Depois de 15 anos: Chinese Democracy em doses homeopáticas.

front

 

Quinze anos. Esse foi o tempo necessário para Axl Rose colocar Chinese Democracy à disposição do mundo. Sendo assim, não irei me apressar em comentar essa obra, que chega como obra-prima duvidosa, carregada de emoções, nuanças, contradições, texturas e letras tão singelas quanto poderosas. Some-se a isso o peso do tempo, da crítica que já sabe o que pensar antes de sequer ouvir o disco.

 

Irei por partes, canção por canção, dia após dia, sem pressa alguma. Pois como me disse certa vez o mestre Gustavo Barreto, da Sociedade Soul: “A velocidade da música não necessariamente é a velocidade da dança. A sutiliza de desafiar os tempos, isso se traduz na completa interação dança e dançarino, a complementaridade, a complexisimplicidade”.

 

“The Blues” é uma canção no mais alto grau da palavra. Lírica, forte e profunda. Um piano sutil introduz o ouvinte a uma outra dimensão de emoção, emoção esta que poucos artistas conseguem transmitir com tamanha precisão.

 

Todo o amor do mundo não poderia salvar você

Toda a inocência dentro de si

Você sabe, o quanto eu tentei fazer você…

Fazer você mudar sua mente…

 

“The Blues” é em parte aquela canção poderosa com cordas sobrepostas e uma mega-produção, mas que pode ser tocada no escuro do quarto, no piano abandonado de uma sala qualquer.

 

Isso fere demais, ver você   

E saber que você se deixou para trás

Você sabe, eu não queria ser você

Agora há um inferno que eu não posso descrever

 

Muito provavelmente Chinese Democracy será a parte faltante daquele Guns que se despedaçou pelo caminho. Depois dos excessos e dos riscos, Axl parece ter escrito a sua autobiografia de rendição. Não deve se fácil viver na miséria da escassez, mas nem mesmo na miséria do excesso.

 

Mas agora eu vago pelo meu dia

Tentando achar o meu caminho

Até mesmo aqueles sentimentos que eu sentia

Eu disse para você e ninguém mais…

 

Cada vez mais eu me convenço, há um tempo certo para tudo. Até mesmo para aquilo que pode não dar certo. Axl Rose parece saber muito bem disso. Quinze anos se passaram e pareceu pouco. O futuro dirá!

 

Bom som e um abraço, Antonio Rossa

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One Response to “Depois de 15 anos: Chinese Democracy em doses homeopáticas.”

  1. […] vale também ler o que meu grande amigo Rodrigo RssV tem a dizer sobre o Chinese. O Antonio Rossa e a Wikipedia também. Publicado por luisimperator Arquivado em Uncategorized ·Tags: […]

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