A fama na sua porta e “Fast Food Brazil”, a melhor nova banda de amanhã!

 

 

Fast Food Brazil

Fast Food Brazil

Por mais que a cesta de ofertas musicais esteja cada vez mais repleta de números, a qualidade final de um trabalho, aquela que nem um grande estúdio consegue forjar, nem sempre é satisfatória. Com a crescente “democratização” da informação, o que parecia ouro revelou-se purpurina, leia-se o caso da questionável Maria Rita.

Obviamente há alguns anos atrás, somente as grandes “majors” podiam tirar uma bela foto, gravar num bom estúdio, rodar um videoclipe de qualidade e ter acesso aos canais de divulgação.

É claro que a história mudou menos do que a gente imagina, mas ela mudou. O dinheiro separa muitas coisas, mas também não compra tudo.

 

Observe os lançamentos de 2007, das ditas grandes gravadoras. Uma verdadeira lástima. Ivete Sangalo só não fez propaganda do mercado aqui da rua porque provavelmente o cachê não foi convincente. Uma chatice sem tamanho.

 

De onde vieram os melhores lançamentos? Do seu vizinho, do amigo do seu primo, da filha do seu melhor amigo. Aqui na rua da minha casa, por exemplo, tem alguns músicos de primeira-linha, leia-se Ulysses Dutra e Renato Pimentel, por exemplo. Logo mais acima mora a doce vocalista Ligia Estriga, da Maltines. No bairro ao lado o percussionista André FM.

 

Não é uma maravilha? Eu agora sou fã do meu vizinho, isso é genial, não?

 

A NOVA PANCADA SONORA (que ainda não é mainstream).

 

Os Sorocabanos da Fast Food Brazil chegam com o pé na porta necessário pra desequilibrar a tendência ao marasmo de qualquer tempo, mostrando um rock´n´roll repleto de grandes influências, mas nem por isso com os pés atolados das obviedades “goela abaixo” do mercado.

 

“Aliás” é a canção mais divertida que eu ouvi até o momento nesse lendário ano de 2008. Forte, pulsante e ao mesmo tempo suave como um fino licor. Sua fantástica mistura de Bossa-Nova e Rock´n´Roll será mais uma daquelas trilhas sonoras que certamente irão permanecer na minha lista imaginária de grandes canções.

 

Será que existe o termo Nova Bossa Rock?

 

Quem se perdeu, fui eu que estava ali a preparar, por aguardar um coração, ohhhh não!”

 

Os vocais de Hugo Rafael destoam, causam comoção, sob uma banda que mais parece uma locomotiva sonora, desgovernada morro abaixo. A banda ainda conta com Bruno Peretti (Guitarra & voz) Igor Paiva (Baixo & voz) Italo Ribeiro (Bateria & voz).

 

“Dazombra” é som no talo, a sujeira que todo rock precisa e deveria ter, com solos e vocais com altos decibéis. “Pedro Pobre Paulo Rico” é outro petardo, é como se fosse um Chico Buarque “sujo”, sem arestas.

 

Os geniais Arnaldo Baptista, Sérgio Dias e Rolando Castello Jr já podem colocar a mão na consciência e respirar mais leve. Eles deixaram os seus “filhos” do futuro.

 

Aproveite e acesse a página da Fast Food Brazil no Myspace (clique aqui) e deleite-se.

 

Já estou jogando no ar a idéia de trazer o Fast Food Brazil a Floripa, numa noitada com Gubas & Os Possíveis Budas e Ambervisions. Quem quer Clube da Luta vai ter luta de verdade.

Quem vai encarar essa?

 

Bom som e um abraço, Antonio Rossa

 

 

Maiores informações: http://www.fotolog.com/italudo

 

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