Archive for esculturas

Eli Heil em “Óvulos de ELi”

Posted in O livro nosso de cada dia. with tags , , , , , , , , on 26/07/2011 by transitoriamente


Parece notório, mas nem sempre é: Toda arte merece uma contemplação acima das rápidas análises que tentam as confundi-las com meros produtos de uma vitrine de Shopping.

Corremos sempre o grande risco de olharmos para a arte com o mesmo descuido que escolhemos entre uma capa de celular verde ou amarela.

Produtos embalados possuem “garantias de satisfação”, arte não! Não se sabe onde vai dar, nem de onde vem, nem pra onde vai.

Ao abrir o livro ‘Óvulos de Eli” – organizado por Kátia Klock e Vanessa Schultz – tive a grata sensação de poder medir o indimensionável, como num gesto onde as minhas próprias mãos se distanciam no espaço e então conseguem comunicar o tamanho da idéia do meu coração, e que então não mais fica preso às suas canônicas medidas.

Adicione ao livro um belo média-metragem de 48 minutos, com depoimentos de críticos, artistas e familiares da artista.

Contemplar a genial obra de Eli Heil é não sucumbir aos meros maniqueísmos das vontades passageiras modernas e das medidas convencionais. Nem sim, nem não, algo por entre.

Num Olimpo imaginário, Eli dança com os grandes, e dali em diante não se tem notícias claras, a não ser sensações que desafiam nossos “comuns” sentidos.

Para que respostas?

Sua obra é exponencial, pulsante, algo que se locomove no tempo e no espaço da mesma forma que os faz parar numa dimensão de intensa e inteira contemplação.

Cores que excitam, olhos que enxergam novas lógicas.

Com o livro e o Doc,  temos em nossas mãos um registro histórico, indispensável e fundamental.

Antonio Rossa

LIVRO

Óvulos de Eli: a expulsão de seres de Eli Heil

Kátia Klock, Vanessa Schultz, organizadoras

Florianópolis: Contraponto, 2011. 2ª ed. 120p.

A publicação apresenta o trabalho de Eli Heil, sua história e seu Museu O Mundo Ovo, através de uma seleção com reproduções das obras e de textos jornalísticos e críticos.

Patrocínio Lei Municipal de Incentivo à Cultura, apoio da Fundação Cultural Franklin Cascaes e da Unimed Grande Florianópolis.

DOCUMENTÁRIOS EM DVD

Coração de Eli 

(de Kátia Klock, SC, 2011, 48min, livre)

Uma artista que “vomita criações”, dá vida a milhares de seres que pinta, desenha e esculpe através de técnicas inusitadas. Seus sentimentos revestem-se em cor, forma e verso. E a dor (ou sua ausência) é seu combustível. Críticos, artistas e familiares compartilham suas impressões sobre Eli Heil.

Patrocínio  Lei Rouanet, Fundação Cultural Badesc, BRDE e Duas Rodas

Realização • Ministério da Cultura e Contraponto

EXTRAS

Eli Heil, criadora e criatura

(de Kátia Klock, SC, 2010, 14min)

Eli por Eli. A artista recita, pinta e apresenta o Museu Mundo Ovo, com suas 3 mil obras.

Curta realizado para a série “SC em Cena”, da RBSTV (SC).

O Mundo Ovo de Eli Heil

(de Marco Aurélio Ramos e Maria Emília de Azevedo, SC, 1986, 33min)

Um registro realizado há 25 anos sobre o processo criativo e a obra da artista. Eli Heil fala de suas angústias, relembra sua iniciação artística e declama seus poemas.

Uma “Aldeia” no shopping

Posted in Livre Comunicação with tags , , , , on 07/04/2011 by transitoriamente

Na mitologia grega Epitemeu foi incumbido de criar os homens, porém os fez do barro, imperfeitos e sem vida.

No livro bíblico do Gênesis é narrada a criação de Adão, também a partir do barro. O resto, até mesmo a ideia da maçã mordida, até hoje é vendido por aí em igrejas, computadores e lojas de departamentos.

O artista plástico (e diretor de arte publicitária) Leandro Chaves de certa forma faz a sua própria antropogênese, quando de suas mãos nascem traços e formas tão particulares quanto social e psicologicamente instigantes.

Baseado no estilo de vida dos pescadores da Guarda do Embaú (SC), onde mantêm seu ateliê, a exposição “Aldeia” estará no Shopping Itaguaçu (Florianópolis) entre os dias 18 e 30 de abril.

Será um exposição com 8 peças de cerâmica que segundo Chaves:

…nos leva a um universo criado para expressar a vida em comunidade, onde todos convivem com suas diferenças, seus medos, suas crenças, suas obrigações, etc. Tudo com muita harmonia e uma forte ligação com a natureza”.

Creia, e veja.

Antonio Rossa