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Tendências 2012-2013. O futuro dirá!

Posted in Curiosidades with tags , , , , , , , , , on 29/07/2011 by transitoriamente

O mundo gira e então o futuro se apresenta em novos comportamentos, formas e cores, gerando uma linha invisível que se une ao passado criando um novo tempo.

Imagine que existem infinitas possibilidades a sua frente, e que ao mesmo tempo essas infinitas possibilidades vão tendendo para determinados pontos. Vontades coletivas e subconscientes, uma espécie de campo magnético criado pela soma de todas as forças que movem o “espírito do nosso tempo”. 

Temos então uma tendência a…

Esses três vídeos abaixo, da conceituada agência de tendências WGSN, mostram o que vem pela frente em termos de vestuário, estilo, design e varejo para o outono e inverno 2012-2013.

Pelo fato do mundo então olhar mais para a África, quem sabe as pessoas se tornem menos complacentes diante da miséria, seja ela da escassez ou do excesso.

O futuro dirá!

Antonio Rossa

 

Entrevista em Trânsito: Catarinense ganha prêmio internacional de design

Posted in Entrevista em Trânsito with tags , , , , , , , , on 24/05/2010 by transitoriamente

O catarinense Ricardo Seola saiu do Brasil há pouco menos de dois anos rumo à Itália, com o objetivo de se aprofundar no estudo do Design. Deixou uma empresa e uma banda para trás e se mandou para o velho mundo.

Passado algum tempo os resultados dessa empreitada já começam a aparecer. Há pouco Seola faturou um prêmio de grande importância para o design mundial, o “iF Awards”.

Criou um brinquedo chamado “Original Soundtrack” que mistura diversão e música para crianças, e fez a diferença.

Seola conversou com a Transitoriamente, por e-mail, diretamente da Terra do Design.

Antonio Rossa


1 – Qual o valor e o que significa para você ganhar um prêmio do porte do If Concept Awards?

Profissionalmente vale muito, o selo “iF Award” quer dizer que o projeto foi posto a prova e aprovado por um júri especializado e o mercado dá muito valor a esse prêmio. Para quem, como no meu caso, está entrando no mercado, é quase uma prova de maturidade, um facilitador enorme. Pessoalmente talvez valha mais ainda, dá confiança, principalmente por ter sido meu primeiro e único projeto de produto até hoje, sendo que até 2008 eu trabalhava com marketing.

Eu faço uma brincadeira dizendo que possivelmente não farei mais nenhum, assim termino com 100% de aproveitamento.

2 – O que você pretendia intimamente quando criou o brinquedo “Original Soundtrack”?

O briefing era bastante aberto, qualquer produto relacionado a crianças (0 a 10 anos). Queria que meu projeto fosse estimulante, que contribuísse de alguma forma para o desenvolvimento pessoal da criança. Envolver música foi natural, já que é minha grande paixão. Meu primeiro contato com música foi relativamente cedo, aos 7 anos, e sei o quanto é importante ter esse tipo de estímulo durante a infância. Daí a ideia de oferecer um “instrumento”, um primeiro contato com esse universo.

3- Há no design essa eterna briga entre forma e função, como o que geralmente ocorre entre arquitetos e engenheiros?
Isso é uma questão possível de se resolver ou é inerente ao trabalho do design conviver com essas dicotomias?

Encaro o design como comunicação, como contar uma história. A fantasia, indispensável pra contar uma história é a mesma fantasia indispensável pra deixar um objeto não apenas necessário, mas acima de tudo desejável.  Moschino, estilista italiano polêmico e revolucionário nos anos 80/90, disse o seguinte sobre isso:

A fantasia é aquela parte do projeto adicionada gratuitamente.
Diz-se que a fantasia chega no artista a noite, nas viagens,
no supermercado, nos movimentos mais impensáveis.
A fantasia chega quando termina o dever,
e então o projeto tem, a mais, um coração impresso!

Ninguém é fã dos produtos Braun dos anos 60 porque eles são exemplos de perfeito funcionamento. Dieter Rams, então projetista da marca, é um gênio, e apesar dele prezar pelo minimalismo suas criações são um sucesso porque são bonitas pra caramba! E é infinitamente mais complicado projetar o simples, as pessoas em geral reconhecem isso e dão valor.

Ao mesmo tempo, movimentos como o anti-design dos anos 60/70 e o Memphis nos anos 80 propuseram com grande sucesso objetos extravagantes, onde a forma quase nem deixava espaço pra função. E quem está certo? O mínimo ou o máximo? Pra mim está certo quem consegue chegar até as pessoas. Sou um pró-pop convicto e acho que precisamos do Le Corbusier assim como precisamos do Frank Gehry, e precisamos do Dieter Rams assim como precisamos do Philippe Starck.

4 – Geralmente imaginamos o produto do design como sendo algo material, físico. Onde está o design metafísico?

Acho que é mais ou menos como usar uma camiseta de banda. Ninguém usa porque é bonita ou porque a malha é boa, mas pra passar uma imagem de si mesmo que gostaria que os outros percebessem. Assim deve ser o design, a parede de casa, a estante da sala. Como eu disse antes, acho que o design deve contar histórias.

