The Doors em Doc

 

Dylan, Cash, Ramalho & Belchior sempre foram para mim uma espécie de hérois. Foi lá na minha infância que estes nomes tornarem-se mitos dentro de mim e até hoje continuam a permear o norte das minhas criações musicais e artísticas. Gosto de ser fã, tenho prazer em gostar e não gostar das obras desses artistas, discutí-las, apaixonar-me, ignorá-las e exaltá-las.

É certo que não podemos ser unânimes nos gostos, mesmo porque na vida os dias nunca são iguais. Até na rotina, há momentos em que a chuva cai diferente e o nosso humor pode nos surpreender para todos os lados, como uma bexiga que escapa das mãos e ainda não fechada sai torta e desvairada aos quatro ventos.

Ainda assim, entre tantas, existem canções que sobrevoam nosso imaginário constantemente e que cairiam bem até mesmo no inferno.

Gosto de sentir a maneira como as canções vão se modificando dentro da gente, as novas interpretações que surgem, as velhas lembranças, as emoções que se embaralham. 

Com o passar dos anos alguns outros nomes foram entrando na lista desses mitos. Jim Morrisson e John Frusciante foram alguns deles.

Não me interessa saber o que eles comem ou o design dos dedos de seus pés. É a música que importa.

Não posso negar que para mim as novas percepções míticas ficaram confusas depois que a internet deu as caras. As novas formas de exposição confrontaram-se com aquela sombra do passado, onde os artistas tinham menos meios para se comunicar. Essa distância tinha seu charme, da mesma forma que o solitário telefone-fixo imperava no canto da sala-de-estar, como uma ponte infinita.

Será que alguém irá me ligar hoje? Onde estão meus amigos agora?

É comum exaltar o passado e dizer que o ontem foi melhor, claro, é difícil se ter lembranças do futuro, não é mesmo? Porém, é preciso tentar entender o agora, as suas particularidades, os seus eixos balizadores. Quem bom que as coisas mudam, pois aí então conseguimos criar distâncias que podem ser positivas para olhos atentos, em todas as direções, nos diversos tempos.

Bom, assisti uma dezena de vezes ao filme The Doors, de Oliver Stone, lançado em 1991.

Foi lançando há pouco um documentário sobre o Doors, intitulado “When You´re Strange”, com direção de Tom Dicillo, narrado por Johnny Depp e que promete ser o “anti-Oliver Stone”. Estratégias de vendas à parte, as imagens do trailer me animaram bastante.

Penso que será interessante não apenas colocar frente a frente (na história) estes dois diretores, mas também os formatos entre documentário e longa-metragem tendo um mesmo tema em comum, os quase 20 anos que separam estes dois lançamentos, mas também tentar compreender aquilo que eles têm de particular em suas viagens.

Mais uma ideia “na roda”. Diversão e história, juntas, é ainda melhor.

Antonio Rossa

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