Manifesto “Música para Baixar”. Você conhece?

 

logo-mpb

As discussões sobre o futuro da comercialização e da divulgação da música vêm produzindo inúmeras possibilidades diante da tentativa das Majors em castrar as tendências que a internet propicia. MÚSICA DE GRAÇA ainda assusta até quem defende essa premissa, apesar da frase não fazer todo o sentido em si mesma.

O “de graça” não é tão de graça assim. É apenas um passo adiante na tentativa de rever a relação dos consumidores de música com os produtores de música.

Uma delas é o Manifesto Movimento Música para Baixar  (leia mais aqui ), que pretende mudar a perspectiva sobre quem baixa musicas gratuitamente pela internet, e que está prestes a se tornar uma espécie de “contraventor dos novos tempos”.

Tráfico de músicas, você já pensou?

“Fulano de tal” foi preso com 1.000 músicas não-registradas em seu I-Pod.

É claro que os modelos comerciais aqui e nos EUA, por exemplo, são bastante diferentes entre si. A nossa relação com o consumo difere da forma como o Europeu e o Norte-Americano consomem, e isso precisa ficar muito claro, para que não haja prejuízos para a turma da música e das artes do lado de cá.

Ao mesmo tempo, não é difícil notar que a música isoladamente precisa ser repensada como produto, já que hoje existem elementos artísticos que se somam à arte final, como um CD/DVD ao vivo, um videoclipe bem produzido, um pen-drive e um website personalizados, uma sessão de fotografia profissional, enfim, agregadores de valor que estão fazendo com que a cadeia comercial se reinvente.

É possível perceber que a música não está perdendo mercado ou sendo desvalorizada, o mercado e as relações das pessoas com ele é que está se modificando. Assim sendo, artistas, produtores e divulgadores terão que repensar esses detalhes, que já estão se tornando fundamentais para a comercialização da música.

Acho engraçado que hoje ainda tenham bandas que juntam seus trocados para pagar o jabá da rádio mais próxima, ao invés de investir esse capital para produzir um espetáculo melhor, gravar um bom clipe ou montar um material gráfico bem feito. Grande parte do lixo que a gente ouve nas rádios é fruto desse mercado paralelo.

Como mudar? Faça o seu melhor, vá além, produza o melhor show que você puder, grave um bom disco (ou single ou EP), busque a melhor canção dentro de você, faça parcerias com bandas de outras cidades/estados/países, busque as rádios comunitárias e use bem o ambiente da internet. Só depende da gente e dos nossos esforços.    

O mais importante, acredito eu, não é se dá pra viver de música. A questão é que não dá pra viver sem música. E isso é fato.

Bom som e um abraço, Antonio Rossa

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s

%d bloggers like this: