Archive for March, 2010

Ex-guitarrista dos Engenheiros do Hawaii cogita retorno aos palcos

Posted in musica with tags , , , , , , on 31/03/2010 by transitoriamente

 

O lendário guitarrista Augusto Licks (ao centro na foto) da clássica formação da banda Engenheiros do Hawaii deixou um recado em um blog que é escrito em sua homenagem. Em um texto (reproduzido abaixo)  o guitarrista avalia a possibilidade de voltar aos palcos depois de mais de 17 anos, desde que deixou a banda, em meados de 1993.

Desde lá Licks esteve ausente da mídia, o clássico trio se dissolveu e nunca ficou claro as motivações de tal rompimento.

Sobre um retorno o guitarrista escreveu:

“Às vezes a saúde sofre, e os dedos também, mas é bom estar vivo e sem culpa. Fiquei sensibilizado pelas mensagens que me foram repassadas nos últimos anos: alguns com saudades, outros que nunca me viram tocar. Especialmente a carta de uma moça de Caxias do Sul que, apesar de graves problemas de saúde, se dignou a me enviar uma lata-coletânea da banda, da qual eu nem tinha conhecimento. Devo a ela um agradecimento, e também a todos que me dedicaram alguma palavra. Isso tudo pesou, em momentos em que eu avaliava se valeria subir de novo num palco. Acho que tem possibilidades de rolar, talvez com amigos. Mas preciso me convencer de que irá fazer sentido, de que não cairá em alguma vala do tipo “revival pra descolar grana”. E seria artesanal, nada imediato, pouco a oferecer, e sem fazer de conta que seja muito”.

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Catarinenses concorrem a prêmio internacional

Posted in cinema with tags , , , on 31/03/2010 by transitoriamente

 

Os catarinenses Rodrigo Dutra (editor dos clipes do Hangar e do Holiness) e Adriano Ferreira estão concorrendo ao prêmio com o vídeo “The medium is the message”, porém precisam do seu voto para trazer o caneco para Santa Catarina.

O tema do vídeo é de suma importância: A FOME NO MUNDO.

As votações já foram encerradas. Dia 04.04 sairá o resultado.

Assista, pense e aja!

Antonio Rossa

Mais alguns rumos para seguir e somar

Posted in musica on 30/03/2010 by transitoriamente

 

Fotografia por Antonio Rossa / Fotografias (abaixo) por Carlos de Aquino

Nos dias 25 e 26 de março, quinta e sexta da última semana, o projeto “Itaú Rumos Música” desembarcou em Florianópolis, mais precisamente no Teatro da UFSC. Lá estiveram artistas, músicos, produtores e jornalistas de diversos cantos do Brasil com a missão de discutir temas relacionados à realidade artístico-musical de SC, do Sul e de todo o Brasil. 

Os debates foram intensos e calorosos, mostrando que existe um bom número de pessoas a fim de discutir e encontrar soluções para a forma como a música e os grupos vêm sendo organizados e distribuídos atualmente. 

No primeiro dia as produtoras Dedé Ribeiro (RS) e Beth Moura (PR), mais o músico Guilherme Zimmer (SC),  falaram sobre CIRCULAÇÃO REGIONAL e o quanto isso pode  ajudar as bandas/compositores a levarem seus trabalhos para além das fronteiras de suas cidades/regiões. Relataram também dificuldades e soluções na organização de eventos com bandas autorais de menor expressão midiática, ou de estilos menos difundidos. Esse primeiro debate foi mediado por Edson Natale, representante do Itaú Cultural. 

Vale frisar a postura do Natale diante da condição do Itaú Cultural em relação ao evento proposto. Para quem esperava uma discussão sobre burocracias e  técnicas de projeto viu um evento muito mais preocupado em discutir a realidade da música nessas regiões e esferas, e assim poder ajudar a criar um campo fértil para que então esses projetos possam tornarem-se realidade. Ponto muito positivo. 

