Técnica e Emoção: Diferentes sim, mas inseparáveis

Invisto boa parte do meu tempo na discussão e na reflexão de como realizar trabalhos fotográficos e de audiovisual misturando técnica e emoção.

Reconheço que emoção sem técnica pode fazer de um copo d´água uma exagerada tempestade, ao mesmo tempo que se utilizar apenas da técnica pode tornar um copo d´água apenas um mero e simples copo.

Conseguir juntar esses dois pontos é uma meta pela qual meus olhos se voltam frequentemente.

Há uma linha tênue que separa um artista de um esteticista, ou seja, será que não temos andado por demais preocupados com a estética ante o conteúdo conceitual de uma obra?

OS RISCOS…

É inimaginável olhar para o futuro sem a ideia de correr riscos, mesmo porque os riscos tendem a produzir resultados diferentes, inusitados, tanto para o lado positivo quanto para o oposto. É preciso atentar-se a isso com extremo cuidado, porém sem deixar que o medo paralise as ações.

É aí que entra a percepção do risco, isto é, como trabalhar de forma não engessada, utilizando-se das artimanhas da técnica, e ao mesmo tempo alcançar resultados expressivos, novos, e ainda gerar para o cliente uma experiência diferenciada, um valor?

O relacionamento aberto e franco com o cliente é fator preponderante para que o profissional obtenha o máximo de informações e faça uma leitura perspicaz do trabalho a ser feito. A confiança envolvida dirá nas entrelinhas até onde se poderá chegar.

É impressionante como ainda existem projetos onde as partes não dialogam, gerando conflitos desnecessários e levando muitas vezes o trabalho para um ponto de apatia e cegueira. Parece mentira, mas não é raro ver clientes e fornecedores se digladiando ao invés de sentarem e dialogarem a respeito de como melhorar os processos e assim alcançarem resultados mais satisfatórios. Não seria esse o objetivo? Ou as vaidades pessoais devem dar o tom do jogo?

Mais do que uma super máquina em mãos, o profissional de fotografia e audiovisual precisa fundamentalmente aprender a ouvir e observar. Quando a equipe e o cliente conseguem olhar e realmente perceber o trabalho que estão realizando, é mais fácil superar as adversidades e gerar motivação ao reconhecerem os verdadeiros ganhos. E os ganhos podem ser múltiplos.

Um bom profissional não pode apenas ter fluência no manual da câmera, é preciso conhecer o mundo a seu redor, as diferenças, as semelhanças e as particularidades.

Não é raro perceber a tentativa de um editor, um diretor, por exemplo, em dizer que seu trabalho é mais importante do que o resto. Quem está num set ou acompanha uma produção sabe que a coesão das partes gerará uma força maior e vice-versa, e que a maior importância individual não compensa certos resultados de um grupo.

Quando cada parte reconhece sua verdadeira função, e se responsabiliza verdadeiramente por ela, não há tempo para meras vaidades. Existe um trabalho e este trabalho necessita ser feito da melhor forma.

A MELHOR FOTOGRAFIA

Existe a melhor fotografia ou o melhor vídeo? Fora de contexto, é bastante provável que isso seja algo inexistente ou no mínimo raro.

Há grandes obras universais, obviamente, porém sem contextos certos brilhos passam batidos.

Cada vez mais os serviços necessitam dessas conversas claras, onde o cliente é peça-chave do início ao fim do processo. O profissional afiado consegue trazer o cliente para esse campo, sem deixá-lo com possíveis fadigas, mesmo porque o cliente não quer trabalhar diretamente, mas sim receber de volta o lucro real do seu investimento, e eu não estou falando apenas de dinheiro.

Pense nisso.

Um abraço, Antonio Rossa

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