Archive for the Novos projetos Category

Transmutação e Mudança

Posted in idéias simples e inovadoras, Novos projetos with tags , , , , , on 07/05/2012 by transitoriamente

Não é sempre que acontece, porém algumas vezes o trabalho e a vida se misturam em belos encontros cheios de significados e profundamente modificadores.

Foi o que aconteceu na vivência “Embarque em sua Natureza”, promovido pela Transmutar Vivência.

Foram dois belos dias na exuberante Reserva Passarim, em Paulo Lopes (SC), com práticas de automassagem, yoga e alimentação vitalizada.

Tive o imenso prazer de produzir o vídeo dessa especial vivência.

Se a mudança é algo difícil de ser realizado na prática, algumas experiências podem nos ajudar a descobrir caminhos dentro de nós mesmos, que facilitem essa busca.

Um abraço,

Antonio Rossa

Logos móveis

Posted in Novos projetos with tags , , , , , , on 15/04/2011 by transitoriamente

No próximo 20 de abril o website oficial Transitoriamente estará no ar.

Hoje, aqui no blog, você poderá conhecer a nossa nova logomarca e de quebra ainda verá a arte “Logos Móveis”, que é uma brincadeira com a nossa nova pupila.

Com vocês, LOGOS MÓVEIS !

Antonio Rossa

Uma editora independente

Posted in Livre Comunicação, musica, Novos projetos, Novos talentos with tags , , , , , on 17/08/2010 by transitoriamente

Djenane Arraes Moreira é jornalista, mora em Brasília, e alcançou o importante número 50 de edições produzidas de seu zine Elebu, publicação online com foco em música, arte e cultura.

De forma independente, na raça, Djenane vem sendo uma dessas forças motrizes que ajudam a cultura e a arte a se disseminarem Brasil afora. Não deve soar exagerado pensar que ações “simples” podem ajudar a  mudar o mundo, nem que seja o nosso próprio “mundo todo”.

Somos um País de discrepâncias, e não é preciso ser expert em política ou sociologia para dizer que está nas mãos do povo a sua própria chave de libertação. Eu particularmente não espero isso da Globo, por exemplo.

No post passado eu comentei à respeito do valor do ofício, e aqui eu posso atestar mais um exemplo dessas pessoas que fazem certas coisas simplesmente porque acreditam que precisam fazê-las.

Ganha quem faz, ganha quem recebe.

A seguir você confere uma entrevista que Djenane concedeu ao Transitoriamente, e que foi muito além da música..

Um abraço, Antonio Rossa

TM – “Cinquenta” é um número cheio de simbologias e que em se tratando de um zine pelo menos sugere que um trabalho foi feito, e que não foi pouco. Quais são os seus objetivos com a Elebu?

Djenane: O meu maior objetivo é continuar produzindo, disponibilizar conteúdo de qualidade e, claro, aumentar o público leitor. Muita gente me pergunta quanto à questão comercial do zine, se eu o colocaria “nas bancas”. Acho que se um projeto assim durou tanto tempo, é porque ficou fora disso. Não ganho nada para fazê-lo, financeiramente falando. O mais bacana em se fazer esse tipo de trabalho é o contato com pessoas diferentes. Isso é muito gostoso e recompensador.

TM – Você sente o resultado, de fato, fora das fronteiras de Brasília?

Djenane: Para te ser sincera, o público leitor de Brasília é praticamente os meus amigos e os amigos dos meus amigos. O zine é mais conhecido em outras cidades, como Rio de Janeiro e Fortaleza. Aliás, às vezes chega um e-mail de alguém me perguntando se o zine é editado no Nordeste.

TM – Não faz muito tempo tínhamos a ideia plena de que as coisas, artisticamente falando, só aconteciam no Eixo Rio-SP, com alguns pequenos focos em outras regiões. Na sua visão, esse foco central ainda permanece?

Djenane: Infelizmente sim. Houve e há vários esforços para amenizar a influência do eixo Rio-São Paulo. Os festivais realizados em Brasília, Goiânia e Natal são exemplos. Acho que o Abril Pro Rock foi o primeiro grande evento significativo fora do eixo. Mas os resultados disso ainda são muito tímidos. O pessoal do Cubo de Cuiabá trabalha duro nesse sentido. Conseguiu ajudar a projetar duas boas bandas: MacacoBoing e Vanguart. Mesmo assim, foi necessário que essas mesmas bandas ganhassem a “bênção” da mídia “do eixo” (vamos colocar assim) para ter importância nacional.