5 – Na sua opinião, qual a relação entre música e o design, e o que isso implica no seu dia-a-dia?

Em ambos a intuição é tão importante quanto a técnica. É um continuo exercício de sensibilidade, de tentar entender de que forma a mensagem vai chegar ao destino final.

Gene Simmons, do Kiss, certa vez disse o seguinte: Estou cansado de músicos dizendo ‘não me importa o que você quer ouvir, vou tocar o que eu quiser porque sou um artista’. Você é um artista? Então pinta minha casa, bitch!”. Lido com o design da mesma forma. Meus problemas eu resolvo como bem entender, mas pra resolver os problemas dos outros, precisamos, sem arrogância, entender o que os outros precisam. É um processo inclusivo, não exclusivo. O público não quer saber se quem está no palco sabe ler partitura, o público só quer cantar junto.

6 – Digamos que seja possível reconhecer os traços do design italiano, do inglês, do alemão e do japonês em seus automóveis, por exemplo. Qual seria o design Brasileiro?

Acho lamentável bater no peito com orgulho pela vocação multi-étnica, multi-cultural, multi-isso e multi-aquilo e na hora de se expressar usar sempre os clichês de nordeste e favela.

Isso fica claro na literatura, no cinema, e já começa, infelizmente, a ser uma característica do (embrionário) design Brasileiro. Um exemplo: digo sempre que no Brasil existem dois designers. Chamam-se Humberto e Fernando e, pra detonar o aproveitamento, eles são irmãos.

No último Salone del Mobile, em Milão, com certeza estiveram entre os protagonistas e há algum tempo começam a formar no resto do mundo uma ideia mais clara sobre o tal design Brasileiro.

Sou muito fã da linha de pensamento dos Campana, mas as suas criações reforçam minha bronca com os clichês quando recebem nomes como “Cabana”, “Brasilia”, “Favela”…O design italiano é reconhecido como o mais relevante do mundo, mas não se inspira na pizza, no panettone, na máfia. O “Made in Italy” não faz referimento ao país, mas a uma linha de raciocínio, uma filosofia projetual, coisa que não existe no Brasil. Penso que não vai existir enquanto o Design no Brasil for tratado de forma acadêmica e não como assunto de mercado. Até lá os nossos “mestres” promoverão nas universidades calorosas discussões sobre a correta utilização do termo “logomarca” ou “desenho industrial”.

Fotos:

01 e 02 – Original Soundtrack por Ricardo Seola

03 – SK 4 Phonosuper Record Player por Dieter Rams (Braun)

04 – Villa Savoye por Le Corbusier

05 – Juicy Salif por Phillipe Starck

06 – Favela por Irmãos Campana

Transitoriamente 2009-2010!

Posted in Novos projetos with tags , , , , , , , , , , , on 24/12/2009 by transitoriamente

 

O ano de 2009 foi intenso, cheio de surpresas e muitos desafios. Lágrimas, sorrisos e suor, e o coração continua batendo.

Parte dessa estrada foi pavimentada, ajeitada, para que em 2010 a Transitoriamente siga seu caminho, com o olhar lá na frente, mas sem jamais esquecer nossa história, nossas paradas, a chuva, as nuvens e o pôr-do-sol.

Quero lembrar, nesse instante, do rosto de cada pessoa que ajudou a escrever uma parte desse livro aberto. Boas energias para todos.

Convido vocês a ver alguns dos trabalhos lançados pela Transitoriamente durante o ano de 2009, logo abaixo.

Obrigado a todos que fizeram e fazem parte dessa história chamada Transitoriamente.

2mil i10ias para cada um de nós será pouco!

Abraços, Antonio Rossa

Qual livro mudou a sua vida? Por Ligia Fascioni

Posted in Uncategorized with tags , , , on 19/06/2009 by transitoriamente

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Sabe aqueles blogs que causam impacto e, o melhor, servem como uma deliciosa cesta de informações e novidades? Pois bem, o blog da – Engenheira Eletricista e Doutora em Design – Ligia Fascioni é um desses interessantíssimos espaços virtuais.

Com um olhar bastante aguçado para aquilo que acontece no mundo do Design, o “blog da Ligia” (clique e leia) já faz parte da minha cesta de leituras diárias. Além de design, o blog ainda fala de viagens, marketing, decoração, bichos e mais uma série de coisas que podem tornar seu dia muito mais interessante.  g_g_mulheres_margarida_big

Leitora voraz, Ligia é também artista plástica (fotos do post) e escritora, já tendo lançado inclusive dois livros:  “Quem sua empresa pensa que é?”  e “O Design do Designer”, ambos lançados pela Editora Ciência Moderna (RJ).

Convidei-a para responder a “inquietante” questão: ‘Qual livro mudou a sua vida”?

Abaixo você confere um verdadeiro presente para ajudar você a escolher uma boa leitura.

