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Aquiles Priester & Dream Theater

Posted in musica with tags , , , , , , , , on 26/04/2011 by transitoriamente

A concorridíssima vaga para o posto de baterista da banda norte-americana Dream Theater, deixada pelo legendário Mike Portnoy, foi disputada por sete bateristas, incluindo o brasileiro – e parceiro da Transitoriamente – Aquiles Priester (Hangar).

Até onde sei o novo baterista já está gravando o que será o novo material do DT, desde janeiro último. O resultado ainda é uma incógnita.

Thomas Lang, Virgil Donatti, Mike Mangini, Marco Minnemann, Derek Roddy, Peter Wildoer, além de Aquiles, foram os nomes por trás dessa grande disputa que recentemente ganhou um belíssimo e épico trailer (abaixo). Os episódios desse trailer já começaram a aparecer no youtube (clique aqui).

Qualquer uma dessas feras certamente fará jus ao posto, porém não posso deixar de dizer que a minha torcida é pelo Brasil, ou seja, Aquiles Priester.

Antonio Rossa

Onde King é rei

Posted in musica with tags , , , , , , , , , on 25/06/2010 by transitoriamente

Passam décadas, modas e movimentos e a Black Music continua influenciando gerações com sua batida, seu groove e sua força.

Não é raro ver nos charts mais disputados do mundo quase que uma hegemonia das raízes musicais “black”, onde atualmente o R&B parece reinar.

Posso fazer uma pequena lista, sendo realmente simplista, de alguns representantes da black

music e lá estariam pelo menos James Brown, Michael Jackson, Tim Maia, Jorge Ben, Jamiroquai e Amy Winehouse.

Nessa lista você também notaria que nem só de rostos negros se faz este estilo, isto é, a sua condição global e multi-racial já é um fato consolidado e indiscutível.

Muitos nomes seriam necessários para deixar essa lista acima com a cara e o teor que ela merece, e sem dúvidas o nome do cantor brasileiro Gerson King Combo deveria estar lá.

Não será nenhuma surpresa caso você não tenha ouvido falar no nome de King Combo, mas posso lhe garantir que isso se deve em parte à nossa própria desatenção cultural e também ao nosso defeituoso processo de reconhecimento da nossa própria história.

King Combo  foi fundador do movimento “Black Rio” nos anos 70, que vinha de uma mistura quase explosiva do suingue americano com a batida brasileira, e que foi denominado Brazilian Soul.

A banda catarinense Sociedade Soul (assista ao clipe abaixo), que leva a black music em sua raiz, não deixou isso passar batido e convocou King Combo para mais uma jornada de grooves.

Como parte dos festejos de lançamento do primeiro CD da Sociedade Soul (veja a capa abaixo com exclusividade), a banda trará a Florianópolis (09 de julho) essa ilustre figura da nossa música, que para os apreciadores e conhecedores do gênero é tido como o “rei da música negra brasileira”.

Será uma brilhante oportunidade para você curtir parte da nossa história musical regada ao som de extrema qualidade deste quarteto catarinense, e que ainda está preparando outras surpresas para a festa.

Não deixe também de assistir acima ao trailer do documentário Gerson King Combo VivaBlackMusic, registro mais do que merecido e que de alguma forma ajudará a fechar parte de uma lacuna que o nosso país tem com muitas de suas figuras emblemáticas.

“Funk Brother Soul” para os espíritos atentos e dançantes!!!

Antonio Rossa

Entrevista em Trânsito: Catarinense ganha prêmio internacional de design

Posted in Entrevista em Trânsito with tags , , , , , , , , on 24/05/2010 by transitoriamente

O catarinense Ricardo Seola saiu do Brasil há pouco menos de dois anos rumo à Itália, com o objetivo de se aprofundar no estudo do Design. Deixou uma empresa e uma banda para trás e se mandou para o velho mundo.

Passado algum tempo os resultados dessa empreitada já começam a aparecer. Há pouco Seola faturou um prêmio de grande importância para o design mundial, o “iF Awards”.

Criou um brinquedo chamado “Original Soundtrack” que mistura diversão e música para crianças, e fez a diferença.

Seola conversou com a Transitoriamente, por e-mail, diretamente da Terra do Design.

Antonio Rossa


1 – Qual o valor e o que significa para você ganhar um prêmio do porte do If Concept Awards?

