Sexo, Armas e Rock´n`Roll! O Independente & A Indústria Moderna.

 

 

O meio independente não é “ignorado” por ser um modelo de negócio morno aos olhos da indústria mundial. Ser independente, antes de tudo, é saltar os portões do autoritarismo vacilante, é comprar o terreno, construir a casa e erguer a sua bandeira.

 

Isso fere qualquer padrão até então imposto de controle de massas e obediência civil, mesmo que o independente na maioria dos casos não desobedeça à civilidade, muito pelo contrário.

 

O independente choca num primeiro momento, porque é a materialização da contramão de um establishment inflado e decadente. No independente você negocia com o mundo, da sua casa, baseado nas suas idéias e conceitos. Quantas empresas médias, por exemplo, que você conhece negociam além fronteiras?

 

Os nossos artistas independentes estão ganhando o mundo, passo a passo, exatamente da maneira que os especialistas mundiais conceituam os modelos de negócio modernos, isto é, leves, dinâmicos e criativos.

 

Se o mundo torna-se virtual e o contato humano escasso, por uma lei simples de economia o toque passará a valer mais, talvez mais do que você possa pagar. Os artistas, indubitavelmente, estarão na ponta da oferta de contato e calor humano.

 

Hoje, o seu artista preferido pode morar no seu prédio, a arte faz tudo ficar em perspectiva, ou seja, você será fã do seu vizinho e não da Madonna, por exemplo.

 

Atualmente, mais do que imaginar uma campanha de marketing eficiente, é preciso pensar no bom-senso e no equilíbrio entre fantasia e realidade. Aos poucos os consumidores estão se habituando a não mais aceitar “mentiras mascaradas”, o famoso “mete goela abaixo que eu compro”.

 

Mais educadas, as pessoas irão reivindicar um espaço na sala de estar. A fantasia será tão real quanto a sua capacidade de maravilhar os olhos e corações de uma sociedade de almas empedradas.

 

O artista que foi “expulso” dos jardins da filosofia clássica, voltará como alguém íntegro e transparente. Não haverá espaço para mentiras, já que o tempo também se tornará escasso, e a integridade não será mérito algum, apenas necessidade. 

 

Ao depender de si próprio, sua responsabilidade social e para com a sociedade inevitavelmente será maior. Sendo mais responsável, você ganhará e o país também ganhará.

 

A arte, sem dúvidas, é e será cada vez mais um dos modelos de sociedade responsável e organizada, capaz de se auto-sustentar, além de manter o homem num equilibro possível entre a cruel realidade e o mundo dos sonhos.

 

Pensando na realidade das cidades, será que as pistolas e o crack não estão chegando mais facilmente nas mãos das crianças do que tambores e violões? É de se pensar, não?

 

“Sexo, Armas e Rock´n´Roll” será um chavão muito doloroso que talvez alguma indústria dependente compre e transforme em produto de última moda.

 

Quem compreende Dylan ou Daca, Chico Buarque ou Chico Faganello, Moptop ou Iggy Pop, talvez entenda melhor o valor e o peso real de uma arma.

 

Lennon já dizia: Happiness is a warm gun!

 

De que lado você está?

 

Antonio Rossa

 

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