Os Pistoleiros no futuro do pretérito.

 

Quem me dera conhecer boa parte daquilo que eu tenho vontade. A verdade é que a primeira vez que ouvi Os Pistoleiros, com atenção, foi na semana passada, levado principalmente pelo marketing feito em torno da festa de 2 anos da Contracapa do Diário Catarinense, assinada por Marcos “Mr.Mac” Espíndola e acontecerá amanhã (30.08) na Célula, em Floripa.

 

Conheço o Diógenes, de vista, desde os tempos de Colégio Diocesano, em Lages, quando ele ainda era conhecido como Pincel, tamanha variedade de cores usadas em seu cabelo.

 

Confesso que fiz o mesmo com Pipodélica, na época que eles estavam no auge simplesmente não me interessei e deixei passar. O tempo fez questão de mudar os rumos.

 

Mas isso também é bom, deixar algumas cartas na manga para o futuro, para aquelas épocas de “entre safra” onde pouco ou quase nada é lançado. Não estamos nesse período, pelo menos em SC, mas mesmo assim o presente de Espíndola fez efeito. 

 

Nessas últimas semanas deixei Os Pistoleiros rolar solto por aqui, queria tentar entender qual a razão de tantas pessoas próximas falarem bem do grupo, com certo entusiasmo juvenil.

 

Esses encontros, como foi o do ano passado, quando o Phunky Buddha fez a festa de 1 ano da contracapa, acabam por ser uma união de memórias, quase uma verve do tempo.

 

Xuxu, o Pipodélico, tentou me explicar o som da banda como sendo “um rock lageano” e eu fico aqui comigo achando que entendi.

 

O fato é que a banda faz um som instigante, com letras originais e isso continua a gerar curiosidade. Não me preocupei em achar semelhanças com outras bandas, mas de certa forma encontrei vestígios próximos. Os caras conseguiram imprimir uma cara no trabalho, uma identidade e isso justifica – e com toda razão – esse afeto com a banda e esse deslocamento temporal até o presente.

 

Já ouvi os Pistoleiros no som do Pipodélica e Lenzi Brothers, por exemplo, e eu nem desconfiava disso.

 

São letras extensas e sinceras. Fazem efeito, ainda mais quando essas se tornam quase falas. Experimente falar as letras, é belo e algumas vezes por demais de divertido. O disco é um raro momento do encontro de grandes canções, com paralelo a alguns poucos grandes discos catarinenses mais atuais, tais como Grilo Verde, do Lenzi Brothers e Não Esperem por Nós, do Pipodélica.

 

Na minha memória auditiva Os Pistoleiros existe desde poucas semanas atrás, é uma banda nova para mim em alguns sentidos, ou seja, este será o meu primeiro show. Estou feliz com esta bela oportunidade.

 

Futuro do pretérito.

 

Abraços, Antonio Rossa

 

 

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