Comunidade “Discografias” é encerrada no Orkut!

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O habitual ato de baixar músicas – de graça – na internet teve uma grande baixa na manhã dessa segunda-feira. Conforme publicado na edição de hoje da Folha de SP, a comunidade Discografias, hospedada no Orkut, foi obrigada a encerrar suas atividades.

Com mais de 1 milhão de pessoas circulando, a Discografias era parada certa na web quando o assunto era baixar canções.

“Informamos a todos os membros da comunidade ‘Discografias’ que encerramos as atividades devido às ameaças que estamos sofrendo da APCM [Associação Antipirataria Cinema e Música] e outros órgãos de defesa dos direitos autorais”, diz uma nota publicada no Orkut, assinada pelos moderadores.

Enquanto um novo modelo de negócios não alcançar uma ordem global, eu particularmente acredito que as pessoas continuarão a criar maneiras de trocar canções, preferencialmente sem custo algum.

Porque não o Youtube e o Myspace juntamente com fabricantes de eletroeletrônicos ao redor do mundo não criam fundo para subsidiar os artistas que não conseguem criar campanhas de marketing milionárias e agressivas como está sendo, por exemplo, o trabalho de divulgação do mais recente disco da banda irlandesa U2?

Assim sendo, somente os artistas devidamente registrados (em um site e nos orgãos de registros competentes de cada país) teriam a possibilidade de receber dividendos desta conta, que ainda assim teria uma espécie de ranking que favoreceria a banda com um maior número de lançamentos e acessos num determinado período dentro de certo portal.

Em troca as bandas escolheriam em qual portal elas disponibilizariam suas canções, fotos e vídeos. Poderiam escolher o portal Sony, Apple, Panasonic ou Virgin, por exemplo, ou qualquer outro.

Os investimentos de produção continuariam nas mãos das bandas, porém a divulgação ficaria a cargo de uma inteligência artificial que receberia o cruzamento de dados referentes à performance da banda e ao número de acessos, entre outros fatores. Além disso, esses portais poderiam criar concursos nacionais e internacionais, com premiação e divulgação global das bandas vencedoras.

Aí você perguntaria: mas qual a diferença em relação ao que o Youtube e o Myspace fazem atualmente? Inúmeras, entre elas a remuneração (ou política de pontos) por determinado número de acessos, escolha particular da marca a ser “defendida” e ainda descontos nos produtos dessa marca para as bandas que a tivessem escolhido.

Cada marca se responsabilizaria em adotar um espaço cultural em um número X de cidades, e assim ajudaria a fomentar o trabalho artístico local. A sociedade então teria uma taxa mínima de suporte para essas companhias, que em contrapartida nos dariam mais espaços e mais condições de fazer a nossa música.

Teríamos, talvez, não apenas uma preocupação por parte das empresas e do consumidor com o preço do CD ou com a maneira de gerar lucro, mas uma colaboração de bandas e companhias com a realidade cultural de diversos países do globo. Lucro para bandas, para os governos, para as companhias e para o mundo.

Já que os governos terão que ajudar uma penca de bancos mundo afora, a iniciativa privada bem que poderia encabeçar a administração da cultura e fazer acontecer.

Como a luz e a água, a música estaria em quase qualquer lugar, para “todos”.

Bom, fica uma ideia.

Um abraço, Antonio Rossa

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