TM – A Elebu traz também matérias com artistas que já foram “mainstream”, como o Patu Fu, por exemplo. Ficou mais fácil falar com os artistas “maiores” hoje?

Djenane: O Pato Fu é a banda responsável pela origem da Elebu, em primeiro lugar. Comecei esse projeto por causa deles. Considero Fernanda Takai uma madrinha deste projeto. Ela ajudou muito cedendo entrevistas, prestigiando. Mas isso não quer dizer que a minha vida para falar com artistas do mainstream ficou mais fácil. Que nada! Às vezes preciso apelar um pouco para conseguir 15 minutos de entrevista ou respostas por e-mail. Mas é compensador porque percebo que a visibilidade que esses artistas naturalmente trazem ajuda bastante a divulgar os independentes nas edições.

TM – Atualmente temos acesso a mais informações, é uma verdade. Encontra-se na internet quase tudo sobre as mais diversas coisas. Se fóssemos extremistas, qual seria a grande ilusão e a grande verdade da internet?

Djenane: A grande ilusão da internet é achar que a informação é livre e democrática. Não é bem assim. O meio, por si só, é excludente (você precisa de, no mínimo, um telefone muito caro para acessar) e fragmentário (pela enormidade que é a internet). No fim, as grandes companhias continuam a dominar a informação. São eles que determinam o que é ou não é importante saber. Sobre a grande verdade, ah, isso eu não sei responder. Existe uma grande verdade? A única coisa que posso dizer é que a internet mudou a sociedade e não há como contestar.

TM – Eu sei que é uma pergunta ainda complexa, mas você acha que nós veremos o fim do papel como mídia escrita?

Djenane: Difícil essa! Existe uma divisão de opiniões entre os estudiosos a respeito disso. A maioria entende que o jornal impresso deve ser o primeiro a desaparecer. Hoje em dia, do público leitor total de um determinado jornal, apenas de 15 a 30% dele consome a notícia pelo meio impresso. Porém, a maior parte da receita publicitária que sustenta esses veículos vai para o papel e não para a internet.


Quando as empresas conseguirem aumentar a receita publicitária na internet, aí sim o jornal vai conhecer o seu fim. As revistas e os livros impressos, porém, ainda terão mais tempo de existência por causa do formato, da linguagem e peculiaridades desses meios. Livros e revistas estabelecem relações emocionais com seus respectivos públicos leitores. Acredito que, num futuro próximo, os livros, principalmente, se tornarão artigos de luxo, de desejo, tal como os discos de vinil são hoje. Por isso, não acho que veremos o fim do papel como mídia escrita, mas é razoável dizer que os jornais estão caminhando para o fim e que a nossa geração vai testemunhar isso. O Jornal do Brasil foi a primeira vítima entre os grandes. A partir de setembro deste ano, o JB impresso vai deixar de circular.

TM – Existe mídia imparcial ou isso é apenas uma ilusão?

Djenane: O único momento que você consegue ser imparcial é quando noticia um acidente de carro corriqueiro ou coisas triviais, que não te afeta diretamente. Fora isso, não! É algo quase impossível. Nos grandes veículos existe a linha editorial que influi diretamente na tal imparcialidade. E mesmo nos meios independentes, acaba prevalecendo a formação e os valores da própria pessoa. Se for olhar para o jornalismo cultural então… Aí é que não existe mesmo!

ANDARES – Residência Artística em Exploração Urbana

Posted in Novos projetos with tags , , , on 17/02/2010 by transitoriamente

ANDARES – RESIDÊNCIA ARTÍSTICA EM EXPLORAÇÃO URBANA

Serão 4 dias de workshops e intervenções no Edifício das Diretorias e no centro de Florianópolis de 16 a 19 de março.

Coordenação e direção: Bianca Scliar e Loli Menezes

INSCRIÇÕES ABERTAS ATÉ 21 DE FEVEREIRO.

