Qual livro mudou a sua vida? Por Ligia Fascioni

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Sabe aqueles blogs que causam impacto e, o melhor, servem como uma deliciosa cesta de informações e novidades? Pois bem, o blog da – Engenheira Eletricista e Doutora em Design – Ligia Fascioni é um desses interessantíssimos espaços virtuais.

Com um olhar bastante aguçado para aquilo que acontece no mundo do Design, o “blog da Ligia” (clique e leia) já faz parte da minha cesta de leituras diárias. Além de design, o blog ainda fala de viagens, marketing, decoração, bichos e mais uma série de coisas que podem tornar seu dia muito mais interessante.  g_g_mulheres_margarida_big

Leitora voraz, Ligia é também artista plástica (fotos do post) e escritora, já tendo lançado inclusive dois livros:  “Quem sua empresa pensa que é?”  e “O Design do Designer”, ambos lançados pela Editora Ciência Moderna (RJ).

Convidei-a para responder a “inquietante” questão: ‘Qual livro mudou a sua vida”?

Abaixo você confere um verdadeiro presente para ajudar você a escolher uma boa leitura.

Um abraço, Antonio Rossa

QUAL LIVRO MUDOU A SUA VIDA? Por Ligia Fascioni

Foram muitos os livros que marcaram a minha vida; aliás,  o que marcou mesmo a minha vida foi ter a sorte de ter aprendido a ler! ligia_l

Logo nos primeiros anos de escola ganhei uma coleção de livros dos Irmãos Grimm, além dos Contos de Andersen e as Fábulas de Esopo. Era apaixonada por aqueles volumes coloridos e queridos, chegava a ler escondida, com a lanterna embaixo do cobertor, pois meus pais não queriam que eu ficasse até tarde da noite acordada.

A biblioteca onde fiz o primeiro grau, no SESI, em Campinas, São Paulo, era bonita, mas modesta. Devorei todos os livros infantis e depois todos os infanto-juvenis (lembro de “Uma rua como aquela”, de Lucília Junqueira de Almeida Prado e “A vaca voadora”, de Edy Lima, além, é claro, do clássico e inesquecível “O menino do dedo verde”, de Maurice Druon). Quando não tinha mais nada para a minha faixa etária, lembro bem do meu primeiro livro “adulto”. Foi “O assassinato de Roger Akcroyd”, da Agatha Christie, aos 12 anos. Eu fiquei simplesmente hipnotizada e agarrei tudo o que encontrei dela. Para mim, os melhores são “Cai o pano” e “Os cinco porquinhos”.

Parti depois para best sellers bem simplinhos, todos do Sidney Sheldon, Irving Wallace, Irving Shaw, Arthur Hailey e Morris West. Veio então a fase do Lobsang Rampa e do Hermann Hesse (desse, lembro-me que fiquei especialmente impressionada com “Demien”; tudo o que um adolescente pensa está lá).

Depois vieram os clássicos “O vermelho e o Negro” de Stendhal; os vários geniais de Balzac; “Mulheres apaixonadas”, de D. H. Lawrence; “O muro”, de Sartre, “A convidada”, de Simone de Beauvoir, “Os irmãos Karamazóv”, de Dostoiévski e a coletânea “Em busca do tempo perdido”, de Proust. É claro que, como eu era adolescente, não entendia muito bem esses últimos, ia apenas devorando tudo com pressa e muito apetite, por isso tenho que reler a maioria.

Houve também a época que consumi tudo que achei sobre arqueologia; encantei-me com o discurso idealista de Eduardo Galeano nas “Veias abertas da América Latina” (hoje acho-o panfletário demais); fiquei fascinada com as especulações de “Eram os deuses astronautas?” de Erich von Däniken; apaixonei-me pela série “O tempo e o vento” de Érico Veríssimo; virei fã do filho dele, o Luís Fernando; senti-me  parte da história complicada de “Cem anos de solidão” de Gabriel Garcia Márquez; viajei com a ficção científica de Isaac Asimov e as utopias de Aldoux Huxley (Admirável mundo novo) e George Orwell (1984) e tanto mais que seria impossível citar todos. Lembro de ter ficado especialmente encantada com o gênio de Oscar Wilde em “O retrato de Dorian Gray” e com o charme de Milan Kundera em todos os livros dele.

Isso tudo intercalado com histórias em quadrinhos, livros técnicos, manuais, bulas, rótulos de produtos diversos, jornais e revistas e tudo o mais que me caía nas mãos (devo ser a única pessoa que consegue ler até a revista “Caras”…heheheh). Até o Harry Potter foi saboreado com gosto (todos os livros da série).

Confesso que, em se tratando de palavra impressa, não tenho preconceito. Minto, tenho sim. Um mega preconceito contra livros de auto-ajuda e esotéricos de maneira geral. Confesso que li “O alquimista” do Paulo Coelho, mas o português ruim me incomodou demais. São as únicas coisas que realmente não me chamam atenção numa livraria (quando morrer, quero ir assombrar os estoques da Amazon).

Hoje leio bastante sobre arte, design e filosofia. Na literatura, gosto bastante do Marçal Aquino, da Fernanda Young, do Amós Oz, do Tony Belotto, da Patrícia Melo, do V. S. Naipul, José Saramago, do Umberto Eco e de alguns outros autores de best sellers que não cito porque li um livro só, então não dá para formar opinião.

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One Response to “Qual livro mudou a sua vida? Por Ligia Fascioni”

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