Edital Elisabete Anderle: Artistas reclamam da falta de pagamento

 

Quando alguém dá um calote em outra pessoa/empresa alguns pontos ficam evidentemente claros:

– Este alguém é impulsivo, mal administrador, e agora quer que outra pessoa pague a sua conta;

– Não dá a mínima para as consequências, mais do que lesar alguém, o importante é ter o que se quer;

– Realça o seu poder de compra, apenas se esquece do poder de honra.

– É a pessoa “mais importante” do mundo, e acha que o mundo é que lhe deve.

Enfim, centenas de artistas estão “à mingua” aguardando um recurso governamental que lhes é de direito, e que sem justificativa ainda não chegou em suas mãos. Trata-se do edital Elisabete Anderle, que prometia centenas de prêmios para projetos artísticos variados, agora em 2009. A relação dos premiados já saiu há alguns meses, porém até agora nada do dinheiro.

Segundo o site do edital: “O pagamento aos proponentes dos 189 projetos selecionados será efetuado em duas parcelas de 50%, sendo a primeira depositada logo após a assinatura do contrato, e a segunda até 28 de fevereiro de 2010”. Vale lembrar que o contrato foi assinado.

Conversei com um dos artistas premiados e me foi dito que a cada telefonema uma nova data é colocada. Eu realmente acredito que essa pendência será resolvida, porém é inegável que já há prejuízos correntes. Tem gente pagando do próprio bolso, uns na base do “fiado”, o que provavelmente acarretará problemas na prestação de contas. E agora, quem pagará essa conta? 

Caso a segunda parcela também atrase, tem gente que só conseguirá lançar material e voltar de fato aos palcos na metade do ano que vem, sendo bastante otimista. Dessa forma, mais um prejuízo para os artistas.

Sendo bem simplista, uma série de projetos estão atrasados, estúdios e outros profissionais envolvidos estão sem receber, gerando uma bola de neve que só tende a maltratar as relações entre os envolvidos. Isso, de fato, contribui para deixar o mercado artístico local ainda mais defasado, mostrando claramente que o Governo não se preocupa de forma séria com esse assunto to sério chamado CULTURA.

Esse desrespeito é nocivo, evoca uma energia que atrapalha, deixa as coisas em mal fluxo.

Enquanto isso, o IPI dos carros tende a baixar, e as cidades vão afundando.

Qual a lógica, afinal?

Antonio Rossa

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