A morte e a morte de Glauber Rocha

 

galubermateria

Vivo, em carne e osso, hoje (14.03.09), o genial Glauber Rocha – o cineasta – estaria completando 70 anos.

 

Fora o tom temporal-mecânico que toda idade tenta justificar, nenhuma data seria capaz de explicar a força intelectual que o nosso maior cineasta ousou proferir a quem quisesse ouvir, ou melhor, a quem pudesse entender.

 

Inteligência pulsante à frente de seu tempo, ou muito distante tanto para o futuro quanto para o passado.

 

Glauber ousou, desafiou padrões, foi “multi” e foi simples, porém sempre dotado daquele exagero típico daquela pessoa que “come tudo e nunca engorda”.

 

Com Glauber ficou claro que genialidade pode ser o passaporte para a solidão, para a incompreensão. A mediocridade é ainda um grande teto terreno, um bálsamo para o acúmulo da bestialidade que nos cerca.

 

É impossível assitir a “Deus e o Diabo na Terra do Sol” e não se embasbacar. Caso contrário eu sugiro que você repense urgentemente sua vida e sua noção diante do nosso país e de nós mesmos.

 

Glauber foi ontem, é agora mesmo e será amanhã. O cinema dele é Novo.

 

Glauber nos deu um espelho e nos ensinou a nos olharmos. Mostrou ao mundo que no Brasil se fazia cinema brasileiro, e não apenas um sub-produto enlatado norte-americano.

 

Roteiro? Como assim roteiro? A vida realmente precisa de roteiros?  

 

Dizem que Glauber morreu. Eu apenas digo: Viva Glauber!

 

Antonio Rossa

 

 

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