Archive for November, 2010

A Camerata e o rock´n´roll!

Posted in musica with tags , , , , , , on 25/11/2010 by transitoriamente

A banda catarinense Brasil Papaya está iniciando os trabalhos de comemoração dos seus 18 anos.

Ontem tive o imenso prazer de fotografar os irmãos Pimentel (Renato e Eduardo) em ação com a Camerata Florianópolis, na segunda noite do espetáculo Rock´n Camerata, que tem a regência do maestro Jeferson Della Rocca, e que ainda contou com os arranjos do pianista Alberto Heller, com o baixista Carlos Ribeiro Junior, o baterista Rodrigo Paiva e as vozes de Carla Domingues, Rodrigo ” Gnomo” Matos, Daniel Galvão e Jack Moa.

Imagine músicas do Kiss, Iron Maiden, Rita Lee, Stones, Beatles, Led, entre outros, com uma banda e uma Camerata. Um deleite sonoro em alto grau.

O Teatro Pedro Ivo estava simplesmente lotado e o público, formado por gente de todas as idades, foi um espetáculo à parte. De arrepiar os pelos e a alma.

 

Ao longo dos próximos meses a Transitoriamente trará novidades em relação à comemoração dos 18 anos do Brasil Papaya, essa histórica banda que leva o rock´n´roll e a música instrumental a altos vôos.

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Técnica e Emoção: Diferentes sim, mas inseparáveis

Posted in fotografia with tags , , on 22/11/2010 by transitoriamente

Invisto boa parte do meu tempo na discussão e na reflexão de como realizar trabalhos fotográficos e de audiovisual misturando técnica e emoção.

Reconheço que emoção sem técnica pode fazer de um copo d´água uma exagerada tempestade, ao mesmo tempo que se utilizar apenas da técnica pode tornar um copo d´água apenas um mero e simples copo.

Conseguir juntar esses dois pontos é uma meta pela qual meus olhos se voltam frequentemente.

Há uma linha tênue que separa um artista de um esteticista, ou seja, será que não temos andado por demais preocupados com a estética ante o conteúdo conceitual de uma obra?

OS RISCOS…

É inimaginável olhar para o futuro sem a ideia de correr riscos, mesmo porque os riscos tendem a produzir resultados diferentes, inusitados, tanto para o lado positivo quanto para o oposto. É preciso atentar-se a isso com extremo cuidado, porém sem deixar que o medo paralise as ações.

É aí que entra a percepção do risco, isto é, como trabalhar de forma não engessada, utilizando-se das artimanhas da técnica, e ao mesmo tempo alcançar resultados expressivos, novos, e ainda gerar para o cliente uma experiência diferenciada, um valor?

O relacionamento aberto e franco com o cliente é fator preponderante para que o profissional obtenha o máximo de informações e faça uma leitura perspicaz do trabalho a ser feito. A confiança envolvida dirá nas entrelinhas até onde se poderá chegar.

É impressionante como ainda existem projetos onde as partes não dialogam, gerando conflitos desnecessários e levando muitas vezes o trabalho para um ponto de apatia e cegueira. Parece mentira, mas não é raro ver clientes e fornecedores se digladiando ao invés de sentarem e dialogarem a respeito de como melhorar os processos e assim alcançarem resultados mais satisfatórios. Não seria esse o objetivo? Ou as vaidades pessoais devem dar o tom do jogo?

Mais do que uma super máquina em mãos, o profissional de fotografia e audiovisual precisa fundamentalmente aprender a ouvir e observar. Quando a equipe e o cliente conseguem olhar e realmente perceber o trabalho que estão realizando, é mais fácil superar as adversidades e gerar motivação ao reconhecerem os verdadeiros ganhos. E os ganhos podem ser múltiplos.

Um bom profissional não pode apenas ter fluência no manual da câmera, é preciso conhecer o mundo a seu redor, as diferenças, as semelhanças e as particularidades.

Não é raro perceber a tentativa de um editor, um diretor, por exemplo, em dizer que seu trabalho é mais importante do que o resto. Quem está num set ou acompanha uma produção sabe que a coesão das partes gerará uma força maior e vice-versa, e que a maior importância individual não compensa certos resultados de um grupo.

Quando cada parte reconhece sua verdadeira função, e se responsabiliza verdadeiramente por ela, não há tempo para meras vaidades. Existe um trabalho e este trabalho necessita ser feito da melhor forma.

A MELHOR FOTOGRAFIA

Existe a melhor fotografia ou o melhor vídeo? Fora de contexto, é bastante provável que isso seja algo inexistente ou no mínimo raro.

Há grandes obras universais, obviamente, porém sem contextos certos brilhos passam batidos.

Cada vez mais os serviços necessitam dessas conversas claras, onde o cliente é peça-chave do início ao fim do processo. O profissional afiado consegue trazer o cliente para esse campo, sem deixá-lo com possíveis fadigas, mesmo porque o cliente não quer trabalhar diretamente, mas sim receber de volta o lucro real do seu investimento, e eu não estou falando apenas de dinheiro.

Pense nisso.

Um abraço, Antonio Rossa

Vasos, flores e Rosebud…

Posted in musica with tags , , , , , on 18/11/2010 by transitoriamente

Está no ar o mais recente trabalho do cantor e compositor Jean Mafra, o videoclipe da canção Rosebud.

Certos artistas já conseguiram ganhar um nível de respeito, pelo menos o meu, a ponto de fazer a primeira impressão não evidenciar toda uma impressão. É preciso vasculhar, não cair nas armadilhas das rápidas pré-definições.