Andares é um projeto de Residência Artística que privilegia processos coletivos de pesquisa e criação, onde os participantes experimentarão ferramentas inspiradas em diversas mídias para o aprimoramento de técnicas de engajamento com o espaço urbano 

A rotina diária incluirá trabalho em estúdio, discussões teóricas, ações na cidade e intervenções no Edifício das Diretorias.

O projeto será concluído com a produção de um vídeo, resultado do processo criativo do grupo.

Encorajamos inscrições de artistas visuais, performers, vídeomakers, bailarinos, arquitetos, músicos, professores e estudantes de artes, bem como curadores, residentes no estado de Santa Catarina há pelo menos um ano.

Os selecionados receberão bolsa de participação que cobrirá custos de viagem e estadia no período da residência. 

O critério de seleção considerará a diversidade das mídias, relevância do tema em trabalhos prévios e proveniência dos inscritos, visando compor um grupo heterogêneo de participantes.

Envie a ficha de inscrição (download na barra lateral do blog) junto a uma carta de intenção e imagens de trabalhos prévios para projetoandares@gmail.com

PARE

Posted in Novos projetos with tags , on 25/01/2010 by transitoriamente

Rodrigo Dutra (@dutra449) é editor de vídeos e pós-produtor. Junto com a Transitoriamente ele já realizou trabalhos como a vinheta “A Semente”, a edição e pós-produção do videoclipe “Dreaming Of Black Waves”, do Hangar, e no momento está editando um novo videoclipe que será lançado pela Transitoriamente em fevereiro. 

Preocupado com o descaso e com os crescentes congestionamentos em Florianópolis, Dutra criou uma vinheta e escreveu o seguinte texto:  

“Trânsito é a corrente que guia uma posição no tempo e no espaço. Florianópolis caminha por uma via de trajetos questionáveis, por problemas de pouca mobilidade e congestionamentos não aceitáveis.De cara limpa, ainda podemos sentir os nossos políticos rindo e se esvaindo numa imensa falta de visão.  

`Pare´ representa a manipulação ingênua das nossas forças governamentais. Questões de “ordem de gestão” ficam atreladas a campos políticos e largadas a meras casualidades.Organizar a malha viária é o primeiro passo para evitar um colapso no trânsito de Florianópolis.  

É preciso alertar a sociedade e os governantes a fim de que uma postura mais séria seja adotada por todos. Precisamos de um projeto que pense o todo”.  

Um breve texto reflexivo sobre amanhã

Posted in Novos projetos with tags , , , , on 07/01/2010 by transitoriamente

Não dá para sentir a dor do mundo todo. Até onde a minha vida vai, até onde o sentido dela alcança, posso dizer que 2009 foi um ano bom, generoso e desafiador. Creio que consegui mudar um pouco esse  “meu mundo todo”, aquela gota que também pode fazer a diferença.

Perdi pessoas importantes, sofri por vezes, estranhei e ora compreendi, mas também ganhei a presença de outras pessoas importantes. Importantes para mim, para a forma como eu vejo o mundo e as coisas. Esse universo dentro de cada um de nós.

Aprendi, experimentei, joguei algumas coisas fora e abri espaço para que novas viessem. O saldo me parece positivo, pelo menos essa é a sensação aqui, nesse momento.`

Pessoalmente, às vezes penso que nós não temos controle algum sobre as coisas ou quem sabe nós tenhamos controle até o ponto que antecede o nosso caminho real. Quem sabe o controle o qual nós julgamos real exista apenas “fora do nosso caminho”, isto é, quando adentramos o nosso real caminho, quem sabe ali então possa não existir mais controle, apena um fluxo integral, inteiramente possível, fluido, em um nível onde a pura compreensão seja a indefinição da escolha.

O surfista pode “decidir” não entrar no mar, mas ele entrando para realizar a sua meta, ou seja, o seu único caminho de todos os caminhos para chegar lá, no meio de uma onda ele não pode exigir, por sua decisão, que a onda pare. Caso o golpe do mar o leve “ao chão”, e isso não seria um golpe, mas apenas o caminho do mar, ir contrário a onda faria algum sentido? Ou talvez se deixar, moldar um novo tempo, silenciar? Eu não preciso responder, pois acredito que nós sabemos a resposta, juntos.

