Qual livro mudou a sua vida? Por Marcos Espíndola

 

O Alienista

Quando começaram a chegar as primeiras respostas a esta questão, o que notei foi que para a grande maioria citar apenas um livro tinha quase um tom pecaminoso, pois sabemos, é claro, que livros, músicas, fatos e histórias mudam ou potencializam mudanças em nossa vida a todo instante, pelo menos é isso que deveria acontecer.

O tom dessa questão é factual, tenta enquadrar um momento tendo como base um livro, algum escrito que fez você pensar na sua vida, na sua história, no seu caminho.

Ah! Você ainda leu algo que mudasse sua vida. A propósito, o que você realmente anda lendo? 

O jornalista Marcos Espíndola, que assina a contracapa DC, e que agora é também um original radialista, gosta da boa leitura e do mundo idílico das idéias. Parece não padecer de um materialismo crônico, e teve a sorte e a felicidade de possuir em sua mente o insigne poder da imaginação. Por outro lado, é um dos poucos jornalistas em SC que não faz apenas a função de empregado de uma empresa. Espíndola fala, opina e realiza, e por isso faz jus à sua posição.

Aí então eu pergunto: Marcos, qual livro mudou a sua vida?    

Antonio Rossa

Por MARCOS ESPÍNDOLA

“Antonio, irei citar três livros que eu considero boas opções: “O Alienista”, de Machado de Assis, é uma obra que trata da loucura e hipocrisia da sociedade, envolvida em valores duvidosos e que se perpetuam até hoje. É por isso que Machado é a nossa referência máxima, pois foi a partir dele que a nossa literatura passou a servir de espelho para a alma brasileira, e isso não quer dizer que a imagem seja sempre boa.Pergunte ao Pó

Outro: ‘Pergunte ao Pó”, de John Fante. Esse é um clássico do gênero beat, uma obra máxima, escrita numa dinâmica insuperável. Para qualquer adolescente eu sugeriria este primeiro antes de mergulhar na viagem de On the road, do Kerouac.

Minha terceira sugestão A Sangue Frio, de Truman Capote, uma obra máxima do jornalismo literário, ou new jornalism. São obras sugestivas e que a partir delas é possível ir fundo num infinito de possibilidades e influências. Por isso, acredito eu, não dá para limitar em números”.

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