Marcos Espíndola (SC), Abonico Smith (PR) e Fabiane Tomaselli (SC) encabeçaram o debate DIFUSÃO, com a mediação do jornalista Israel do Vale.  Foi levantada a idéia de que o músico precisa organizar melhor a sua publicidade e também ajudar a divulgar os meios que oferecem espaço, para que os mesmos obtenham mais audiência e credibilidade. Não houve ali uma proposta ou menção a caminhos alternativos, virtuais, coletivos de divulgação. 

Espíndola falou sobre a Contracapa DC e seu programa na Rádio Atlântida, o Paredão Contracapa, para divulgação de bandas locais. Relatou também as dificuldades de se manter esse tipo de comunicação, pois acaba sendo uma briga interna por espaço. 

Um dos pontos críticos foi quando Fabiane Tomaselli (Diretora da Rádio Udesc) fez um apelo para que as bandas mandem para a Rádio um material bem feito, para que eles possam saber ao menos a ficha técnica e o nome da banda. É incrível e é verdade.

Para fechar a primeira noite o som especial do Cravo da Terra (clique aqui), levado ao palco pelo projeto “12:30 Acústico”.

No segundo dia o músico e ativista catarinense Jean Mafra explicou a proposta do MPB (Movimento Música para Baixar), na tentativa de esclarecer todas as polêmicas envolvendo os “torrents da vida” e a necessidade de difundir cada vez mais a arte pelas highways da superinformação. Notou-se que é ainda um terreno que merece diversos olhares e discussões.  

Logo após, Janine Durand e Carlos Zimbher relataram parte de suas experiências com a Cooperativa de Música, hoje organizada em São Paulo, e que conta com mais de 1.500 associados. Com uma explanação bastante clara eles conseguiram mostrar o quanto o esquema de cooperativismo pode ser benéfico não apenas para a música, mas para a sociedade em geral. Esse debate foi também mediado por Israel do Vale, que foi também uma espécie de cicerone do evento. Grande cabeça. 

O debate “AS REDES ASSOCIATIVAS NA NOVA ORDEM DIGITAL” contou com os coletivos Espaço Cubo, Fórum Permanente de Música, Música Para Baixar (MPB) e SConectada. Nesse momento foram explanadas as experiências que esses coletivos tem tido em suas regiões e até mesmo em âmbito nacional.   

Constatou-se durante essas reflexões a grande qualidade artística que SC possui e que pode ser encontrado exemplos em todas as suas regiões. Por outro lado ficou ainda mais claro o quanto nós estávamos sem representatividade e sem propostas de convergência, salvo alguns festivais que já estavam nesse caminho, mas sem metas mais abrangentes em termos de difusão midiática, por exemplo. Digo isso no passado, pois os trabalhos já estão sendo feitos, as conversas já estão sendo realizadas, tem muita banda boa na roda e coisas novas estão para acontecer nos próximos meses. 

Mais evidente é o fato de que as bandas e cantores (as) precisam ter em mente a extrema necessidade de buscar a qualidade em seus trabalhos, nas letras, na gravação do áudio, no design de seus materiais, em suas fotos e seus vídeos.

O consumidor quer um carro legal, uma escola boa,  uma roupa bacana e comida de qualidade, não é mesmo? Com a música não é nem pode ser diferente.

Bom, agora é não deixar a peteca cair e levar essas ideias cada vez mais adiante. 

Força há! Vamos lutar? 

Um grande abraço, Antonio Rossa 

Colaboração: Marcelo Silva

Roda, roda e gira!

Posted in musica with tags , , , on 29/03/2010 by transitoriamente

 

Você compôs uma canção, batalhou, pensou e viveu, e parte disso saiu em forma de música e letra.

Tudo bem, algumas influências explícitas, outras não, mas aquilo é a sua obra. Ninguém faria igual, nem ao menos você conseguiria novamente.

