Archive for the fotografia Category

Entre olhares

Posted in fotografia with tags , on 13/04/2011 by transitoriamente

No último dia 22 de março estive no TAC (Florianópolis) captando imagens para o documentário “Sonicidades”.

Trata-se de um documentário sobre a sonoridade da cidade de Florianópolis dirigido por Daniel Marés e Tatiana Lee. Assim que eu tiver maiores informações e datas postarei aqui.

O que quero realmente dizer é que estive lá para filmar o show do violonista Felipe Coelho e o seu grupo Catavento, e enquanto rolavam as filmagens aproveitei para fazer algumas fotos.  Duas delas muito me agradaram e então eu aproveito este espaço para compartilhá-las com vocês.

Entre olhares.

Antonio Rossa

Técnica e Emoção: Diferentes sim, mas inseparáveis

Posted in fotografia with tags , , on 22/11/2010 by transitoriamente

Invisto boa parte do meu tempo na discussão e na reflexão de como realizar trabalhos fotográficos e de audiovisual misturando técnica e emoção.

Reconheço que emoção sem técnica pode fazer de um copo d´água uma exagerada tempestade, ao mesmo tempo que se utilizar apenas da técnica pode tornar um copo d´água apenas um mero e simples copo.

Conseguir juntar esses dois pontos é uma meta pela qual meus olhos se voltam frequentemente.

Há uma linha tênue que separa um artista de um esteticista, ou seja, será que não temos andado por demais preocupados com a estética ante o conteúdo conceitual de uma obra?

OS RISCOS…

É inimaginável olhar para o futuro sem a ideia de correr riscos, mesmo porque os riscos tendem a produzir resultados diferentes, inusitados, tanto para o lado positivo quanto para o oposto. É preciso atentar-se a isso com extremo cuidado, porém sem deixar que o medo paralise as ações.

É aí que entra a percepção do risco, isto é, como trabalhar de forma não engessada, utilizando-se das artimanhas da técnica, e ao mesmo tempo alcançar resultados expressivos, novos, e ainda gerar para o cliente uma experiência diferenciada, um valor?

O relacionamento aberto e franco com o cliente é fator preponderante para que o profissional obtenha o máximo de informações e faça uma leitura perspicaz do trabalho a ser feito. A confiança envolvida dirá nas entrelinhas até onde se poderá chegar.

É impressionante como ainda existem projetos onde as partes não dialogam, gerando conflitos desnecessários e levando muitas vezes o trabalho para um ponto de apatia e cegueira. Parece mentira, mas não é raro ver clientes e fornecedores se digladiando ao invés de sentarem e dialogarem a respeito de como melhorar os processos e assim alcançarem resultados mais satisfatórios. Não seria esse o objetivo? Ou as vaidades pessoais devem dar o tom do jogo?

Mais do que uma super máquina em mãos, o profissional de fotografia e audiovisual precisa fundamentalmente aprender a ouvir e observar. Quando a equipe e o cliente conseguem olhar e realmente perceber o trabalho que estão realizando, é mais fácil superar as adversidades e gerar motivação ao reconhecerem os verdadeiros ganhos. E os ganhos podem ser múltiplos.

Um bom profissional não pode apenas ter fluência no manual da câmera, é preciso conhecer o mundo a seu redor, as diferenças, as semelhanças e as particularidades.

Não é raro perceber a tentativa de um editor, um diretor, por exemplo, em dizer que seu trabalho é mais importante do que o resto. Quem está num set ou acompanha uma produção sabe que a coesão das partes gerará uma força maior e vice-versa, e que a maior importância individual não compensa certos resultados de um grupo.

Quando cada parte reconhece sua verdadeira função, e se responsabiliza verdadeiramente por ela, não há tempo para meras vaidades. Existe um trabalho e este trabalho necessita ser feito da melhor forma.

A MELHOR FOTOGRAFIA

Existe a melhor fotografia ou o melhor vídeo? Fora de contexto, é bastante provável que isso seja algo inexistente ou no mínimo raro.