A vida me parece assim, e isso aumenta sobremaneira a nossa responsabilidade sobre tudo, pois se o controle real “existe ou inexiste” nesse caminho real das nossas possibilidades, todo caminho “alternativo” até ele dependeria de nós, nós precisamos encontrar esse caminho real, e isso então seria a nossa responsabilidade. Lá estando, NO CONTROL.

E a crise? Bom, não dá para ignorar o mundo miserável daqueles que passam fome, da mesma maneira que não é possível ignorar a miséria daqueles que sofrem pelo excesso.

Então a miséria humana me parece estar nesses extremos, até mesmo onde o ouro é tempero.

As pessoas, a humanidade, de forma integrada, precisa encontrar saídas para a nossa própria existência. Ignorar o resto do mundo e pensar só em si soa tão fora de moda, tão tacanho, passível de náuseas, tamanha indigestão do ato.

Imagine a Terra vista da Lua. Imagine que você está lá, agora. Qual seria o significado de tantas coisas que você julga importante na sua vida? Todas as certezas. Certezas? Essa transvaloração pode fazer você pensar diferente, agir diferente. O mundo precisa de gente simples e prática, que transforme o rancor em energia criativa, a inveja em soluções viáveis, o lixo em combustível e arte, as pessoas em agentes globais, responsáveis por si e pelo todo.

Os bebês chorões de 20-30-40-50-60-70-80-90 anos precisam criar a coragem necessária para fazer o melhor dos mundos vir a tona. E as soluções precisam alcançar a todos, pois não é mais possível aceitar soluções para poucos. O mundo é um lugar só. Mesmo que as fronteiras existam, e elas existem, o homem é igual (mesmo em suas diferenças) em qualquer lugar, pelo menos eu não conheço ninguém que voe com os braços, até o momento não. A mente é uma grande saida.

Estamos todos no mesmo barco, alguns na sala VIP, outros no porão, mas se o barco afundar todos irão juntos, inevitavelmente. Mesmo aqueles que saltarem em barcos inflados, se perderão na solidão dos oceanos vazios.

Não há escolha. É preciso fazer dessa nossa inteligência algo que suplante a simples modernidade e a contemporaneidade das coisas. Precisamos do pós-pós-da-inteligência, de uma nova visão.

Nós vivemos numa possibilidade estética e de organização, mas essa é apenas uma delas, não é mesmo? Existem outras tantas. Qual mundo a nossa geração construirá? A cópia quase perfeita do mundo de ontem? Ou a evolução de todas as coisas?

Não seria hora de nos questionarmos sobre a estética e a funcionalidade de certas coisas? Dos eletrodomésticos aos automóveis? Automóveis barulhentos, quentes e poluidores, soltado fumaça. Por que nós aceitamos isso como convencional e normal? Não é bizarro?

A questão não é você não consumir, a chave mora naquilo que você consome, na maneira como você faz isso, e no valor que você dá para certas coisas. Um carro de luxo tem muito valor, uma delicadeza muitas vezes passa despercebida. E isso parece normal.

A inteligência não deveria ser melhor reconhecida? A cegueira das pessoas tem as levado para caminhos tristes e solitários, mesmo com luzes e neon em volta, e uma aparência bela. Onde está o chão? Por que será que a venda de antidepressivos cresce a todo instante? Não vejo isso como normal, ou então isso seria um desajuste genético turbinado por um ambiente hostil, levando-nos a crer que essa escuridão seria o sub-produto natural da própria evolução. Que merda!

Não consigo ver dessa maneira, pois penso que só não há saída quando você tenta encaixar, ao léu, uma esfera num quadrado. A nossa própria sociedade muitas vezes parece não entender que existem personalidades esféricas, quadradas, retângulares e de outras infinitas formas. Sem encaixe não é possível viver em paz, forçar esse encaixe também não. Então as pessoas precisam criar as fechaduras corretas, pois as chaves nós já temos.

Que em 2010 a gente passe a olhar as coisas com uma destreza mais afiada, e assim possamos construir um mundo novo. Realmente novo.

Um Ano Novo, Novo.

Antonio Rossa