Um abraço, Antonio Rossa

QUAL LIVRO MUDOU A SUA VIDA? Por Ligia Fascioni

Foram muitos os livros que marcaram a minha vida; aliás,  o que marcou mesmo a minha vida foi ter a sorte de ter aprendido a ler! ligia_l

Logo nos primeiros anos de escola ganhei uma coleção de livros dos Irmãos Grimm, além dos Contos de Andersen e as Fábulas de Esopo. Era apaixonada por aqueles volumes coloridos e queridos, chegava a ler escondida, com a lanterna embaixo do cobertor, pois meus pais não queriam que eu ficasse até tarde da noite acordada.

A biblioteca onde fiz o primeiro grau, no SESI, em Campinas, São Paulo, era bonita, mas modesta. Devorei todos os livros infantis e depois todos os infanto-juvenis (lembro de “Uma rua como aquela”, de Lucília Junqueira de Almeida Prado e “A vaca voadora”, de Edy Lima, além, é claro, do clássico e inesquecível “O menino do dedo verde”, de Maurice Druon). Quando não tinha mais nada para a minha faixa etária, lembro bem do meu primeiro livro “adulto”. Foi “O assassinato de Roger Akcroyd”, da Agatha Christie, aos 12 anos. Eu fiquei simplesmente hipnotizada e agarrei tudo o que encontrei dela. Para mim, os melhores são “Cai o pano” e “Os cinco porquinhos”.

Parti depois para best sellers bem simplinhos, todos do Sidney Sheldon, Irving Wallace, Irving Shaw, Arthur Hailey e Morris West. Veio então a fase do Lobsang Rampa e do Hermann Hesse (desse, lembro-me que fiquei especialmente impressionada com “Demien”; tudo o que um adolescente pensa está lá).

Depois vieram os clássicos “O vermelho e o Negro” de Stendhal; os vários geniais de Balzac; “Mulheres apaixonadas”, de D. H. Lawrence; “O muro”, de Sartre, “A convidada”, de Simone de Beauvoir, “Os irmãos Karamazóv”, de Dostoiévski e a coletânea “Em busca do tempo perdido”, de Proust. É claro que, como eu era adolescente, não entendia muito bem esses últimos, ia apenas devorando tudo com pressa e muito apetite, por isso tenho que reler a maioria.

Houve também a época que consumi tudo que achei sobre arqueologia; encantei-me com o discurso idealista de Eduardo Galeano nas “Veias abertas da América Latina” (hoje acho-o panfletário demais); fiquei fascinada com as especulações de “Eram os deuses astronautas?” de Erich von Däniken; apaixonei-me pela série “O tempo e o vento” de Érico Veríssimo; virei fã do filho dele, o Luís Fernando; senti-me  parte da história complicada de “Cem anos de solidão” de Gabriel Garcia Márquez; viajei com a ficção científica de Isaac Asimov e as utopias de Aldoux Huxley (Admirável mundo novo) e George Orwell (1984) e tanto mais que seria impossível citar todos. Lembro de ter ficado especialmente encantada com o gênio de Oscar Wilde em “O retrato de Dorian Gray” e com o charme de Milan Kundera em todos os livros dele.

Isso tudo intercalado com histórias em quadrinhos, livros técnicos, manuais, bulas, rótulos de produtos diversos, jornais e revistas e tudo o mais que me caía nas mãos (devo ser a única pessoa que consegue ler até a revista “Caras”…heheheh). Até o Harry Potter foi saboreado com gosto (todos os livros da série).

Confesso que, em se tratando de palavra impressa, não tenho preconceito. Minto, tenho sim. Um mega preconceito contra livros de auto-ajuda e esotéricos de maneira geral. Confesso que li “O alquimista” do Paulo Coelho, mas o português ruim me incomodou demais. São as únicas coisas que realmente não me chamam atenção numa livraria (quando morrer, quero ir assombrar os estoques da Amazon).

Hoje leio bastante sobre arte, design e filosofia. Na literatura, gosto bastante do Marçal Aquino, da Fernanda Young, do Amós Oz, do Tony Belotto, da Patrícia Melo, do V. S. Naipul, José Saramago, do Umberto Eco e de alguns outros autores de best sellers que não cito porque li um livro só, então não dá para formar opinião.

Blog Bem: Lígia Fascioni

Posted in Uncategorized with tags , , , , on 12/11/2008 by transitoriamente

fascioni

 

Um blog que eu venho freqüentemente visitando e que de antemão já deixo recomendado é o da Lígia Fascioni (clique aqui).

 

Sempre com dicas e posts muito interessantes, o blog faz um apanhado de algumas das coisas mais legais do design, da comunicação e do cotidiano.

 

É um daqueles blogs de posts rápidos para você ficar antenado e dar uma espiadela todos os dias .

 

Mi piace, da vero!

 

Blog bem e um abraço, Antonio Rossa

 

Obs.:Blog Bem é o quadro de dicas de blogs da Transitoriamente

 

Design Conceito – Transitoriamente

Posted in Uncategorized with tags , , , , on 01/10/2008 by transitoriamente