Música para aliviar e gerar tensão

 

peter 03BLOGGGGGGG

O que Jean Mafra, Rodrigo Daca e Peter Gossweiler fizeram ontem, quarta-feira, no Sesc Prainha, em Floripa, foi deixar um pouco de lado as já corriqueiras festas com banda baile e partir para um universo de novas experiências, sem a necessidade de um leitor de código de barras para explicar quem ou por qual razão alguém estaria ali.

Não foi difícil perceber o estranhamento e o espanto do público diante da idiossincrática estética do encontro.

Cabeças pensantes e atuantes da cena artística local estavam lá, no palco e na platéia, imersas numa dúvida aparente, pois nada estava claro, nem mesmo o horário de início dos shows. No cartaz-virtual dizia 20h, mas estes só começaram por volta das 21h.  O palco, em forma de arena, deixou o público mais próximo e as bandas mais expostas. Tensão que gerou boa energia, e alguns choques, é bom dizer.

Foi uma proposta interessante e quase indecente, e que juntou o experimentalismo percussivo de Gossweiler, a sacanagem poética de Mafra e a melancolia sonora de Daca. O espetáculo teve a direção do próprio Mafra e, portanto, nada parecia o que por ventura poderia ser.

A poetisa Ryana Gabech apresentou as bandas e mais pra frente dividiu os vocais com Mafra. Bruno Barbi tirou uivos quilométricos de sua guitarra e junto com o baixista Blue (que literalmente deu uma surra no seu instrumento) formou o trio com Gossweiler. Daca estava mais uma vez acompanhado da sua banda Os Faixa-Preta (Xuxu, Márcio Leonardo e Márcio RS), e que também acompanhou Mafra.

Uma salada de estéticas veio como prato cheio para aqueles que gostam de certas esquisitices. Da chatice ao brilhantismo, bons shows precisam testar os opostos e estar embebidos numa certa nudez protocolar, sem medo de riscos ou demasias.

Quanto a isso, pareceu-me que o público saiu pelo menos com uma certa dúvida na cabeça, e se somente isso tivesse acontecido nessa noite, eu já consideraria um grande feito, apesar da proposta não ter ficado verdadeiramente clara.

Eduardo Xuxu foi o compositor homenageado da noite, o que rendeu uma versão muito singela de “Tempo ao Tempo”, cantada por Mafra e Daca, acompanhados por Gossweiler e seus barulhos.

A Transitoriamente esteve lá e registrou o evento em foto e vídeo. Abaixo você confere duas sessões fotográficas (ambas em preto e branco), uma de minha autoria e logo em seguida a visão do nosso parceiro Thiago Celes.

Foi uma bela noite nonsense e crítica em Florianópolis.

Antonio Rossa

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Sessão por Antonio Rossa/Transitoriamente

 

TRANSITORIAMENTE 2009

ryana 01BLOGGGGGGG

 TRANSITORIAMENTE 2009  

TRANSITORIAMENTE 2009

 

TRANSITORIAMENTE 2009

 TRANSITORIAMENTE 2009  

TRANSITORIAMENTE 2009

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Sessão por Thiago Celes/Transitoriamente

TRANSITORIAMENTE 2009

 

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TRANSITORIAMENTE 2009

 

TRANSITORIAMENTE 2009

One Response to “Música para aliviar e gerar tensão”

  1. […] saber o que rolou na primeira edição do evento, clique aqui, leia. e tire suas próprias conclusões. De qualquer maneira a recomendação mais sensata é […]

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