Profissionalmente vale muito, o selo “iF Award” quer dizer que o projeto foi posto a prova e aprovado por um júri especializado e o mercado dá muito valor a esse prêmio. Para quem, como no meu caso, está entrando no mercado, é quase uma prova de maturidade, um facilitador enorme. Pessoalmente talvez valha mais ainda, dá confiança, principalmente por ter sido meu primeiro e único projeto de produto até hoje, sendo que até 2008 eu trabalhava com marketing.

Eu faço uma brincadeira dizendo que possivelmente não farei mais nenhum, assim termino com 100% de aproveitamento.

2 – O que você pretendia intimamente quando criou o brinquedo “Original Soundtrack”?

O briefing era bastante aberto, qualquer produto relacionado a crianças (0 a 10 anos). Queria que meu projeto fosse estimulante, que contribuísse de alguma forma para o desenvolvimento pessoal da criança. Envolver música foi natural, já que é minha grande paixão. Meu primeiro contato com música foi relativamente cedo, aos 7 anos, e sei o quanto é importante ter esse tipo de estímulo durante a infância. Daí a ideia de oferecer um “instrumento”, um primeiro contato com esse universo.

3- Há no design essa eterna briga entre forma e função, como o que geralmente ocorre entre arquitetos e engenheiros?
Isso é uma questão possível de se resolver ou é inerente ao trabalho do design conviver com essas dicotomias?

Encaro o design como comunicação, como contar uma história. A fantasia, indispensável pra contar uma história é a mesma fantasia indispensável pra deixar um objeto não apenas necessário, mas acima de tudo desejável.  Moschino, estilista italiano polêmico e revolucionário nos anos 80/90, disse o seguinte sobre isso:

A fantasia é aquela parte do projeto adicionada gratuitamente.
Diz-se que a fantasia chega no artista a noite, nas viagens,
no supermercado, nos movimentos mais impensáveis.
A fantasia chega quando termina o dever,
e então o projeto tem, a mais, um coração impresso!

Ninguém é fã dos produtos Braun dos anos 60 porque eles são exemplos de perfeito funcionamento. Dieter Rams, então projetista da marca, é um gênio, e apesar dele prezar pelo minimalismo suas criações são um sucesso porque são bonitas pra caramba! E é infinitamente mais complicado projetar o simples, as pessoas em geral reconhecem isso e dão valor.

Ao mesmo tempo, movimentos como o anti-design dos anos 60/70 e o Memphis nos anos 80 propuseram com grande sucesso objetos extravagantes, onde a forma quase nem deixava espaço pra função. E quem está certo? O mínimo ou o máximo? Pra mim está certo quem consegue chegar até as pessoas. Sou um pró-pop convicto e acho que precisamos do Le Corbusier assim como precisamos do Frank Gehry, e precisamos do Dieter Rams assim como precisamos do Philippe Starck.

4 – Geralmente imaginamos o produto do design como sendo algo material, físico. Onde está o design metafísico?

Acho que é mais ou menos como usar uma camiseta de banda. Ninguém usa porque é bonita ou porque a malha é boa, mas pra passar uma imagem de si mesmo que gostaria que os outros percebessem. Assim deve ser o design, a parede de casa, a estante da sala. Como eu disse antes, acho que o design deve contar histórias.

5 – Na sua opinião, qual a relação entre música e o design, e o que isso implica no seu dia-a-dia?

Em ambos a intuição é tão importante quanto a técnica. É um continuo exercício de sensibilidade, de tentar entender de que forma a mensagem vai chegar ao destino final.

Gene Simmons, do Kiss, certa vez disse o seguinte: Estou cansado de músicos dizendo ‘não me importa o que você quer ouvir, vou tocar o que eu quiser porque sou um artista’. Você é um artista? Então pinta minha casa, bitch!”. Lido com o design da mesma forma. Meus problemas eu resolvo como bem entender, mas pra resolver os problemas dos outros, precisamos, sem arrogância, entender o que os outros precisam. É um processo inclusivo, não exclusivo. O público não quer saber se quem está no palco sabe ler partitura, o público só quer cantar junto.

6 – Digamos que seja possível reconhecer os traços do design italiano, do inglês, do alemão e do japonês em seus automóveis, por exemplo. Qual seria o design Brasileiro?

Acho lamentável bater no peito com orgulho pela vocação multi-étnica, multi-cultural, multi-isso e multi-aquilo e na hora de se expressar usar sempre os clichês de nordeste e favela.

Isso fica claro na literatura, no cinema, e já começa, infelizmente, a ser uma característica do (embrionário) design Brasileiro. Um exemplo: digo sempre que no Brasil existem dois designers. Chamam-se Humberto e Fernando e, pra detonar o aproveitamento, eles são irmãos.

