Ludov: Uma reprise que se altera

 

Ludov

Não sei como Ludov me apareceu pela frente, talvez tenha sido algum um blog, não, talvez um portal, um jornal, uma dica, sei lá.

Eu deveria me lembrar, como também não me lembro do instante em a canção me fez algum sentido. Sei, eu poderia ter a escutado, desligado o player, ido tomar uma café e tudo estaria em curso normal, um dia a mais, tudo bem.

Não espero, nem sei lidar com novidades diárias. Gosto do mesmo, daquilo que se arrasta por dias, semanas, até que uma novidade boa vem, e então é sol novamente dentro de mim.

Ludov apareceu, eu não sei como, e “Reprise” caiu bem (assista ao clipe abaixo), datada com charme, uma emoção urbana e fria, solitária, ideal para essa tarde chuvosa que caiu sobre Florianópolis. Penso que isso também se deva a semelhança da charmosa vocalista Vanessa Krongold com a cantora Björk, apesar de seu incomparável charme brasileiro. 

“Caligrafia”, o último disco do quarteto (lançado em julho/2009), pode muito bem significar a conexão que faltava para que o Ludov unisse sua veia alternativa com o misterioso perfume pop, aquele que pode atrair mais olfatos e gente por aí.

Produzido por Fábio Pinczowski (parceiro da banda) em parceria com os “ludovicos” Mauro Motoki e Habacuque Lima, não soa desequilibrado imaginar o motivo que me leva a crer que este disco está mais parecido do que nunca com o próprio Ludov, só que um passo a frente. Um espelho que não mente as rugas, que não esconde aquele sincero mal-estar que deveria permanecer contido, enfim, o explícito não-vulgar.

Não que não haja espaço para você ir “embora” do disco, mas isso eu vejo como mérito em um trabalho longo e sem nenhuma aparente linha que não seja um emaranhado de possíveis influências e muita honestidade.

Não irei comentar faixa-a-faixa, mas “Vinte por cento” e “Luta Livre” trazem uma malícia gostosa, daquelas já maturadas e prontas para o ataque.

Até as misturas modernosas não ultrapassam a linha que transforma bandas em representantes comerciais de seus idolos.

Das 19 faixas gravadas para Caligrafia, 12 estão no disco físico e as 7 restantes você só encontra em formato digital, num bacana passeio pelas multimídias.

No fim das contas Reprise já ganhou seu lugar cativo nas mais belas canções de 2009, pelo menos desse que vos fala. Fiquei feliz, e isso já me diz muito.

Acesse o site do grupo (clique aqui), e saiba como baixar “Caligrafia”, inteirinho, na faixa. Tem muita coisa bacana lá.

Bom som e um abraço, Antonio Rossa

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