Caso CIC: A cultura desintegrada dos governantes

 

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A pergunta de hoje é: Sr. Governador, Sr. Prefeito, por qual motivo vossas pessoas deixaram (e deixam) tanto tempo o nosso Centro Integrado de Cultura (CIC) – em Florianópolis – a ver navios, abandonado, entregue às traças?

Por qual motivo os Senhores gastam milhões em propaganda (para si próprios), mas se esquecem que um Centro Integrado de Cultura é um espaço de formação, de informação e de entretenimento, tão necessário para o crescimento das pessoas quanto água e pão.

Na ignorância o ser – humano definha e o mundo sofre as tristes conseqüências de uma desordem cega, sem cor e sem gosto.

Há ali uma morte lenta, que tira do cidadão a única forma real de liberdade, a liberdade da mente. E isso o conhecimento e o apreço de uma cultura fazem, dão a nós a sensação de pertencimento, de cuidado e de amor. Uma auto-estima que produz mentes independentes, capazes e cientes.

Uma riqueza que não se sustenta em nenhum cofre, pois jamais é aprisionada. Pelo contrário, é viva, livre e fluida.

Então meus caros, orçamento é a desculpa do descaso?

Quanto custa a ignorância? E a falta de conhecimento?

Custa muito caro, não? E quem paga por isso? Eu? Você? Nós?

E se nós quisermos quitar essa dívida, como a gente deve proceder?

Tirar das pessoas o acesso á cultura é uma espécie de castração histórica, imagina então tirar esse acesso tão rico das crianças. É um crime?

Lembrando que o conceito material de crime é: “Crime é uma ação ou omissão que se proíbe e se procura evitar, ameaçando-a com pena, porque constitui ofensa (dano ou perigo) a um bem jurídico individual ou coletivo”. Pois bem, temos um crime contra a evolução das pessoas.

As conseqüências nefastas de um povo sem apreço à cultura e ao conhecimento são escabrosas, produzem gerações de mentes vazias, empanturradas pelo discurso demagogo de qualquer boçal.

A Florianópolis “estrangeira” é apenas uma das tantas cidades que moram dentro dessa ilha. Tem a Florianópolis do Boi-de-Mamão, da educação, a Florianópolis das praças floridas (das pouquíssimas praças eu quero dizer), do mar para todos. Tem a Florianópolis da alta-tecnologia de um chip e da baixa-tecnolgia de um tear.

Sem educação seremos sempre escravos. Uma ilha no meio do nada.

É possível ainda aceitar o que não é para todos nós?

É hora de mudar, mais uma vez.

Antonio Rossa

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