No último Salone del Mobile, em Milão, com certeza estiveram entre os protagonistas e há algum tempo começam a formar no resto do mundo uma ideia mais clara sobre o tal design Brasileiro.

Sou muito fã da linha de pensamento dos Campana, mas as suas criações reforçam minha bronca com os clichês quando recebem nomes como “Cabana”, “Brasilia”, “Favela”…O design italiano é reconhecido como o mais relevante do mundo, mas não se inspira na pizza, no panettone, na máfia. O “Made in Italy” não faz referimento ao país, mas a uma linha de raciocínio, uma filosofia projetual, coisa que não existe no Brasil. Penso que não vai existir enquanto o Design no Brasil for tratado de forma acadêmica e não como assunto de mercado. Até lá os nossos “mestres” promoverão nas universidades calorosas discussões sobre a correta utilização do termo “logomarca” ou “desenho industrial”.

Fotos:

01 e 02 – Original Soundtrack por Ricardo Seola

03 – SK 4 Phonosuper Record Player por Dieter Rams (Braun)

04 – Villa Savoye por Le Corbusier

05 – Juicy Salif por Phillipe Starck

06 – Favela por Irmãos Campana

Holiness produz videoclipe com a Transitoriamente

Posted in musica with tags , , , , , , , , , on 28/01/2010 by transitoriamente

Aqui vai uma pequena prévia das gravações do primeiro videoclipe da banda brasileira Holiness, que está sendo produzido pela Transitoriamente.

O quinteto gaúcho, liderado pela bela vocalista Stefanie Schirmbeck, lançou há poucas semanas Beneath To Surface, seu primeiro álbum.

Com uma sonoridade que engloba heavy-metal e hard-rock, o Holiness conseguiu criar um som moderno, amplo, que muito provavelmente conseguirá ficar de fora de possíveis rótulos fixos ou “guetos imaginários”.

Beneath To Surface foi produzido por Aquiles Priester (Hangar), gravado por Adair Daufembach e mixado/masterizado por Tommy Newton, na Alemanha.

Enquanto isso vocês podem ouvir duas músicas em www.myspace.com/officialholiness. A forte The Truth e a épica Into The Light.

Para quem não sabe, Stefanie foi a protagonista do videoclipe “Dreaming Of Black Waves, do Hangar, também produzido pela Transitoriamente.

Em breve novidades, fotos inéditas, a locação escolhida e também a divulgação da música desse primeiro clipe.

Bom som e um abraço, Antonio Rossa

Foto: Marcela Machado – Transitoriamente

Transitoriamente produz vídeo-conceitual para Made In Guarda

Posted in Uncategorized with tags , , , , , , , , , , on 04/03/2009 by transitoriamente

 

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Foram dois dias de muito trabalho, mas também de uma inevitável e saborosa contemplação da natureza. O litoral catarinense é abençoado, nós sabemos, e um destes exemplos de benção é a Guarda do Embau.

Foi lá – e também na Praia do Rosa – onde a Transitoriamente rodou o vídeo conceitual “Água 2009” para a marca catarinense Made In Guarda (ou MIG).  Acesse www.madeinguarda.com.br

Vodpod videos no longer available.

 

Fugimos da idéia de produzir apenas um vídeo institucional, simplista, queríamos mais. Inspirados pelo que há de melhor no audiovisual de moda mundial, a meta foi construir uma espécie de curta-metragem, onde as roupas, as modelos e a natureza estivessem em profunda integração e harmonia.

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De fato, os trabalhos da Made In Guarda contemplam e apóiam ações ambientais sustentáveis na fabricação de suas roupas. É um passo importante para esta fundamental conscientização que tanto o mundo necessita por em prática.

Tive o imenso prazer de dirigir, filmar e editar este trabalho, e também de contar com uma equipe fantástica.

O vitorioso ensaio fotográfico foi realizado pelo paranaense Ale Carnieri (clique aqui e saiba mais) e a produção ficou a cargo de Marcela Machado. Tudo sob os olhos atentos de Josué Machry, o dono da marca. Carnieri foi assistido por Rossano Souza e o MakeUp ficou sob a responsabilidade de Monique Mynssen.

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As modelos Lu Vescovini (Brasil), Belen Fliess (Argentina) e mais o modelo e DJ Gork (Espanha) deram show. As fotos e o vídeo não mentem!

Assista ao vídeo, preserve a natureza e seja feliz,

Um grande abraço, Antonio Rossa