas mais antenadas ao invés de gravarem CD´s, terão suas músicas como pano de fundo de jogos de videogame. Prova do potencial é o sucesso do jogo Guitar Hero, que se tornou um eficiente canal de divulgação e vendas. 

Em relação a vídeos, até mesmo a MTV Brasil que decretou “a morte do videoclipe”, parece estar tentando desenterrar o morto.

 

UM NOVO ESTILO DE GRAVADORA

 

Outro ponto interessante é a gravadora Sellaband.com. Este site holandês permite que os artistas divulguem seu trabalho on-line. Quem se interessar pelo som da banda, pode apostar 10 dólares no artista. Caso haja 5.000 pagantes a gravadora se compromete a gravar e lançar um disco. É possível notar que estão se criando alternativas enquanto as majors insistem em vender caixinhas de plástico.

 

Entenda mais como as mudanças atuais impactaram no setor de música no Brasil e no mundo nos últimos anos (clique aqui

 

NOVOS CANAIS

 

Alguns pontos da matéria até parecem óbvios demais para quem transita no meio independente. Os lançamentos independentes serão cada vez mais comuns e valorizados, as redes sociais (orkut, myspace, facebook, etc) e o celular serão as plataformas mais eficientes de troca e venda de música e o lucro de um artista virá predominantemente dos seus shows . 

 

Por outro lado o conceito “antigo” de se pensar uma gravadora verdadeiramente parece estar por terra. Artistas como U2 e Madonna deixaram suas antigas grandes “casas” e assinaram com a empresa de shows americana Live Nation. 

 

IMPOSTO SOBRE O DOWNLOAD? 

 

Um ponto que certamente irá gerar boas discussões é o “Imposto sobre o troca-troca”. A Warner Music estuda implantar um projeto onde seria cobrado R$10,00 mensais dos usuários de provedores de internet para compensar os downloads ilegais.

 

E aí meus amigos, vocês estão se preparando para o futuro? Ele já chegou!

 

Um abraço, Antonio Rossa

 

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