Um canção, como um quadro ou uma poesia, ou qualquer obra de arte, são preciosidades exclusivas. Não é possível fazer canções em escala, como automóveis ou chocolates, já reproduzí-las sim.

Eu tenho um pedaço de pão e lhe dou esse pedaço de pão. Resta-me nenhum pão. Eu tenho uma canção gravada e compartilho com você essa canção. Restam agora duas pessoas podendo ouvir a mesma canção. Isto é, compartilhar não é crime, ganhar dinheiro nas costas dos outros, sim, e isso precisa ser diferenciado.

Imagine se eu tivesse um computador e eu lhe desse esse mesmo computador, e que no final dessa transação nós dois tivéssemos dois computadores exatamente iguais, o mesmo produto. Seria mágico e não seria roubo, é fato? Com a música funciona assim. Se eu compartilho contigo eu não estou comentendo nenhum crime, desde que eu não esteja comercializando isso.   

Bom, eu estava lendo a revista Época online (leia matéria na íntegra) e vi uma matéria muito bacana sobre os discos de vinil que já vem com o próprio tocador, aliás, a embalagem é o tocador.

Pelas fotos você pode imaginar como funciona. Esse lance do ouvinte ficar girando o disco não é nada prático, é fato, mas na verdade ele serve para você, na hora da compra, poder ouvir um pouco do disco, ali na hora. Boa sacada, não?

Caso você esteja com os cabelos em pé por causa da pirataria, existe aí uma boa solução.  

Bom som e um abraço, Antonio Rossa

A transitoria arte de Kseniya Simonova

Posted in Novos talentos with tags , , , , on 27/03/2010 by transitoriamente

Fiquei verdadeiramente impressionado com o talento da jovem artista Kseniya Simonova.

No ano passado, Kseniya venceu um grande concurso em seu país de origem, a Ucrânia. Algo como um programa “Ídolos” multi-artístico local. 

Utilizando-se da técnica de “sand painting” – uma espécie de desenho com areia – a artista faz “pinturas, fotos e animações” e as projeta ao vivo em suas performances, interagindo com a música. Imagine filmes feitos de areia em tempo real.

No vídeo abaixo Kseniya retrata a invasão sofrida pela Ucrânia durante a Segunda Guerra Mundial. Poético e surreal.

Antonio Rossa

“Itaú Rumos Música” em SC

Posted in musica with tags , on 24/03/2010 by transitoriamente

Você produz arte? Você vive da arte? Você quer discutir a cadeia produtiva artística em SC?

ENTÃO NÃO PERCA ESSA!

Conceito Steampunk em produtos atuais

Posted in Novas tecnologias with tags on 24/03/2010 by transitoriamente

 

Vocês sabem o que significa Steampunk?

Bom, caso vocês tenham assistido ao filme Mad Max certamente lembrarão do design.

De qualquer maneira, segundo o Wikipedia : 

 “Steampunk é um subgênero da ficção científica, ou ficção especulativa, que ganhou fama no final dos anos 1980 e início dos anos 1990. Trata-se de obras ambientadas no passado, ou num universo semelhante a uma época anterior da história humana, no qual os paradigmas tecnológicos modernos ocorreram mais cedo do que na História real, mas foram obtidos por meio da ciência já disponível naquela época – como, por exemplo, computadores de madeira e aviões movidos a vapor. É um estilo normalmente associado ao cyberpunk e, assim como este, tem uma base de fãs semelhante, mas distinta”.

Algumas marcas mundiais já estão propondo modelos de eletro-eletrônicos baseados nesse conceito, como o computador e a televisão deste post. Reparem que no caso da televisão até a caixa é retrô. 

A inspiração desse post veio do ótimo blog “O que vem por aí”: www.oquevemporai.wordpress.com

Vale sempre lembrar que o consumo consciente ajuda você e o mundo. Pense nisso.

Um abraço, Antonio Rossa