O fim da era do macho

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Alguns posts atrás eu comentei sobre a hipocrisia e o uso deliberado de conotações sexuais quando se faz necessário contrariar ou agredir a reputação de alguém.

Alguns dias depois, o Governador do Estado do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, chamou o Ministro Carlos Minc, do Meio Ambiente, de “veado fumador de maconha”. Pois é, a repercussão foi nacional e o tom do discurso muito aquém daquilo que nós verdadeiramente precisamos ouvir, ainda mais em se tratando de figuras públicas e diante de um tema tão delicado: O MEIO-AMBIENTE.

O que eu quero mesmo com este post é recomendar a vocês leitores uma matéria muito interessante (e da ordem do dia) intitulada O FIM DA ERA DO MACHO, que foi publicada na edição N.31 (Setembro/2009) da Revista Época Negócios.

Resumidamente, o jovem autor Reiham Salam demonstra que os setores mais afetados pela crise econômica vêm sendo aqueles com predominância masculina (construção, mercado financeiro, indústria). Esses setores entraram em queda mais acentuada do que os “femininos” (saúde, educação, serviços sociais e setor público).

O autor ainda cita um exemplo interessante no campo político: “Quando a economia da Îslândia foi ao chão, os eleitores trataram de se livrar de sua elite econômica masculina e escolheram como primeira-ministra Johanna Sigurdardottir, a primeira líder do mundo declaradamente lésbica”.

No texto Salam também mostra a maneira como a recessão vem sendo chamada na blogosfera: He-cession, uma brincadeira com a palavra inglesa Recession.

Não acredito ser simples prever como as novas relações serão construídas mundo afora, pois ainda é preciso compreender que mesmo com a Globalização ainda existem muros separando culturas,  realidade e inovação. 

Onde ocorrerão as rupturas (DNA vs SOCIEDADE)? O mundo verdadeiramente se revelará plano? Temos bases realmente sólidas e disponíveis para detectar semelhanças diante de cenários tão caóticos e mutantes? As tecnologias conseguirão equalizar os séculos de dogmatismos? 

As mudanças estão ocorrendo, sim, talvez mais rápidas do que a gente pode perceber e analisar. Por outro lado existem os séculos de história e DNA. Ficar por dentro disso talvez não seja mais do que a nossa obrigação, pois nenhuma ferramenta será o bastante para entender claramente o mundo onde todos terão uma opinião guardada para amanhã.

Será então a vez de um Governo Mundial? Google e Facebook já parecem ser alguns dos candidatos.

Antonio Rossa

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