Há grandes obras universais, obviamente, porém sem contextos certos brilhos passam batidos.

Cada vez mais os serviços necessitam dessas conversas claras, onde o cliente é peça-chave do início ao fim do processo. O profissional afiado consegue trazer o cliente para esse campo, sem deixá-lo com possíveis fadigas, mesmo porque o cliente não quer trabalhar diretamente, mas sim receber de volta o lucro real do seu investimento, e eu não estou falando apenas de dinheiro.

Pense nisso.

Um abraço, Antonio Rossa

“Meus pretos e brancos sentidos” #1

Posted in fotografia with tags , , , , , on 11/10/2010 by transitoriamente

 

Um contexto, por favor!

Posted in fotografia with tags , , , , , , , , , on 23/08/2010 by transitoriamente

Imagine uma foto de alguém em fundo monocromático, sem nenhum objeto, apenas a pessoa. Adicione a esta foto um novo fundo, pode ser um jardim, um cemitério ou um centro de processamento de dados com centenas de computadores.

Teremos inevitavelmente diferentes formas de ver cada uma dessas novas fotos, seja na relação da pessoa com o ambiente, seja quando focarmos nossos olhares apenas na pessoa ou nos diversos fundos, ou ainda de forma geral.

Podemos falar de fotografia meramente pela sua composição de cor, pelas pessoas e/ou objetos e suas correlações, pelo ambiente envolvido, pelas texturas que poderão indicar a temporalidade dessa fotografia, etc.

Falar em imagem sem falar em contexto é sempre um exercício perigoso, ou no mínimo superficial. Claro, pode ser justamente esta a razão de certas fotos, porém nem sempre.

Não é incomum você ver o trabalho de alguns fotógrafos considerados fora-de-série e num primeiro momento se perguntar: “Onde está a real importância dessa fotografia”? Você reconhece essa linda mulher da foto abaixo feita por Fernando Donasci?

Na famosa foto de Einstein mostrando a língua, a sua chateação com o excesso de fotógrafos a sua volta o fez reagir de forma não usual. O que você pensava sobre essa foto? Você lembra dela? Eu não a mostrarei aqui apenas para atiçar a fotografia da sua imaginação.

O brasileiro Sebastião Salgado é exímio em mostrar questões sociais fortíssimas em apenas uma foto (acima).

O que dizer e pensar sobre a foto abaixo de Kevin Carterx, no Sudão?

Alguém então poderá me questionar: Rossa, você quer dizer que a partir de agora nós precisaremos descobrir o contexto das fotos quando a vermos?

Eu responderia, de imediato, não! Ou pelo menos não necessariamente. Muitas vezes o contexto nem está evidente, porém acredito que pode ser um exercício bastante interessante caso você passe a pensar que existe essa possibilidade, e que tanto na fotografia como na vida a contextualização das coisas pode ser algo bastante esclarecedor e enriquecedor, e que parece estar fora de foco na “era da internet”, pelo menos até o momento.

Infelizmente nem sempre sabemos qual o contexto de frases, fotos, vídeos e informações que recebemos a cada segundo via web.

Você pode sair de um clipe da Lady Gaga e um segundo depois estar vendo um vídeo de uma tragédia em algum bairro de algum país, e que será precedido em mais alguns segundos por uma propaganda de cerveja com belas mulheres dançando.

As propagandas eleitorais também se misturam aos apelos televisivos comerciais, como se a novela começasse às 18h e só terminasse depois da meia-noite. Propostas? Quase não há propostas, em sua predominância frases de efeito e lamúrias emocionais sob efeito de trilhas-sonoras comoventes.

Onde estão os contextos?

O que parecia ficção científica há pouco tempo atrás, hoje já não soa exagerado dizer que estamos próximos da ideia de um universo de múltiplos contextos misturados sobre a mesma imagem, onde o pano de fundo poderá ser trocado conforme nossas necessidades ou humor.

Não corremos o risco de uma equalização emocional frustrante? E se a guerra for transformada no próximo Big Brother, nós saberemos distinguir a dor?

