Morando na fé – Entrevista com Vinícius Nisi

No Brasil, desde a última terça-feira (17.05), uma banda curitibana vem promovendo um verdadeiro estardalhaço midiático.

O grupo A banda mais bonita da cidade fez o que muitas bandas amparadas por empresários mainstream, grana à disposição e gravadoras tentam e tantas vezes não conseguem: O espontâneo sucesso.

Sim, foram mais de meio milhão de visitas no youtube nesse curtinho intervalo de tempo. E parece que não parou por aí.

Eu nem precisaria falar que é gigantescamente mais fácil fazer “sucesso” quando se está massivamente veiculado nos intervalos da novela das nove na Globo, por exemplo. Apesar disso, não há nada que possa frear uma sensibilização sincera, ainda mais em tempos de web. Que bom.

Não é exagero dizer que “Oração”, canção de Leo Fressato (que não faz parte da banda – o cara que inicia o clipe cantando), já nasceu um clássico e fez (e vem fazendo) o Brasil cantar e assoviar em uníssono. Quase um mantra.

É fato as visíveis e fortes influências do grupo em relação aos norte-americanos do Beirut, o que em nada tira o brilho desse trabalho. É como se o “sucesso” fosse de cada um que vê e ouve.

Certamente as rodinhas de violão por aí terão mais uma canção para colocar em seu repertório.

Em tempos onde a moda é ser ateu ou blasé em relação a qualquer fé imaterial, o grupo paranaense conseguiu provar que “mora na fé” o ideal de futuro dos homens. Nem que seja por alguns poucos minutos.

O futuro a gente nunca sabe precisar, mas o fato é que “A banda mais bonita da cidade” reascendeu a esperança da “ideia do sucesso”, e por uma via muito mais interessante e nobre, aquela que ocorre por vias naturais, no anseio do povo que aguarda a redenção de suas dores e emoções nos minutos fátuos de uma canção. Muito nobre.

Abaixo você confere uma entrevista exclusiva com Vinícius Nisi, violonista e tecladista da banda, e diretor do clipe de “Oração”.

Bom som e um abraço,

Antonio Rossa

Antonio Rossa – “Oração” parece ter nascido um clássico. Fazia tempo que não víamos um HIT nascer fora do ambiente do pagode, axé, eletrônico ou sertanejo. Como está sendo esse momento?

Vinícius Nisi – Cara, é indescritível o que está sendo pra gente. Se fosse qualquer outra música que gravamos obviamente seria ótimo, mas acontecer isso com “Oração” toma proporções maravilhosas… De beleza e carinho no mundo, uma coisa meio “corrente do bem”, saca? É como se tivéssemos plantado uma semente e isso estivesse germinando no coração de todos. Não sei dizer o que estou sentindo, está tudo muito louco, estou com vontade de chorar (risos).

Antonio Rossa – Vocês partem da ideia de juntar na banda compositores Curitibanos com novos arranjos, instrumentos e formações. A arte colaborativa é de fato a grande saída para o músico independente?

Vinícius Nisi – Com certeza, a gente participa de vários outros projetos, cada uma com sua proposta, sabe?  Thiago Chaves, Lemoskine, Ana Larousse… Fora o contato com vários compositores. É tão bom se reciclar, tocar com outras pessoas, fazer coisas novas. A gente cresce tanto, aprende tanto, conhece tanta coisa, e o que é melhor, com paixão no que faz.

Antonio Rossa – Uma ideia para o futuro… 

Vinícius Nisi – O próximo passo é viabilizarmos a gravação de um CD “oficial”! Será um CD único, estamos desenvolvendo o projeto… Vai ser bem legal, acho que todo mundo vai curtir.;)

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