Jamais escondi minha opinião de que um clipe depende sua maior parte da canção que o baseia. Um clipe seria o vaso enquanto a música seria a flor, e tem mais: Clipes não salvam canções! Salvo algumas exceções que eu sinceramente não lembro. Ok! Tem o OK GO!

É a música quem dita as regras e é pela e através da música que o mundo beira fazer certo sentido.

No cinema mudo não havia falas, mas havia música, e isso diz muita coisa.

DO GOSTAR DE ALGO

Rosebud é uma canção urgente, delicada, bem resolvida, e que mostra um dos melhores textos do compositor Jean Mafra. A participação da ex-Maltines, Ligia Estriga, é a cereja do bolo, um bálsamo para os ouvidos.

Quanto ao clipe pude vê-lo de diversos ângulos. Esteticamente me gerou uma certa estranheza, estranheza a qual foi absorvida pelo instigante roteiro, que segurou muito bem a onda. Vieram-me à cabeça temas como “distância da aproximação”, “solidão compartilhada”,  o que gerou significados até certo ponto maiores do que qualquer incompatibilidade estética pessoal.

Sempre tento ficar à margem do “gosto ou não gosto” quando isso se refere a trabalhos meus. Interessa-me muito mais as motivações e as razões do gostar ou não gostar.

O clipe de Rosebud me fez sentir, e ali então eu já não estava mais sozinho. Que bom!

Mafra continua fazendo, propondo e discutindo.

Antonio Rossa

Ação Sonora lança primeira coletânea

Posted in musica with tags , , , , , on 17/11/2010 by transitoriamente

É quase comum e corriqueiro, no mundo da música, ver pessoas e grupos pensando e sonhando com a ideia de realizar coletâneas.

Poder reunir a produção de um determinado local ou estilo é algo no mínimo enriquecedor, e que tende a ajudar na ampliação da comunicação desses grupos.

Na prática o papo é um pouco menos romântico. É preciso articulação e empenho para aprovar os projetos necessários para que essas ações possam ser realizadas.

A Micróbrio GravaSons foi a luta e agora lança a primeira de uma série de coletâneas que pretende mapear parte da música feita em Santa Catarina.

Num primeiro momento foram selecionados vinte artistas que agora estão na Coletânea  Ação Sonora – Grande Florianópolis – Volume 01, incluindo este que vos fala.

Você pode ajudar a difundir a música catarinense comprando e presenteando com esta primeira coletânea. Clique aqui e leve o seu.

Bom som e um abraço,

Antonio Rossa

Floripa Noise 2010 – Novembrada

Posted in musica on 17/11/2010 by transitoriamente

Um cidadão instigado, barbarizado, logo após comer mais de meio quilo de toicinho, começou a entender o poder dos gases flatulentos.

Nada de papel ou banheiro.

Somato! O sujeito gritou.

Apesar do papo parecer skrotes, você queira ou não tijuquera, a verdade é que o produto arde feito noise nos ouvidos.

Se o coletivo é operante e o ritmo aluciante, mermão, mais estranho seria encontrar o Rodrigo Daca, num estilão “South of Mind” – de overdose num motel.

Cassim ou assado, não sei, só sei que essa festa você não deveria perder.

Antonio Rossa

A foto nossa de cada dia: A Corda em Si

Posted in musica with tags , , , on 12/11/2010 by transitoriamente

DCE UFSC, Sociedade Soul e uma celebração da cultura

Posted in musica with tags , , , , on 05/11/2010 by transitoriamente

Estamos no CSE da Universidade Federal de Santa Catarina, é uma quinta-feira a noite. Faz um clima muito agradável e pelo menos mil pessoas movimentam-se próximo ao palco onde a banda catarinense Sociedade Soul estará em alguns minutos.

O público ainda está disperso, porém há uma áurea no ar dizendo que a noite promete.

Gabriel Portela, do DCE, já aqueceu o público com um cardápio certeiro de boas músicas. O cicerone sabe muito bem que o quarteto funk/soul mais famoso de Santa Catarina está ávido para mais uma vez tocar nos ares da UFSC, local que inegavelmente já é um ponto central de arte e cultura em Florianópolis, fato este bastante incentivado pelas mais recentes gestões do DCE.

Antes mesmo do show começar já conversei com pelo menos uma dúzia e meia de pessoas. A multiculturalidade é plena, há punks, metaleiros, descolados, patricinhas e hippies. Tem muito mais gente, até os ditos normais.

É fato observar que estamos num verdadeiro ambiente democrático sem as alcunhas intimidadoras de certas casas noturnas.

Pense bem, é um local aberto, aparentemente vulnerável a ações de violência, mas o que se vê é tranquilidade e respeito imperando como se ali um espírito maior desse as cartas.

Ajeite a câmera! A Sociedade Soul já está no palco e a movimentação do público indica que junto ao primeiros acordes o balanço fará as honras da noite.

Impecáveis, certeiros, uma banda de alto nível capaz de levantar públicos em diversos locais desse grande Brasil. Comprovado.

Não lembro de ter visto em Florianópolis, pelo menos entre bandas independentes, uma integração espontânea entre público e banda com tamanha sintonia.

Quem estava lá sabe bem o que eu estou falando.

A arte e a cultura de Florianópolis encontraram na UFSC um espaço capaz de alimentar parte do apetite cultural da juventude. Também não é de hoje que existem pessoas tentando proibir festas no Campus, o que num primeiro momento mais parece um retrocesso do que um avanço.

Esse assunto eu ainda pretendo discutir melhor.

Foi uma noite para guardar na memória… E no coração.

Antonio Rossa