Pensar em contextos pode ser bom para nós.

Antonio Rossa

Luciano Bilu entre os tempos

Posted in fotografia, musica with tags , , , , , , on 23/08/2010 by transitoriamente

Gosto do sabor imprevisível da arte, suas nuances momentâneas e seus movimentos particulares.

É como se houvesse um pêndulo multi-direcional fazendo o tempo correr (ou parar), diferentemente da “lógica-relógio”.

Não que eu acredite que tudo deva ser improvisado, porém alguns pontos fundamentalmente precisam de uma certa dose de improviso para funcionar.

Claro, depois que os equipamentos estão checados e as condições positivas, é hora de deixar as coisas acontecerem sem tanta necessidade de GPS´s.

Há alguns meses fiz um ensaio fotográfico para o guitarrista catarinense Luciano Bilu (@LucianoBilu) e que seria utilizado (e posteriormente foi) no seu novo disco “Zeus és Tu”.

Desde o princípio gostei dessa ideia de desmistificar o poder humano e divino a partir das responsabilidades de cada pessoa. É mais fácil culpar Deus por nossos fracassos, ao mesmo tempo que damos demasiada importância para os sucessos pessoais e materiais. Esquecemos facilmente dessa teia que nos une de maneira inevitável e sem fronteiras perceptíveis.

Bilu e eu conversamos sobre suas ideias a fim de acharmos alguma representação para esse conceito. Veio-me a sugestão de utilizarmos construções semelhantes à arquitetura greco-romana, mas ao mesmo tempo emprestando a ela um ar contemporâneo, das interações e misturas estéticas ao redor do local ao visual do guitarrista.

Você verá uma porta de ferro, vigas trabalhadas pelo tempo, uma jaqueta usual-moderna e um poste cheio de fios elétricos, o que de fato se parece com a “vida real-real”, e não com aquela cheia de desenhos ideais. É Florianópolis, mas poderia ser qualquer esquina de qualquer lugar.

Poderíamos ter representado Bilu com roupas da época, o que não seria difícil e que poderia ficar muito legal, sim, mas queríamos abrir mais esse leque em direção à personalidade e ao dia-dia do músico.

Acabou prevalecendo a proposta dessa mistura clássica e moderna, o passado da arquitetura com a  modernidade de um all-star, e tudo mais que essas fotos puderem dizer entre e extra isso.

Simples, como a vida deveria ser.

Um abraço, Antonio Rossa

NY

Posted in fotografia with tags , , , , on 17/06/2010 by transitoriamente

 

A fotografia é uma espécie de espiã do passado no futuro. É o ontem do depois de amanhã.

Um bom registro fotográfico é tão sutil quanto a dificuldade de se obtê-lo.

Não adianta sair por aí disparando cliques compulsivamente, isto é, não necessariamente será o suficiente para se encontrar “a sua fotografia”.

Como fotógrafo, a busca pela “minha fotografia” somada ao simples prazer de registrar um tempo já me deixam pleno de motivação. Nenhuma certeza a não ser a busca e a contemplação.

A possibilidade da “sua foto” está aberta para todos aqueles que empunham uma máquina e desafiam as auto-imposições, pessoas que não possuem medo de suas próprias teimosias. É também um ótimo exercício de auto-conhecimento.  

Essas fotos do post de hoje estão neste link (clique aqui) e mostram uma Nova Iorque do início do século passado. Um deleite para os amantes da fotografia, da arquitetura e do tempo.

Então, deleite-se.

Um abraço, Antonio Rossa

Luciano Bilu prepara novo álbum

Posted in fotografia with tags , , , , , on 28/05/2010 by transitoriamente

A fera da guitarra Luciano Bilu escolheu a Transitoriamente para produzir as fotos do seu novo álbum intitulado “Zeus és Tu”, que já está em fase final de produção.

Acima você pode ver, com exclusividade, duas das fotos tiradas dessa sessão.

Um abraço, Antonio Rossa